
Esteves diz que próximo presidente herdará país ‘arrumadinho’ e cobra controle de gastos
Resumo da cobertura
Em painel do Fórum Esfera no sábado, 23, o presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves, afirmou que o próximo presidente da República, eleito em 2026, encontrará um país economicamente 'arrumadinho' e 'fácil de resolver'. Para o banqueiro, bastariam três ou quatro medidas de contenção do crescimento de gastos, sem cortar programas sociais, para sinalizar disciplina fiscal e reduzir os juros para 7% ou 8%. No mesmo evento, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, atribuiu à gestão anterior do Banco Central 'omissão e conivência' no caso do Banco Master e defendeu fortalecer carreira e autonomia do BC e da CVM. Esteves negou erro do BTG na distribuição de CDBs do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Fuja da Bolha ler
O presidente do conselho de administração do BTG Pactual, André Esteves, afirmou neste sábado, 23, no Fórum Esfera, que o próximo presidente da República, eleito em 2026, encontrará um país economicamente 'arrumadinho' e 'fácil de resolver'. Para o banqueiro, bastariam três ou quatro medidas de contenção do crescimento dos gastos públicos, sem extinguir programas sociais, para sinalizar disciplina fiscal ao mercado e abrir espaço para uma queda relevante dos juros, possivelmente para a faixa de 7% a 8% ao ano. A declaração foi dada em painel que reuniu também Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União.
Esteves comparou o cenário atual aos inícios dos governos Fernando Henrique Cardoso, em 1994, e Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, períodos em que, segundo ele, os presidentes assumiram uma 'terra arrasada' marcada por hiperinflação, desemprego elevado, falta de reservas internacionais e crises bancárias. Hoje, sustentou o banqueiro, o quadro econômico é incomparavelmente mais confortável e exige apenas ajustes pontuais. A maior preocupação que apontou para o próximo ciclo presidencial não está na economia, mas no que chamou de 'guerra do Brasil institucional com o Brasil não institucional', em referência ao avanço do crime organizado, das milícias e da economia informal.
No mesmo painel, Aloizio Mercadante apresentou diagnóstico diferente sobre a fiscalização do sistema financeiro. O presidente do BNDES atribuiu 'omissão e conivência' à gestão anterior do Banco Central, comandada por Ilan Goldfajn, no caso do Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro, e defendeu uma reestruturação tanto do BC quanto da Comissão de Valores Mobiliários. Sua proposta passa por valorizar o servidor público, equiparar as carreiras dessas instituições às do BNDES e ampliar a autonomia dos reguladores. Para Mercadante, os fundos de investimento são o próximo problema a aparecer, e o caso da gestora Reag seria 'apenas a ponta do iceberg'.
Veículos de direita destacaram a tese central de Esteves, enfatizando que o ajuste fiscal seria simples e que o foco do próximo governo deve estar em segurança pública e na chamada 'guerra institucional' contra o crime organizado e a informalidade. A cobertura de direita também acolheu sem grande contraponto a defesa feita por Esteves de que o BTG Pactual não teria errado na distribuição de Certificados de Depósito Bancário do Banco Master, plataforma que esteve, ao lado de XP e Nubank, entre os principais canais dos papéis emitidos pela instituição de Vorcaro. Esteves afirmou que o banco se posicionou assim que percebeu sinais de risco.
A cobertura de centro deu peso semelhante às falas de Esteves e Mercadante e trouxe maior contexto sobre o caso Master, registrando a versão do banco mas também as críticas do presidente do BNDES à gestão anterior do BC e sua proposta de fortalecimento institucional dos reguladores. Detalhou ainda a participação de outras plataformas na distribuição dos CDBs e a tramitação judicial relacionada ao caso.
Briefing
O que importa para você
- Esteves projeta juros podendo cair para 7% a 8% ao ano com três ou quatro medidas de disciplina fiscal.
- Investidores pessoa física comprariam CDBs do Banco Master via BTG, XP e Nubank, com ações judiciais em curso.
- Mercadante quer empoderar e melhorar carreira de servidores do BC e da CVM, com impacto direto na fiscalização do sistema financeiro.
Onde os lados divergem
- Direita acolhe a tese de Esteves de que o ajuste fiscal é simples e foca em segurança e 'guerra institucional'.
- Esquerda e centro dão mais espaço a Mercadante, que aponta falha regulatória da gestão Goldfajn no BC e cobra reestruturação de CVM e Banco Central.
- Direita defende a atuação do BTG no caso Master; esquerda enxerga o episódio como sintoma de enfraquecimento dos reguladores.
Onde os lados concordam
Esquerda, centro e direita registram que Esteves vê o próximo governo herdando um país economicamente confortável e defende contenção do crescimento dos gastos sem cortar programas sociais, e que o caso Banco Master segue sob disputa institucional.
O que ainda está incerto
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Ponto cego — esse lado quase não cobriu.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Modo Comparação
Esteves diz que próximo presidente herdará país ‘arrumadinho’ e cobra controle de gastos
O presidente do BTG Pactual, André Esteves, disse, neste sábado, 23, que o próximo presidente da República encontrará um país “arrumadinho” e “fácil de resolver” do ponto de vista econômico. A declaração foi dada durante painel do Fórum Esfera, que também reuniu Aloizio Mercadante, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo Esteves, o Brasil precisa adotar medidas para conter o crescimento dos gastos púb
Ler originalAndré Esteves diz que consertar economia 'é moleza' e que quem for presidente em 2027 vai encontrar país 'arrumadinho'
André Esteves, presidente do Conselho de Administração do BTG Pactual, avalia que o Brasil precisa conter o crescimento dos gastos públicos, mas acredita que quem for eleito em outubro para o próximo mandato presidencial encontrará um país "arrumadinho" e "fácil de resolver". A afirmação foi feita neste sábado (23) em painel do Fórum Esfera, que contou também com participação de Aloizio Mercadante, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Bruno Dantas, ministro do Tribunal
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O presidente do BTG Pactual, André Esteves, disse, neste sábado, 23, que o próximo presidente da República encontrará um país “arrumadinho” e “fácil de resolver” do ponto de vista econômico. A declaração foi dada durante painel do Fórum Esfera, que também reuniu Aloizio Mercadante, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo Esteves, o Brasil precisa adotar medidas para conter o crescimento dos gastos púb
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