
Flávio pediu dinheiro a Vorcaro: 48% dos eleitores defendem que senador desista da candidatura, diz Datafolha
Resumo da cobertura
Pesquisa Datafolha divulgada em 22 de maio de 2026 mostra que 48% dos eleitores acham que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) deveria abrir mão da candidatura presidencial após a divulgação, pelo site The Intercept Brasil, de conversas em que ele pede R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para um filme sobre o pai. Outros 44% defendem que ele mantenha a campanha. Entre os próprios eleitores do senador, 88% querem que ele continue. Para 64%, Flávio agiu mal; 25% acham que agiu bem. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 20 e 22 de maio, com margem de erro de 2 pontos.
Fuja da Bolha ler
Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira, 22 de maio de 2026, joga luz sobre o impacto eleitoral da revelação do site The Intercept Brasil de que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, supostamente para financiar a produção de um filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o levantamento, 48% dos eleitores acham que o senador deveria abrir mão da candidatura e apoiar outro nome, enquanto 44% defendem que ele permaneça na disputa. Outros 8% não souberam responder. O instituto ouviu 2.004 pessoas entre os dias 20 e 22 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Os dados mais duros para o senador estão na avaliação da conduta. Para 64% dos entrevistados, Flávio Bolsonaro agiu mal ao pedir o dinheiro ao banqueiro; 25% acreditam que ele agiu bem e 11% não souberam responder. Outros 72% enxergam relação próxima entre Flávio e Vorcaro, contra apenas 15% que negam essa proximidade. A pesquisa também perguntou se as pessoas pensavam em votar no senador antes do escândalo: 62% disseram que não, 38% que sim. Entre os que cogitavam votar nele, 67% afirmam que a confiança não mudou após a divulgação das conversas, enquanto 18% relatam ter perdido confiança e 14% dizem ter ganhado.
A cobertura de centro, com destaque para o g1, tratou os números com o rigor habitual da cobertura de pesquisas: apresentou todos os recortes com paridade, incluiu a metodologia completa e reproduziu a versão do investigado. Flávio Bolsonaro confirmou as conversas, mas negou ter oferecido ou recebido vantagens e descreveu o episódio como o de um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Os dois cenários eleitorais divulgados pelo mesmo instituto reforçam o contexto: em eventual segundo turno, o presidente Lula (PT) aparece com 47% das intenções de voto contra 43% do senador, enquanto no levantamento anterior os dois estavam empatados em 45%. No primeiro turno, Lula ampliou de três para nove pontos a vantagem sobre Flávio.
Veículos de esquerda enfatizaram a leitura de que o caso escancara uma fragilidade ética do projeto bolsonarista e uma promiscuidade entre poder político e capital financeiro privado. Para essa cobertura, os 64% que reprovam a conduta e os 72% que veem proximidade indevida entre senador e banqueiro indicam um desgaste moral concreto, agravado pela tentativa de financiar com dinheiro privado uma obra que reescreveria a narrativa pública sobre o ex-presidente. O avanço de Lula no segundo turno é apresentado como consequência direta desse desgaste.
Veículos de direita, por sua vez, ressaltaram que o eleitorado está dividido e que 44% ainda defendem a permanência da candidatura, número significativo num cenário de crise. Chamaram atenção para o fato de que 88% dos eleitores do próprio Flávio Bolsonaro querem que ele mantenha a campanha, leitura que descrevem como sinal de lealdade da base e de ceticismo quanto à gravidade do episódio. Nessa cobertura, também ganha relevo o argumento do senador de que se tratava de patrocínio privado para projeto privado, sem oferta ou recebimento de vantagens, e o questionamento sobre o timing da revelação em plena corrida presidencial.
Briefing
O que importa para você
- Pesquisa nacional Datafolha com 2.004 entrevistados, margem de 2 p.p., campo de 20 a 22 de maio de 2026.
- 48% defendem desistência da candidatura; 44% defendem manutenção.
- Cenário de 2º turno: Lula 47% x Flávio 43% (antes era empate em 45%).
- 64% acham que o senador agiu mal ao pedir R$ 134 milhões a banqueiro privado.
Onde os lados divergem
- Esquerda enfatiza desgaste moral, com 64% reprovando a conduta e 72% vendo promiscuidade entre político e banqueiro.
- Direita destaca o eleitorado dividido, os 88% dos eleitores do próprio Flávio que querem que ele continue e o argumento do senador de que se tratava de patrocínio privado lícito.
- Centro mantém leitura factual, sem atribuir juízo de valor aos números.
Onde os lados concordam
Esquerda, centro e direita reconhecem que a pesquisa Datafolha mostra impacto concreto da revelação do The Intercept sobre as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro: o eleitorado está rachado entre quem pede desistência (48%) e quem defende manutenção da candidatura (44%), e Lula amplia vantagem no segundo turno.
O que ainda está incerto
Como cada lado cobriu
1 fonte política
Veículos com viés à esquerda
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Linha do Tempo
- 22 de mai. de 2026, 00:00Datafolha divulga pesquisa: 48% defendem que Flávio Bolsonaro abra mão da candidatura presidencial após revelações do The Intercept
- 22 de mai. de 2026, 00:00Datafolha publica cenários de intenção de voto: Lula 47% x 43% Flávio no 2º turno, e Lula amplia vantagem para 9 pontos no 1º turno
- 20 de mai. de 2026, 00:00Datafolha inicia campo da pesquisa nacional com 2.004 entrevistados sobre o impacto eleitoral do caso Flávio Bolsonaro e Vorcaro
Fontes

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) mostra que, para 48% dos eleitores, o senador Flávio Bolsonaro (PL) deveria abrir mão da candidatura e apoiar outro candidato, após a divulgação das conversas entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro. Outros 44% afirmam que ele deveria manter a candidatura 8% não souberam responder. Veja os números: Deveria abrir mão e apoiar outro candidato: 48% Deveria manter a candidatura: 44% Não sabe: 8% Impacto na candidatura de Flávio Bolsonaro. Arte: Igor
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