
Fux vota para manter presos pai e primo de Vorcaro
Resumo da cobertura
O ministro Luiz Fux votou no sábado (23/05/2026) pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Com isso, a Segunda Turma do STF forma placar parcial de 2 a 0, acompanhando o relator André Mendonça. O julgamento, em plenário virtual, foi suspenso por pedido de vista de Gilmar Mendes, que tem até 90 dias para devolver o caso. Faltam votar Nunes Marques e Gilmar; Dias Toffoli se declarou impedido. As prisões decorrem da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025.
Fuja da Bolha ler
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, votou no sábado, 23 de maio de 2026, pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Com o voto, a Segunda Turma da Corte formou placar parcial de 2 a 0, acompanhando o relator do caso, ministro André Mendonça. O julgamento, realizado em plenário virtual, foi suspenso na sexta-feira após pedido de vista de Gilmar Mendes, que tem prazo de até 90 dias para devolver o processo ao colegiado. Ainda faltam votar Nunes Marques e o próprio Gilmar; Dias Toffoli, desde fevereiro, declara-se impedido de participar dos julgamentos do caso Master.
As prisões fazem parte da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para apurar fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025. Felipe Vorcaro foi preso em 7 de maio; Henrique, em 14 de maio, em Belo Horizonte. Segundo a investigação, Henrique teria atuado como operador financeiro e beneficiário de uma estrutura criminosa apelidada de A Turma, com repasses mensais da ordem de R$ 400 mil. Felipe, segundo a Polícia Federal, teria assumido o protagonismo da organização após a prisão de Daniel e participado de transferências societárias relevantes, incluindo a Green Investimentos. Relatórios de inteligência financeira do Coaf apontaram movimentações que somam cerca de R$ 18,4 bilhões entre 2019 e 2026, com Felipe figurando como beneficiário central de fluxos vinculados ao primo.
No voto, André Mendonça afirmou haver fortes indícios de participação dos investigados em uma estrutura criminosa com impacto relevante para a sociedade. Citou a criação, em abril de 2026, da Infrasolar Holding Ltda., empresa de capital social de R$ 1 mil que teria movimentado mais de R$ 132 milhões poucos dias após ser constituída. Citou também mensagens interceptadas em que se discutiriam manobras para descer capital e descarimbar recursos, expressões interpretadas pela investigação como sinônimos de ocultar a origem ilícita do dinheiro. Outro ponto destacado foi o suposto pagamento de propinas ao senador Ciro Nogueira, do PP do Piauí, por meio da transferência de 30 por cento de uma empresa com deságio superior a R$ 12 milhões e de repasses mensais que variavam de R$ 300 mil a R$ 500 mil. Para o relator, medidas cautelares menos severas não seriam suficientes para garantir a ordem pública nem evitar interferências na investigação.
Veículos de centro relataram a sequência de eventos de forma factual e detalhada, com ênfase nos números do Coaf, nas decisões dos ministros e na fundamentação do voto. Em geral, foi essa cobertura que trouxe a nota da defesa de Felipe Vorcaro afirmando que ele não movimentou R$ 18 bilhões e que esse valor é global, distribuído entre 1.199 pessoas físicas e jurídicas analisadas no Relatório Fiscal ao longo de sete anos, tratando-se, segundo os advogados, de erro material que distorce os fatos.
Briefing
O que importa para você
- Dois familiares do ex-dono do Banco Master seguem presos sem prazo definido para encerramento.
- Coaf aponta R$ 18,4 bilhões em movimentações entre 2019 e 2026 vinculadas ao grupo.
- Investigação cita repasses mensais de R$ 300 mil a R$ 500 mil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), com possíveis desdobramentos políticos.
- Decisão final da Segunda Turma do STF pode demorar até 90 dias, prazo do pedido de vista de Gilmar Mendes.
Onde os lados divergem
- Esquerda enfatiza a engrenagem criminosa que seguiu operando mesmo após fases ostensivas da PF e cobra resposta institucional firme, vendo no pedido de vista um sinal de morosidade.
- Direita enfatiza limites do poder cautelar (preventiva sem prazo, plenário virtual) e dá peso à contestação da defesa sobre os R$ 18 bilhões, defendendo previsibilidade institucional.
Onde os lados concordam
Há convergência factual entre todos os lados: Fux votou para manter as prisões preventivas, acompanhando o relator André Mendonça; o placar parcial é de 2 a 0 na Segunda Turma; Gilmar Mendes pediu vista e tem até 90 dias para devolver o processo; e as prisões decorrem da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- Poder360Fux vota para manter presos pai e primo de Vorcaro2ª Turma do STF tem placar parcial de 2 a 0 para manter detenções; julgamento foi suspenso vista de Gilmar Mendes. Leia no Poder360
- Agência BrasilFux vota para manter presos pai e primo de VorcaroO ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado (23) pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Com a decisão, a Segunda Turma da Corte formou placar parcial de 2 a 0 para manter as detenções. Fux antecipou o voto e acompanhou o relator do caso, ministro André Mendonça, que havia votado na sexta-feira (22) pela conversão das prisões temporárias em preventivas, sem prazo definido
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Fux vota para manter presos pai e primo de Vorcaro
2ª Turma do STF tem placar parcial de 2 a 0 para manter detenções; julgamento foi suspenso vista de Gilmar Mendes. Leia no Poder360
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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado (23) pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Com a decisão, a Segunda Turma da Corte formou placar parcial de 2 a 0 para manter as detenções. Fux antecipou o voto e acompanhou o relator do caso, ministro André Mendonça, que havia votado na sexta-feira (22) pela conversão das prisões temporárias em preventivas, sem prazo definido
Ler originalLinha do Tempo
- 23 de mai. de 2026, 00:00Luiz Fux antecipa voto e acompanha o relator, formando placar de 2 a 0 na Segunda Turma do STF pela manutenção das prisões
- 22 de mai. de 2026, 00:00Relator André Mendonça vota pela conversão das prisões temporárias em preventivas; Gilmar Mendes pede vista e suspende o julgamento
- 14 de mai. de 2026, 00:00Henrique Vorcaro é preso em Belo Horizonte em desdobramento da Operação Compliance Zero
- 07 de mai. de 2026, 00:00Felipe Cançado Vorcaro é preso em nova fase da Operação Compliance Zero
Fontes

2ª Turma do STF tem placar parcial de 2 a 0 para manter detenções; julgamento foi suspenso vista de Gilmar Mendes. Leia no Poder360
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado (23) pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Com a decisão, a Segunda Turma da Corte formou placar parcial de 2 a 0 para manter as detenções. Fux antecipou o voto e acompanhou o relator do caso, ministro André Mendonça, que havia votado na sexta-feira (22) pela conversão das prisões temporárias em preventivas, sem prazo definido
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