
“Mais uma derrota de Moraes”, diz Eduardo Bolsonaro sobre soltura de Zambelli na Itália
Resumo da cobertura
A Justiça italiana anulou o processo de extradição de Carla Zambelli para o Brasil e determinou sua libertação em Roma, onde estava presa desde julho de 2025. A ex-deputada havia sido condenada no Brasil pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Após a decisão, ela apareceu em vídeo agradecendo a equipe de defesa, enquanto familiares e aliados políticos repercutiram o caso nas redes sociais.
Fuja da Bolha ler
A Justiça italiana anulou nesta semana o processo de extradição de Carla Zambelli para o Brasil e determinou sua libertação imediata da prisão em Roma, onde a ex-deputada estava detida desde julho de 2025. A decisão pôs fim, ao menos por ora, a uma tentativa do governo brasileiro de trazer de volta uma condenada pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e abriu mais um capítulo na batalha política em torno do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O desfecho processual é, em si, técnico: tribunais italianos entenderam que faltavam requisitos formais para autorizar a entrega da ex-parlamentar às autoridades brasileiras. Em vídeo divulgado pelo perfil do irmão, Bruno Zambelli, a ex-deputada apareceu em liberdade agradecendo à equipe jurídica responsável pela defesa. "Eles fizeram o impossível, que é lutar contra um sistema dificílimo", disse Zambelli, segundo a cobertura de centro, que registrou o episódio em tom factual, sem aderir ao enquadramento político de nenhum lado.
A partir daí, a história rapidamente se dividiu em duas leituras. Veículos de direita destacaram que a decisão italiana representa mais uma derrota internacional para o ministro Alexandre de Moraes. Em vídeo publicado no X, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro celebrou o resultado e classificou o caso como "perseguição política". "O milagre aconteceu. Carla Zambelli não foi extraditada e está fora da cadeia. É 4 x 0 consecutivo que Alexandre de Moraes sofre fora da jurisdição brasileira", afirmou, numa referência a recusas anteriores de extradição na Espanha, na Argentina e nos Estados Unidos. Para ele, o episódio confirma que a imagem do Judiciário brasileiro está "cada vez mais manchada" no exterior.
Do outro lado do espectro, veículos de esquerda tendem a enquadrar o caso como mais um sintoma da dificuldade de responsabilizar internacionalmente condenados por atos contra as instituições democráticas brasileiras. Zambelli foi condenada no Brasil por participação no episódio de invasão ao sistema do CNJ, conduta que se soma ao pano de fundo dos ataques ao Estado Democrático de Direito depois das eleições de 2022. Nessa leitura, transformar uma decisão processual estrangeira em vitória política contra o ministro Moraes é uma tentativa deliberada de deslegitimar o Supremo e a apuração de condutas antidemocráticas no país.
A cobertura de centro relatou o fato sem aderir a nenhuma das duas narrativas, registrando que Zambelli pretende, segundo a família, responder em liberdade na Itália, com eventuais restrições, e que parentes pretendem visitá-la em Roma nos próximos dias. O contexto factual lembrado é o mesmo em todos os lados: a ex-deputada estava presa desde julho de 2025, após ter sido detida nas proximidades da capital italiana, e cumpria pena referente à invasão do sistema do CNJ.
Briefing
O que importa para você
- Zambelli, condenada no Brasil pela invasão ao sistema do CNJ, segue em liberdade na Itália.
- A decisão italiana é processual e não afeta as condenações já aplicadas no Brasil.
- Caso reforça a discussão sobre os limites da cooperação internacional em extradições de natureza política.
Onde os lados divergem
- A direita lê a decisão como vitória individual e revés internacional do ministro Alexandre de Moraes e do STF.
- A esquerda lê o episódio como falha de cooperação internacional na responsabilização por ataques às instituições democráticas.
- O centro mantém o registro factual e evita aderir a qualquer dos enquadramentos políticos.
Onde os lados concordam
Todos os lados reconhecem o fato central: a Justiça italiana anulou o processo de extradição e Carla Zambelli foi libertada em Roma após ter sido condenada no Brasil pela invasão ao sistema do CNJ.
O que ainda está incerto
- Não há manifestação oficial da PGR, do Itamaraty ou do ministro Alexandre de Moraes sobre recurso à decisão italiana.
- Não está claro se Zambelli pretende pedir residência na Itália ou se permanecerá no país por tempo indeterminado.
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Ponto cego — esse lado quase não cobriu.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Modo Comparação
“Mais uma derrota de Moraes”, diz Eduardo Bolsonaro sobre soltura de Zambelli na Itália
Filho do ex-presidente comemorou decisão da Justiça italiana que anulou extradição da ex-deputada e permitiu que ela deixasse a prisão
Ler originalApós Itália negar extradição, Zambelli comemora soltura na Itália; vídeo
Em colaboração com o perfil do irmão, Zambelli apareceu em vídeo confirmando que estava em liberdade e agradecendo ao advogado responsável por sua defesa. “Eles fizeram o impossível, que é lutar contra um sistema dificílimo. Ele nunca desistiu de mim, nem quando achamos que nada ia dar certo”, declarou.
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Filho do ex-presidente comemorou decisão da Justiça italiana que anulou extradição da ex-deputada e permitiu que ela deixasse a prisão

Em colaboração com o perfil do irmão, Zambelli apareceu em vídeo confirmando que estava em liberdade e agradecendo ao advogado responsável por sua defesa. “Eles fizeram o impossível, que é lutar contra um sistema dificílimo. Ele nunca desistiu de mim, nem quando achamos que nada ia dar certo”, declarou.
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