Arthur Henrique é o mais votado, mas eleição de Roraima segue sob análise do TSE
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Arthur Henrique (PL), ex-prefeito de Boa Vista, foi o mais votado na eleição suplementar para o governo de Roraima realizada em 21 de junho de 2026, com 160.004 votos (60,87%), mas não foi declarado eleito porque sua candidatura está sub judice. A controvérsia decorre de decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que derrubou o prazo de desincompatibilização de 24 horas fixado pelo TRE-RR. O resultado depende do julgamento final pela Justiça Eleitoral; enquanto isso, o governo segue interinamente com Soldado Sampaio (Republicanos).
Arthur Henrique (PL) venceu a eleição suplementar de Roraima com folga, 60,87% dos votos, mas teve a candidatura barrada por decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que aplicou um prazo de desincompatibilização de seis meses a um pleito convocado apenas em maio.
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Esquerda e direita reconhecem que Arthur Henrique (PL) foi o mais votado, com 60,87%, e que a proclamação do resultado depende do julgamento da Justiça Eleitoral sobre o prazo de desincompatibilização.
O ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique, do PL, foi o candidato mais votado na eleição suplementar para o governo de Roraima, realizada no domingo, 21 de junho de 2026. Com 100% das urnas apuradas, ele obteve 160.004 votos, ou 60,87% do total. Mesmo com a vantagem expressiva, Arthur ainda não foi declarado eleito, porque sua candidatura está sub judice e a validade de sua participação no pleito depende de julgamento da Justiça Eleitoral.
O segundo colocado foi Soldado Sampaio, do Republicanos, governador interino, com 93.897 votos, ou 35,72%. Em terceiro ficou Nelita Frank, do PT, com 8.948 votos, ou 3,40%. A diferença entre Arthur e Sampaio foi de 66.107 votos. No site de resultados do TSE, nenhum candidato aparece como eleito: o sistema informa que não há requisitos suficientes para atribuição de eleitos, porque o candidato com maior votação nominal tem votos anulados sub judice que, somados, ultrapassam metade da votação.
A cobertura de centro relatou que o impasse nasceu de uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, proferida dias antes do pleito. Dino derrubou o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima, que havia fixado em 24 horas o prazo para que ocupantes de cargos públicos se desincompatibilizassem e pudessem concorrer. Para o ministro, os prazos de desincompatibilização não são mera formalidade, mas mecanismos destinados a preservar a isonomia entre os candidatos e a legitimidade da disputa. Em nota oficial, o TRE-RR, por meio de seu presidente, o desembargador Mozarildo Cavalcanti, afirmou que os votos atribuídos a Arthur permanecem registrados enquanto a candidatura aguarda análise das instâncias superiores, e que Soldado Sampaio segue interinamente no cargo.
Veículos de direita enfatizaram a tensão entre a vontade das urnas e a decisão judicial. Para essa cobertura, um candidato que venceu com quase 61% dos votos corre o risco de ter a vitória anulada por uma exigência considerada inviável na prática: o prazo de desincompatibilização de seis meses aplicado por Dino a uma eleição que só foi convocada em maio para ser realizada em junho. Segundo esse enquadramento, nenhum ocupante de cargo público teria como prever, com seis meses de antecedência, a realização de um pleito suplementar. A defesa de Arthur argumenta que ele seguiu as regras estabelecidas pelo TRE-RR e que prazos excepcionais já foram adotados em outras eleições suplementares pelo país.
Veículos de esquerda tendem a destacar o outro lado do argumento jurídico: a desincompatibilização existe justamente para impedir que detentores de cargos públicos usem a estrutura do Estado em benefício de suas campanhas, preservando a isonomia da disputa. Sob essa ótica, o fato de o candidato mais votado ser aliado de Flávio Bolsonaro reforça a relevância do escrutínio institucional sobre o pleito. A chapa do PT, com Nelita Frank, concorreu em desvantagem depois que o registro de sua antecessora, Antônia Pedrosa, também foi barrado pelo mesmo critério de prazo.
O caso transitou por várias instâncias. O PL recorreu ao Supremo para manter a candidatura, e o pedido foi analisado pelo ministro Edson Fachin, que negou a solicitação; Arthur, no entanto, permaneceu na urna enquanto tentava reverter a decisão. Agora, o candidato do PL só poderá assumir o cargo se obtiver decisão favorável nas Cortes. Caso os votos sejam anulados, a definição do resultado dependerá de novas decisões da Justiça Eleitoral.
O que ainda não se sabe é quando o STF e o TSE concluirão o julgamento, qual instância dará a palavra final sobre a validade dos votos e se a eleição suplementar terá de ser refeita em caso de anulação. Até lá, Roraima segue governada interinamente, e a proclamação definitiva do resultado permanece suspensa.
Candidato aliado de Flávio Bolsonaro (PL), Arthur Henrique vence eleição suplementar em Roraima. Validade dos votos ainda depende da Justiça. Leia no Poder360

Enquanto aguardam a decisão, estado passa a ser governado pelo presidente da Assembleia Legislativa, que ficou em 2º lugar na disputa
