O que é Fuja da Bolha?
Todo dia, histórias com peso político circulam só de um lado da imprensa brasileira. A gente chama de ponto cego, e mostra esquerda e direita lado a lado.
Toda redação decide o que publicar.
Toda manchete passou por uma escolha: o que entra, o que vira chamada, o que fica de fora. Essas decisões refletem a linha do veículo, a audiência que ele quer atingir e o viés de quem edita. Elas moldam o que você lê, e o que nunca chega até você.
Em um país polarizado, a cobertura se divide.
A imprensa brasileira se dividiu em campos cada vez mais distantes. E a maior parte do consumo de notícia passa por algoritmos que devolvem só o que você já concorda. Resultado: histórias inteiras circulam de um lado enquanto o outro nem sabe que aconteceram.
Como funciona
Toda história tem um lado que você não está vendo.
Lemos o que cada lado da imprensa publicou hoje, comparamos lado a lado e marcamos o que ficou de fora da sua bolha.
- 01
Agrupamos as histórias
Cada matéria é alocada em um cluster com outras que cobrem o mesmo fato: esquerda, centro e direita lado a lado.
- 02
Lemos o viés de cada veículo
Para cada artigo identificamos o perfil editorial do veículo (esquerda, centro, direita), com confiança e amostra explícitas.
- 03
Aplicamos a fórmula
Uma história vira ponto cego de um lado quando nenhum veículo desse lado a cobriu, pelo menos 2 veículos do lado oposto cobriram e a qualidade das fontes se sustenta.
Critérios de qualificação
- Nenhum veículo do lado em foco publicou sobre a história.
- Pelo menos 2 veículos diferentes do lado oposto publicaram.
- A cobertura do centro não entra na conta.
- Se outra história do mesmo fato já tem um veículo do lado em foco, ela não vira ponto cego.
- Menos de 35% dos artigos vêm de veículos com histórico interno fraco de exatidão.
Os critérios seguem a mesma lógica usada por iniciativas internacionais como o Blindspot do Ground News, adaptada ao espectro brasileiro. Ver metodologia completa
Por que olhar para o que sua bolha está pulando?
Três motivos para checar seus pontos cegos todo dia.
- 01
Leia a notícia com mais profundidade.
Ver como cada lado cobre a mesma história expõe enquadramentos que você não percebe lendo um veículo só.
- 02
Descubra o que está faltando.
Notícias relevantes não chegam até você se circulam só fora da sua bolha. O feed traz esse recorte todo dia.
- 03
Entenda o outro lado.
Não é sobre concordar. É sobre saber o que está informando quem pensa diferente, antes da próxima conversa.
Pronto para sair da sua bolha?
Os pontos cegos de hoje, esquerda e direita lado a lado.
Ver pontos cegos de hojeQuem responde pelo Fuja da Bolha
O Fuja da Bolha é uma iniciativa independente de Pedro Duarte, desenvolvedor. Uma pessoa. Não há redação, não há investidor e não há vínculo partidário. Quem escreve o código, define o método e responde por um erro de classificação é a mesma pessoa.
Por isso o produto não pede que você confie no julgamento de ninguém. A classificação de cada veículo é calculada por regra publicada, e o que sustenta o resultado é a Metodologia estar aberta, não o tamanho de quem a escreveu.
Como o Fuja da Bolha se paga
A receita é assinatura, nos planos Plus e Pro. Não há receita de publicidade: os anúncios que aparecem no produto são de produtos próprios, e levam a outros produtos da mesma casa.
Nenhum veículo classificado paga, patrocina ou influencia a própria classificação. Não existe relação comercial entre o Fuja da Bolha e os veículos que ele mede. Se um dia existir, esta seção muda antes do contrato.
Como contestar uma classificação
Toda classificação pode ser contestada. A resposta chega no e-mail da sua conta em até 5 dias úteis.
Abrir chamadoOu escreva para contato@
Cada análise registra o modelo usado, a versão do prompt, a confiança e o tamanho da amostra. É esse registro que torna a contestação possível: dá para apontar qual análise, de qual data, produziu qual número.
O método, por inteiro
As quatro páginas que descrevem como o produto decide.
- MetodologiaComo o viés é classificado, o que cada análise registra e por que a escolha do ponto cego é determinística.
- Critérios para veículosO que faz um veículo entrar no conjunto medido, e o que faz um veículo sair dele.
- Como recomendamosO que decide qual história aparece para você, e o que não entra nessa conta.
- Como coletamosDe onde vem o conteúdo analisado, com que frequência ele é lido e o que é armazenado.
Perguntas frequentes
- E se uma história parecer sensacionalista?
- Sensacionalismo de um lado não anula o fato de que aquela narrativa está informando metade do país. Trazer o ponto cego à luz te dá matéria-prima para pensar criticamente, não para concordar.
- Por que eu deveria me importar com o que a outra bolha lê?
- Entender o que circula do outro lado é o primeiro passo para uma conversa pública mais saudável. E também para identificar narrativas que estejam te influenciando sem você perceber.
- Como vocês evitam viés ao escolher os pontos cegos?
- A escolha é determinística. A fórmula olha para a distribuição de fontes por viés, sem editor decidindo no escuro. Cada regra está documentada na Metodologia.
- Quem é você para classificar o viés de um veículo?
- Ninguém com autoridade sobre isso, e é justamente por isso que o critério é público em vez de ser meu. A classificação segue uma rubrica escrita, aplicada do mesmo jeito a todo veículo, e qualquer leitor pode contestar uma classificação específica. O que eu garanto não é acerto, é método verificável.
Quer ver o método em detalhe?
Scores, prompts versionados e o canal de contestação aberto a leitores.
Ler a metodologia completa →