Todo dia, histórias com peso político circulam só de um lado da imprensa brasileira. A gente chama de ponto cego — e mostra esquerda e direita lado a lado.
Toda manchete passou por uma escolha: o que entra, o que vira chamada, o que fica de fora. Essas decisões refletem a linha do veículo, a audiência que ele quer atingir e o viés de quem edita. Elas moldam o que você lê — e o que nunca chega até você.
A imprensa brasileira se dividiu em campos cada vez mais distantes. E a maior parte do consumo de notícia passa por algoritmos que devolvem só o que você já concorda. Resultado: histórias inteiras circulam de um lado enquanto o outro nem sabe que aconteceram.
Como funciona
Lemos o que cada lado da imprensa publicou hoje, comparamos lado a lado e marcamos o que ficou de fora da sua bolha.
Cada matéria é alocada em um cluster com outras que cobrem o mesmo fato — esquerda, centro e direita lado a lado.
Para cada artigo identificamos o perfil editorial do veículo (esquerda, centro, direita), com confiança e amostra explícitas.
Uma história vira ponto cego de um lado quando o lado oposto cobriu pelo menos 33%, o lado em foco cobriu pouco e a factualidade não desabou.
Os critérios seguem a mesma lógica usada por iniciativas internacionais como o Blindspot do Ground News, adaptada ao espectro brasileiro. Ver metodologia completa
Três motivos para checar seus pontos cegos todo dia.
Ver como cada lado cobre a mesma história expõe enquadramentos que você não percebe lendo um veículo só.
Notícias relevantes não chegam até você se circulam só fora da sua bolha. O feed traz esse recorte todo dia.
Não é sobre concordar. É sobre saber o que está informando quem pensa diferente — antes da próxima conversa.
Os pontos cegos de hoje, esquerda e direita lado a lado.
Ver pontos cegos de hoje →Scores, prompts versionados, critérios de factualidade e o canal de contestação aberto a leitores.
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