Gilmar Mendes pede apuração sobre ministros citados no acervo do caso Master

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A Polícia Federal é a polícia judiciária da União e, em setembro de 2026, ficou no centro de uma crise com o Supremo Tribunal Federal. Em 8 de setembro, o ministro André Mendonça afastou preventivamente o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, sob a alegação de que relatórios de inteligência da corporação monitoraram o próprio ministro e o advogado-geral da União, Jorge Messias. No dia seguinte, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois, e Edson Fachin, presidente do tribunal, suspendeu ambas as decisões e manteve os dirigentes nos cargos. Em 24 de setembro, Fachin pediu parecer da Procuradoria-Geral da República sobre o afastamento. Ao mesmo tempo, a corporação é a fonte dos dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, cuja entrega a ministros do Supremo, em 14 de setembro, alimentou disputas sobre quem conduz a apuração. A Polícia Federal também conduz investigações que atingem políticos em ano eleitoral, como a operação contra o deputado Cezinha de Madureira, a apuração sobre uma emenda do senador Flávio Bolsonaro e o inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse. O caso importa porque envolve quem comanda a investigação criminal federal, os limites de decisões individuais de ministros do Supremo e o uso de provas sigilosas às vésperas da eleição.
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