Incêndio na UFPE causa prejuízo de R$ 100 milhões e PF abre inquérito
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A perda de laboratórios da UFPE atinge a ciência pública e centenas de estudantes de pós-graduação. A cobertura de esquerda destaca a resposta do Estado, com reconstrução custeada pelo governo federal, proteção às bolsas e apuração das ameaças contra a comunidade acadêmica.
Um incêndio destruiu, na noite de 7 de outubro, o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Campus Recife, onde funcionavam laboratórios de fármacos, informática e genética. Não houve vítimas. A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar as causas, e o reitor estima prejuízo de R$ 100 milhões.
O fogo foi o terceiro em instalações da UFPE em uma semana, o que levanta dúvidas sobre segurança, manutenção e responsabilidade de gestão do patrimônio público. A cobertura de direita enfatiza a necessidade de apuração rigorosa pela Polícia Federal e a dimensão do prejuízo ao erário.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Direita destaca a sequência de três incêndios em uma semana e a dúvida sobre crime; esquerda destaca a reconstrução bancada pelo governo e as ameaças contra a comunidade acadêmica.
Um incêndio destruiu na noite de 7 de outubro o prédio de laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife. A Polícia Federal abriu inquérito, o reitor estima prejuízo de R$ 100 milhões e o Ministério da Educação anunciou a reconstrução.
Um incêndio destruiu, na noite de quarta-feira, 7 de outubro, o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da Universidade Federal de Pernambuco, a UFPE, no Campus Recife. O edifício abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. Não houve feridos. A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar as causas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, cinco viaturas combateram as chamas, que foram controladas por volta das 5h de quinta-feira, 8. O fogo tomou todo o pavimento superior e uma sala do térreo, e ficou confinado à estrutura. Os imóveis vizinhos não sofreram danos. O reitor, Alfredo Gomes, afirmou que não há risco de contaminação nas áreas próximas, incluindo as moradias estudantis.
O reitor estimou o prejuízo em R$ 100 milhões e disse que se perderam amostras e equipamentos acumulados ao longo de cerca de 20 anos, além de aproximadamente 100 tipos de pesquisa. Também falou em cerca de 200 dissertações e teses em andamento nos locais atingidos.
A Polícia Federal informou que enviou peritos, que usam robôs e drones para registrar imagens enquanto o acesso ao prédio segue restrito. Peritos do Instituto Nacional de Criminalística devem reforçar o trabalho em Pernambuco. A investigação terá duas frentes: descobrir a origem do fogo e reconstituir a dinâmica dos fatos anteriores. Já houve oitivas, e novos depoimentos estão previstos.
A cobertura de centro relatou o inquérito, o prejuízo e a nota da universidade, que lamentou a perda e prestou solidariedade à comunidade acadêmica. Veículos de direita deram destaque ao fato de este ser o terceiro incêndio em instalações da UFPE em uma semana, sob a ótica de uma possível ação criminosa: o primeiro, em 30 de setembro, atingiu um laboratório do Departamento de Física, e o segundo, em 4 de outubro, o laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal. A universidade não estabeleceu relação entre os episódios.
Veículos de esquerda concentraram-se na resposta do governo federal. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, visitou o campus e anunciou um novo prédio, com cerca de 7 mil metros quadrados, o dobro da área do edifício incendiado, e custo orçado em R$ 28 milhões. A obra começa quando a investigação terminar, prazo estimado em 30 dias. Os equipamentos serão recomprados, e outros ministérios, como Saúde e Transportes, se comprometeram a colaborar. Bolsistas de pós-graduação terão prazo estendido, e doutorandos em fase final poderão acessar chamamento para doutorado-sanduíche no exterior. A cobertura de esquerda também destacou que a reitoria pediu à Polícia Federal que apure as ameaças feitas nas redes sociais contra a comunidade universitária.
O que ainda não se sabe: a causa do incêndio de 7 de outubro não foi determinada, e não há confirmação de ligação entre os três episódios. Também não está claro se houve ação criminosa, nem como a universidade e o governo vão calcular o valor final da perda, já que parte do acervo científico não pode ser recomposta com a reposição da estrutura.
Todo o material dos laboratórios foi destruído pelas chamas

Fogo deixou prejuízo estimado em R$ 100 milhões à universidade, segundo reitor; houve perda de equipamentos de pesquisa

Incidentes consecutivos destruíram equipamentos avaliados em R$ 100 milhões e comprometeram duas décadas de pesquisas

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