
Polícia Federal apura US$ 12,33 milhões em fundo dos EUA ligado a Dark Horse
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A Polícia Federal pediu esclarecimentos sobre a origem, o trânsito, o destino e os beneficiários de recursos usados no financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A Entre Investimentos e Participações enviou US$ 12,33 milhões ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, ao longo de 2025. Flávio Bolsonaro afirma que o dinheiro de Daniel Vorcaro foi integralmente aplicado no filme e pediu ao ministro André Mendonça a retirada do sigilo da investigação.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
A Polícia Federal pediu esclarecimentos sobre a origem, o trânsito, o destino e os beneficiários de recursos usados no financiamento de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. A Entre Investimentos e Participações enviou US$ 12,33 milhões ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, ao longo de 2025.
Direita
Uma leitura de direita enfatiza presunção de inocência, legalidade da produção cultural e transparência dos atos do Estado. Flávio Bolsonaro afirma que os recursos de Daniel Vorcaro foram aplicados no filme, diz não ter nada a esconder e pede ao Supremo Tribunal Federal que torne públicos os documentos.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
O artigo confronta a afirmação de Flávio Bolsonaro de que todo o dinheiro foi aplicado no filme com dados do relatório da Polícia Federal sobre remessas, mensagens e histórico do fundo. As conclusões são atribuídas e o tom permanece factual, sem framing ideológico dominante.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto privilegia a voz de Flávio Bolsonaro, seu pedido de transparência e a afirmação de que o filme é legal, com framing favorável de confronto. O título promete confronto, mas o corpo registra elogios a André Mendonça e não sustenta essa caracterização; as suspeitas oficiais aparecem sem os dados financeiros centrais.
Perspectivas omitidas
Relatório da Polícia Federal relaciona US$ 12,33 milhões enviados ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, ao financiamento de Dark Horse. Flávio Bolsonaro afirma que todo o dinheiro de Daniel Vorcaro foi aplicado no filme e pede a retirada do sigilo; investigadores ainda buscam identificar a rota e os beneficiários finais dos recursos.
A Polícia Federal quer esclarecer a rota de US$ 12,33 milhões enviados pela Entre Investimentos e Participações ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos, ao longo de 2025. Os investigadores relacionam as remessas ao financiamento de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro afirma que os recursos de Daniel Vorcaro foram integralmente aplicados na produção e diz que contratos ou prestações de contas podem demonstrar a destinação.
Segundo o relatório policial, as transferências ocorreram entre fevereiro e setembro de 2025 e tinham valores semelhantes às parcelas de um acordo de US$ 24 milhões para o filme, que antes se chamava Capitão do Povo. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro reforçam essa conexão. Em fevereiro, diante de uma dificuldade para pagar o filme, ele orientou que a operação fosse feita por meio da Entre. Poucos dias depois, Fabiano Zettel enviou um comprovante de US$ 2 milhões transferidos ao Havengate e indicou que o valor se destinava à obra.
O histórico do fundo é um dos pontos examinados. Criado em 2020 para captar dinheiro para um empreendimento imobiliário de US$ 21,1 milhões em Melissa, no Texas, o Havengate ficou sem atividade operacional por quase quatro anos. O projeto imobiliário não saiu do papel. Para a Polícia Federal, a reativação do fundo como veículo de remessas internacionais para uma produção cinematográfica exige verificar a compatibilidade entre o instrumento financeiro e a finalidade declarada, além de identificar origem, trânsito, destino e beneficiários finais.
O inquérito foi aberto em julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, a pedido da Polícia Federal e com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República. A apuração envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Em 11 de setembro, parte dos documentos do caso Banco Master tornou-se pública. Durante agenda de campanha em Manaus, Flávio Bolsonaro pediu a Mendonça que retirasse o sigilo de todo o material sobre Dark Horse. O senador afirmou que não tem nada a esconder, classificou o filme como legal e elogiou o ministro por autorizar a investigação. Edson Fachin também solicitou a abertura dos procedimentos, com reserva apenas para diligências que possam ser comprometidas.
A cobertura de centro relatou os dados do relatório policial e contrapôs as dúvidas sobre o fundo à declaração de Flávio Bolsonaro de que todo o dinheiro foi investido no filme. Veículos de direita enfatizaram o pedido do senador por transparência, sua defesa da legalidade da produção e os elogios à condução de André Mendonça, mas deixaram de detalhar os valores e o histórico do Havengate. Veículos de esquerda não aparecem no cluster, portanto não há um enquadramento próprio desse campo para comparar.
Ainda não se sabe quem foram os beneficiários finais das remessas, como o dinheiro circulou depois de chegar ao fundo nem se toda a quantia foi efetivamente usada em Dark Horse. Também falta esclarecer por que um veículo criado para um projeto imobiliário foi empregado nessa operação e quais documentos comprovam a aplicação alegada. A divulgação integral pode ampliar o escrutínio público, mas o próprio processo admite preservar diligências cuja exposição prejudique a investigação.
As fontes concordam que a Polícia Federal investiga recursos de Daniel Vorcaro destinados a Dark Horse, sob supervisão de André Mendonça, e que parte dos documentos foi tornada pública.

Segundo Flávio Bolsonaro, o dinheiro de Vorcaro foi "100% investido" no filme; documento aponta fundo originalmente imobiliário, inativo por anos

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, pediu nesta sexta-feira (11) ao ministro do Supremo Tribunal Federal



