Davi Alcolumbre nega ilegalidade em mensagens de 2025 com Daniel Vorcaro
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O episódio é tratado como mais um capítulo da captura do Estado por um banco que quebrou e levou dinheiro público e de investidores no caminho. As mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro mostram acesso direto ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, inclusive para obter informação sobre reunião no Banco Central depois de a venda do Banco Master ao BRB ser barrada, quando o senador respondeu “estou em cima, pressão”. A cobertura enfatiza a responsabilização institucional: gasto de R$ 3 milhões numa degustação de uísque em Londres com autoridades presentes, organização de festas por intermediários, a proposta de delação em que o empresário se ofereceu para falar sobre supostos pagamentos de US$ 30 milhões ao senador, recusada pela Justiça, e a obstrução da CPI, com o Supremo negando recurso para instalá-la. A negativa do senador é registrada, mas o eixo é a exigência de prestação de contas de quem ocupa a cadeira mais poderosa do Congresso.
O caso expõe a intimidade entre o comando do Legislativo e o dono de um banco investigado por fraude, num arranjo em que o poder econômico circula por dentro das instituições. As mensagens apreendidas pela Polícia Federal mostram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tratando Daniel Vorcaro como “meu amor” e “irmão para a vida toda”, no mesmo período em que se tornava a autoridade que decide o que o Senado fiscaliza.
Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, mostram relação de proximidade pessoal com o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
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Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Diálogos apreendidos pela Polícia Federal no celular do ex-dono do Banco Master mostram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tratando Daniel Vorcaro como “meu amor” e “irmão para a vida toda”. O senador afirma que as mensagens não indicam ilegalidade e anunciou medidas judiciais, enquanto a CPI do caso Master continua barrada.
Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, expuseram a relação de proximidade pessoal entre ele e o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Nos diálogos, o senador trata o empresário como “meu amor”, agradece “por tudo, em especial pelo seu carinho e amizade fraterna” e escreve “sou seu irmão, pra vida toda”. Vorcaro responde que estaria à disposição “a qualquer tempo pra qualquer coisa”. A troca mais citada é de 1º de fevereiro de 2025, dia em que Alcolumbre foi eleito novamente para comandar a Casa, e há outra de 30 de março do mesmo ano.
A reação do senador veio em nota da Presidência do Senado. Ele afirmou que as supostas mensagens não indicam ilegalidade alguma, classificou a reportagem como injusto ataque e sensacionalismo barato, disse saber de onde partiram as falsas acusações e anunciou medidas judiciais, não apenas para reparação de danos, mas para a reposição da verdade. O texto não detalha quais ações serão apresentadas nem quem seria responsabilizado.
Esse núcleo é comum a toda a cobertura. Veículos de esquerda, de centro e de direita reproduziram as mesmas citações, atribuíram o material à apreensão feita pela Polícia Federal na investigação do Banco Master e registraram a negativa do senador. Também há convergência sobre o cenário em que o episódio aparece: Alcolumbre resiste a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o banco, sob o argumento de que abrir a comissão às vésperas da eleição presidencial seria inoportuno e de que Polícia Federal e Ministério Público Federal já apuram o caso. Os registros de entrada e saída de visitantes do Senado, inclusive os do empresário, seguem em disputa judicial que chegou ao Supremo Tribunal Federal.
A divergência está no que cada faixa de cobertura escolheu iluminar. Veículos de esquerda destacaram o teor afetivo dos diálogos e o que eles revelam sobre a circulação do poder econômico dentro das instituições: um empresário com interesse em decisão regulatória tratando por “irmão” a autoridade que define o que o Senado fiscaliza. Nesse enquadramento, o problema central é o acesso privilegiado, independentemente de haver crime comprovado, e a recusa da CPI vira sintoma do mesmo arranjo.
Veículos de direita ampliaram o caso para uma cadeia de episódios de responsabilização. Citaram a degustação de uísque em Londres, em abril de 2024, com gasto de R$ 3 milhões e presença de autoridades do Judiciário e da Procuradoria; a atuação de um ex-ministro das Comunicações como organizador de festas e intermediário de contatos; a mensagem de julho de 2025, depois de o Banco Central barrar a venda do Banco Master ao BRB, em que o empresário pediu informações sobre uma reunião na autoridade monetária e o senador respondeu “estou em cima, pressão”; a proposta de delação apresentada em junho de 2026, na qual Vorcaro se ofereceu para falar sobre supostos pagamentos de US$ 30 milhões ao senador, recusada pela Justiça; e a negativa de recurso, em 23 de setembro, para instalar a comissão de inquérito.
A cobertura de centro ficou no relato verificável e no contraditório: citou as mensagens na íntegra, reproduziu a nota oficial, anotou que a defesa do empresário não respondeu ao pedido de comentário e apresentou o argumento eleitoral do senador contra a CPI sem endossá-lo. Parte da cobertura acrescentou, de forma explícita, a ressalva de que a existência de mensagens de proximidade pessoal, isoladamente, não comprova irregularidade nem recebimento de valores, e que eventual responsabilidade depende da análise do conjunto de provas reunido pelas autoridades.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das reportagens aponta ato administrativo ou decisão do presidente do Senado que tenha beneficiado o banco em razão da relação pessoal. Não há informação sobre em que estágio está a investigação da Polícia Federal no que toca ao senador, se ele é formalmente investigado e se as mensagens integram alguma peça acusatória. Também não se sabe por que a proposta de delação foi rejeitada, se há qualquer elemento que sustente a alegação de pagamento em dólares, quais medidas judiciais serão efetivamente apresentadas contra a publicação que divulgou o material, nem qual será o desfecho do pedido de divulgação dos registros de visitantes do Senado.
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira (24) que as mensagens trocadas com

Mensagens foram obtidas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro

Conversas obtidas pela PF sugerem intimidade entre o presidente do Congresso e o ex-dono do Banco Master

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelam uma relação de proximidade entre

Mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal (PF) mostram uma relação de proximidade entre o ex-dono do Banco Master e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Diálogos divulgados pela revista “Veja” mostram que o senador trata Vorcaro como “meu amor” nas conversas e chama o ex-banqueiro de “seu irmão para avida toda”. Em outra troca de mensagens, em 1º de fevereiro de 2025, Vorcaro parabeniza Alcolumbre pela eleição para presidir o Senad

Nesta matéria: viés de centro.