Reprovação do STF marca 47% no Datafolha, maior nível desde 2019
2 veículos de esquerda · 6 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Diário do Centro do MundoAvaliação negativa do Congresso chega a 37%, diz DatafolhaDatafolha aponta que 37% consideram o Congresso ruim ou péssimo, ante 18% de avaliação positiva, a uma semana das eleições.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Revista FórumÀs vésperas das eleições, Congresso tem expressiva avaliação negativa, aponta DatafolhaA nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (26), às vésperas do primeiro turno das eleições, mostra que 37% dos eleitores avaliam o Congresso Nacional(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilDatafolha: avaliação negativa do Congresso é de 37%; positiva é de 18%Foram ouvidas 2.002 pessoas entre os dias 22 e 24 de setembro; margem de erro é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Notícias ao Minuto BrasilAvaliação negativa do STF sobe para 47% e bate recorde, aponta Datafolha (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Valor EconômicoAvaliação negativa do STF sobe para 47% e bate recorde, aponta DatafolhaA avaliação positiva do desempenho da corte é de 18%, índice mais baixo registrado(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- A reprovação de 47% do Supremo e de 37% do Congresso é medida a poucos dias da eleição que define 513 deputados federais e 54 senadores, dois terços do Senado.
- 45% do eleitorado aprova um código de ética específico para ministros, proposta em tramitação interna no tribunal sob relatoria de Cármen Lúcia.
- 77% dos entrevistados souberam das suspeitas que ligam ministros ao Banco Master e 68% acreditam que há envolvimento real, contra 55% em abril.
Onde os lados divergem
- Causa do desgaste: veículos de direita atribuem o recorde à conduta dos ministros e ao escândalo do Banco Master; veículos de esquerda situam a queda no contexto da disputa eleitoral e da pressão por impeachment de ministros.
- Saída apontada: a cobertura de centro e a de esquerda dão peso ao apoio de 45% a um código de ética para o tribunal; a de direita omite esse dado e fica na rejeição às práticas de conflito de interesse.
- Foco institucional: a esquerda organiza a pauta em torno do Congresso e dos recortes de renda e região; a direita e o centro colocam o Supremo no centro.
Onde os lados concordam
Todos os lados reportam os mesmos números e a mesma metodologia: 47% de avaliação negativa do Supremo Tribunal Federal, recorde desde 2019, contra 18% de avaliação positiva, e 37% de reprovação do Congresso Nacional, com 2.002 eleitores ouvidos e margem de erro de dois pontos percentuais. Esquerda e direita também registram a polarização por eleitorado, com 69% de reprovação da Corte entre eleitores de Flávio Bolsonaro e 24% entre eleitores de Lula.
O que ainda está incerto
- Não há prazo nem definição sobre a aprovação do código de ética, que enfrenta resistência interna na Corte.
- A análise do relatório da Polícia Federal sobre os diálogos com Daniel Vorcaro segue suspensa por pedido de vista, sem data de retomada, e a maioria dos ministros citados não se manifestou.
- A pesquisa não mede se a reprovação das duas instituições se converte em mudança de voto para a Câmara e o Senado.
A avaliação negativa dos ministros do Supremo Tribunal Federal chegou a 47% e bateu o recorde da série histórica do Datafolha, contra 40% em maio. Na mesma rodada, 37% reprovam o trabalho do Congresso Nacional. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre 22 e 24 de setembro, às vésperas do primeiro turno, em meio às revelações do escândalo do Banco Master.
A avaliação negativa do trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal chegou a 47% e bateu o recorde da série histórica do Datafolha, iniciada em 2019, segundo levantamento divulgado no sábado, 26 de setembro de 2026, a poucos dias do primeiro turno das eleições gerais. Em maio, o índice era de 40%. A avaliação positiva do desempenho da Corte ficou em 18%, mesmo patamar de dezembro de 2019, até agora o piso da série, enquanto 31% classificam o trabalho do tribunal como regular e 4% não opinaram.
A mesma rodada da pesquisa mediu a percepção sobre o Congresso Nacional. Ali, 37% dos eleitores consideram ruim ou péssimo o trabalho de deputados federais e senadores, 18% dizem que é ótimo ou bom, 40% o veem como regular e 6% não souberam responder. No caso do Legislativo, o quadro é de estabilidade: em maio a reprovação também era de 37%, com 15% de avaliação positiva.
A metodologia é a mesma nos dois recortes e não é contestada por nenhum lado da cobertura. O instituto ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios, por abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional, entre 22 e 24 de setembro. A margem de erro máxima prevista é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00304/2026.
Os números mostram um eleitorado dividido conforme a preferência presidencial. Entre eleitores de Lula, 32% consideram o trabalho dos ministros do Supremo ótimo ou bom; entre eleitores de Flávio Bolsonaro, o índice cai para 6%. Na avaliação negativa o padrão se inverte: 69% dos eleitores de Flávio reprovam a Corte, contra 24% dos eleitores de Lula. No Congresso, a diferença é menor, com 22% de avaliação positiva no eleitorado de Lula e 15% no de Flávio Bolsonaro.
A cobertura de centro relatou também o que a pesquisa mediu sobre conduta. O instituto testou seis práticas possíveis de ministros e todas foram rejeitadas pela maioria. A mais condenada é julgar processo de pessoa cujo advogado seja parente, inaceitável para 88% do eleitorado, seguida por aceitar convite para evento pago por empresa com ação no tribunal, rejeitada por 85%, e por tomar decisões que beneficiem ou prejudiquem candidatos à Presidência no período eleitoral, condenada por 82%. Um código de ética específico para ministros, bandeira de Edson Fachin na presidência do tribunal e com Cármen Lúcia como relatora, é aprovado por 45% e rejeitado por 33%.
O desgaste medido ocorre em meio ao escândalo do Banco Master. Vieram a público revelações sobre o resort Tayayá e o ministro Dias Toffoli, então relator das investigações do banco no Supremo, e sobre contrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes com a instituição financeira. Neste mês, o plenário ensaiou analisar relatório da Polícia Federal com diálogos extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o que poderia abrir investigação contra Moraes, mas a sessão foi interrompida por questão de ordem de Gilmar Mendes e suspensa por pedido de vista de Flávio Dino. Relatórios da Polícia Federal e do Conselho Nacional de Justiça também citam o ministro Kassio Nunes Marques em articulações sobre precatórios de interesse do banco, e o ministro André Mendonça afirmou que sua reunião com o banqueiro foi audiência formal de gabinete.
As ênfases se separam a partir daí. Veículos de esquerda destacaram sobretudo o recorte do Congresso, com atenção às diferenças por renda, sexo e região, e situaram a reprovação do Supremo dentro da disputa eleitoral, lembrando que candidaturas bolsonaristas buscam maioria no Senado para pautar o impeachment de ministros enquanto campanhas de esquerda tentam ampliar bancadas. Veículos de direita enfatizaram o recorde como resposta do eleitorado à conduta dos próprios magistrados, calcularam a distância de 29 pontos percentuais entre avaliação negativa e positiva e organizaram a matéria em torno da rejeição ao conflito de interesse, sem mencionar o apoio de 45% ao código de ética.
O que ainda não se sabe é decisivo para a leitura desses números. Não há prazo nem garantia de aprovação do código de ética, que enfrenta resistência interna na Corte. A análise do relatório da Polícia Federal segue suspensa por pedido de vista, sem data de retomada, e a maioria dos ministros citados não apresentou versão pública. A pesquisa também não mede se a reprovação das duas instituições se converte em voto na eleição que define 513 deputados federais e 54 senadores.
Fontes

Foram ouvidas 2.002 pessoas entre os dias 22 e 24 de setembro; margem de erro é 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%

Datafolha aponta que 37% consideram o Congresso ruim ou péssimo, ante 18% de avaliação positiva, a uma semana das eleições.


A nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (26), às vésperas do primeiro turno das eleições, mostra que 37% dos eleitores avaliam o Congresso Nacional

A avaliação positiva do desempenho da corte é de 18%, índice mais baixo registrado

Entre eleitores de Lula, 32% consideram o trabalho dos ministros ótimo ou bom, ante 6% dos eleitores de Flávio Bolsonaro

A avaliação negativa do Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o maior patamar já registrado pelo Datafolha.
Datafolha: avaliação negativa do STF vai a 47% e é a pior da série iniciada em 2019 UOL Notícias

Avaliação negativa é maior entre eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) em comparação aos de Lula (PT)