Flávio Bolsonaro entra na programação da CPAC em Mar-a-Lago ao lado de Jim Caviezel
2 veículos de centro · 1 veículo de direita

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A cobertura de centro relatou que o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro, discursaria na noite de 5 de novembro em um jantar da Conferência de Ação Política Conservadora, a CPAC, em Mar-a-Lago, propriedade do presidente americano Donald Trump, na Flórida. Pela programação dos organizadores, a cerimônia iria das 18h às 22h no horário local, 20h à meia-noite em Brasília, e o horário dos discursos não havia sido informado até a atualização da matéria, às 9h17. O texto registra que Flávio divide a programação com o ator Jim Caviezel, escalado para viver Jair Bolsonaro em Dark Horse, filme citado nas investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master, e que o senador confirmou ter buscado financiamento, mas negou irregularidades. A matéria ainda relata a saída do Brasil após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva, o descumprimento da determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sobre os passaportes, e uma carta que o próprio texto qualifica como de cunho golpista.
Com base em O Globo
Os veículos de direita do conjunto aparecem em dois textos de um mesmo site, com recortes diferentes. Um trata da presença de Flávio Bolsonaro e de Eduardo Bolsonaro na conferência, diz que a organização ainda não havia divulgado horários nem temas e detalha a entrada no país: chegada em 28 de outubro, depois de Argentina e Equador, e autorização humanitária de um ano, segundo informações que não atribui a uma fonte nomeada.
Com base em Terra Brasil Notícias
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Sem veículo de esquerda no conjunto, as coberturas de centro e de direita coincidem em que Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro foram anunciados na CPAC em Mar-a-Lago. Coincidem também, em um texto de cada agrupamento, na presença do ator Jim Caviezel na programação e na negativa de irregularidades do senador sobre o financiamento de Dark Horse.
O senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro foram anunciados na Conferência de Ação Política Conservadora, em Mar-a-Lago, propriedade de Donald Trump, na Flórida. A programação do jantar de 5 de novembro inclui o ator Jim Caviezel, e parte da cobertura registra a investigação sobre o financiamento de Dark Horse.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro, e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foram anunciados entre os participantes da Conferência de Ação Política Conservadora, a CPAC, em Mar-a-Lago, propriedade do presidente americano Donald Trump, na Flórida. O compromisso de Flávio estava marcado para a noite de quinta-feira, 5 de novembro. A programação publicada na cobertura indicava das 18h às 22h no horário local, o equivalente a 20h e meia-noite em Brasília.
As matérias analisadas saíram antes desse horário, a mais recente às 16h55 de Brasília, e por isso não relatam como foi a participação. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado. Os veículos de direita aparecem em dois textos de um mesmo site.
A cobertura de centro e um dos textos de direita convergem em um ponto: Flávio dividiria a programação com o ator Jim Caviezel, escalado para interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, e o filme está ligado a uma investigação da Polícia Federal sobre seu financiamento, a partir de mensagens entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O texto de direita credita a outro veículo a informação sobre a programação, enquanto a cobertura de centro a atribui aos organizadores. Nas duas versões, Flávio nega irregularidades. A cobertura de centro acrescenta que ele confirmou ter buscado financiamento; o texto de direita, que ele afirma que os recursos eram lícitos e privados. Os dois textos de direita e o de centro citam Eduardo Bolsonaro entre os anunciados.
A diferença entre as coberturas está no que cada texto registra. Um texto de direita traz valores que os demais não publicam: mensagens que indicariam negociação de R$ 131 milhões, com pelo menos R$ 60 milhões que teriam sido pagos, e a entrada comprovada no Brasil de cerca de US$ 2,8 milhões, ou R$ 14,8 milhões. O mesmo texto cita o fundo americano Havengate, o caso no Supremo Tribunal Federal e as suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O outro texto de direita não menciona o filme nem as investigações. Ele se dedica à chegada de Flávio aos Estados Unidos em 28 de outubro, depois de Argentina e Equador, à autorização humanitária de um ano, à possibilidade de green card noticiada pela imprensa americana e à negativa do secretário de Estado Marco Rubio de ter articulado a viagem.
A cobertura de centro é a única que registra a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva, a recusa em reconhecer o resultado e a carta que o próprio texto qualifica como "de cunho golpista", na qual o senador questionou, sem apresentar provas, a legitimidade da eleição e disse que pretende liderar a oposição de fora do país. Ela relata ainda o descumprimento de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes para entregar os passaportes. Um texto de direita aborda o tema de outra forma, ao dizer que a Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte. Sobre Trump, a cobertura de centro diz que ele afirmou não ter planos de receber o senador. Um texto de direita relata que ele disse não ter escolhido um lado na disputa brasileira. As duas matérias registram que Flávio pode permanecer no país pelo tempo que quiser.
Os horários também aparecem de forma diferente. Um texto de direita, o mais recente, afirma que a organização ainda não havia divulgado horários nem temas. O outro texto de direita e a cobertura de centro publicam a janela do encontro, e esta última especifica que faltava o horário dos discursos.
Até a tarde de 5 de novembro, quando saiu a matéria mais recente, nenhuma das três matérias informava o horário exato da fala de Flávio nem os temas das apresentações. Nenhuma registrava confirmação de que Trump compareceria. As matérias também não informavam se o governo americano aceleraria o green card, possibilidade que aparece apenas como relato atribuído à imprensa dos Estados Unidos.
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