Flávio Bolsonaro: investigação liga ex-agente do Mossad à fuga para os EUA
2 veículos de esquerda · 5 veículos de centro · 2 veículos de direita

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A cobertura de centro relatou, creditando uma reportagem de televisão exibida em 1º de novembro, que o israelense Menachem Booky Halevy, apontado como ex-agente do Mossad, cruzou a fronteira com a Argentina minutos antes do veículo ligado à família de Flávio Bolsonaro. Três textos reproduzem o mesmo texto creditado a uma agência; um deles acrescenta confirmação própria e diz que Halevy é investigado pela Polícia Federal. Outros detalharam o custo do voo e registraram que o senador não é foragido.
Com base em Valor Econômico, Notícias ao Minuto Brasil, Folha de S.Paulo e Poder360
Veículos de esquerda destacaram que Menachem Booky Halevy é investigado por suspeita de participar da fuga de Flávio Bolsonaro e traçaram o perfil dele. Um dos textos levantou a possibilidade de participação direta do governo de Benjamin Netanyahu, e ao mesmo tempo registrou que não há decisão judicial sobre a responsabilidade do israelense nem comprovação de participação institucional do Mossad.
Com base em CartaCapital e Revista Fórum
Veículos de direita relataram em detalhe a logística da operação na Argentina, com registros migratórios, o endereço da empresa de turismo e a entrada nos Estados Unidos sob regime de autorização temporária. Um dos textos tratou o episódio como saída do senador e deu seção própria à defesa, que nega ter havido fuga; o outro usou fuga no título e no texto.
Com base em O Estado de S.Paulo e Terra Brasil Notícias
9 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Textos de esquerda, centro e direita relatam, creditando a mesma reportagem de televisão, que Menachem Booky Halevy, apontado como ex-agente do Mossad, cruzou a fronteira com a Argentina ao lado de um advogado que já defendeu Jair Bolsonaro, minutos antes do veículo ligado à família de Flávio Bolsonaro, e que a saída ocorreu depois da ordem do Supremo Tribunal Federal para entrega dos passaportes.
Registros do sistema de imigração da Argentina indicam que Menachem Booky Halevy, apontado como ex-agente do Mossad, cruzou a fronteira em Foz do Iguaçu ao lado de um advogado de Jair Bolsonaro, minutos antes do veículo ligado à família de Flávio Bolsonaro, que deixou o Brasil apesar da ordem do STF e chegou a Miami em 28 de outubro.
Um homem apontado como ex-agente do Mossad, o serviço de inteligência exterior de Israel, aparece entre os envolvidos na saída do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), do Brasil rumo aos Estados Unidos. A informação vem de uma reportagem de televisão exibida no domingo, 1º de novembro, com base em registros do sistema de imigração da Argentina. Segundo esses registros, o israelense Menachem Booky Halevy estava numa van que cruzou a fronteira entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na Argentina, cerca de sete minutos antes de outro veículo associado à família do senador, na noite de 27 de outubro.
O senador deixou o país depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal, poucos dias após a derrota de Flávio para o presidente Lula no segundo turno.
As coberturas convergem nos detalhes centrais. Halevy viajava com o advogado Roberto Jorge Alexandre, que já atuou na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, e com o motorista Neri Luiz Dala Corte, que disse ter sido contratado para levar dois homens ao aeroporto argentino e negou ter visto a família Bolsonaro. O israelense entrou no Brasil em 19 de outubro, por Guarulhos, e já tinha estado no país outras três vezes no ano. O sistema argentino registrou três entradas de Flávio: às 22h37, com passaporte italiano; às 22h40, com carteira de motorista; e às 23h11, com passaporte brasileiro. Os dois registros com documentos brasileiros foram cancelados. A família seguiu num jato operado pela empresa argentina Baires Fly, com escala em Guayaquil, no Equador, e chegou a Miami na manhã de 28 de outubro. Jornais americanos atribuíram a Jason Miller, assessor do presidente Donald Trump, a organização do voo, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou participação do governo dos Estados Unidos.
Boa parte desses pontos se repete porque as matérias creditam a mesma reportagem de televisão, e três textos de centro reproduzem o texto creditado à mesma agência de notícias. Um desses textos acrescenta apuração própria: diz ter confirmado a informação e que Halevy é investigado pela Polícia Federal. Segundo esses textos, ele foi levado pela polícia para prestar esclarecimentos em Guarulhos, em 29 de outubro, e depois embarcou para os Estados Unidos. O intervalo entre os registros de entrada também varia: um texto de centro fala em 34 minutos, e os dois textos de direita, em cerca de 40.
As diferenças aparecem na ênfase. Veículos de esquerda destacaram que Halevy é investigado e traçaram o perfil dele. Um deles levantou a possibilidade de participação direta do governo de Benjamin Netanyahu, e registrou que não há comprovação de participação institucional do Mossad nem decisão judicial sobre a responsabilidade do israelense. A cobertura de centro detalhou a rota, o custo de 150 mil dólares informado pelo dono da empresa aérea e as investigações contra o senador por suspeita de lavagem de dinheiro. Um texto de centro observou que Flávio não é foragido, porque não há mandado de prisão contra ele, e publicou a íntegra da nota da defesa. Veículos de direita relataram a logística em detalhe, incluindo o endereço da empresa de turismo que, segundo a reportagem, corresponde a um estacionamento. Um deles chamou o episódio de saída e deu seção própria à defesa, que nega ter havido fuga.
O advogado do senador, Frederick Wassef, afirmou que nenhuma informação sobre a viagem é oficial e que o termo fuga é falso. A assessoria do advogado Willer Tomaz negou que aeronaves ligadas a ele ou à família dele tenham sido usadas.
Até a noite de 2 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, não estava esclarecido quem contratou Halevy, qual foi o papel dele no planejamento, quem pagou o voo nem como o senador se deslocou dentro da Argentina.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.