Tarcísio e Valdemar miram 2030 após Flávio Bolsonaro deixar o Brasil rumo aos EUA
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

2 fontes políticas
Veículos de esquerda trataram a saída de Flávio Bolsonaro como fuga para escapar de uma ordem do Supremo Tribunal Federal e lembraram que o irmão, Eduardo Bolsonaro, já defendia em 23 de outubro que ele deixasse o país se perdesse a eleição. Nesse quadro, a reunião de Valdemar Costa Neto com Michelle Bolsonaro aparece como sinal de um partido que tenta se reorganizar enquanto seu candidato derrotado descumpre decisão judicial.
No dia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial, embarcou para os Estados Unidos após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para entregar os passaportes, aliados deram sinais de virar a página.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O senador Flávio Bolsonaro embarcou para os Estados Unidos em 27 de outubro, depois da ordem de Alexandre de Moraes para entregar os passaportes. No mesmo dia, Tarcísio de Freitas pediu uma oposição vigilante e Valdemar Costa Neto recebeu Michelle Bolsonaro para tratar do futuro do PL.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal do Rio de Janeiro, derrotado na eleição presidencial, embarcou com a família para os Estados Unidos em 27 de outubro. A saída ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, atendeu a um pedido da Polícia Federal e determinou a entrega dos passaportes do senador. No mesmo dia, aliados dele no Brasil deram sinais públicos de virar a página da eleição e olhar para a próxima disputa, em 2030.
A ordem de Moraes foi tomada num inquérito que apura lavagem de dinheiro e evasão envolvendo o senador e Willer Tomaz, descrito como advogado e empresário próximo a ele. Segundo a apuração, os crimes teriam ocorrido em empresas de apostas e plataformas de pagamento. O governo dos Estados Unidos confirmou que emitirá vistos para Flávio e seus familiares, e o advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento de Donald Trump, afirmou que o senador chegou em segurança.
Enquanto o paradeiro de Flávio ainda não estava confirmado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, publicou um vídeo agradecendo ao senador pela campanha. Ele disse que a eleição passou, agradeceu aos 60 milhões de eleitores e defendeu uma oposição vigilante, que cobre responsabilidade fiscal e fiscalize quem governa nos próximos quatro anos. Também nas redes, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou uma foto ao lado da ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro, do Distrito Federal. Disse que os dois conversaram sobre o futuro do partido e que seguem unidos.
A cobertura de centro relatou o episódio como um rearranjo sucessório. Destacou que, na véspera, Flávio havia prometido ficar no país para organizar a oposição ao novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, e que essa mudança irritou aliados nos bastidores. Lembrou ainda que, antes de Jair Bolsonaro abençoar a candidatura do filho, parte do Centrão e alas do PL defendiam uma chapa com Tarcísio e Michelle.
Veículos de esquerda enfatizaram o caráter de descumprimento da ordem judicial, tratando a viagem como fuga. Destacaram que Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, havia dito em 23 de outubro, num podcast, que era a favor de Flávio deixar o país caso perdesse a eleição. A reunião de Valdemar com Michelle aparece, nessa leitura, como resposta do partido a uma crise provocada pelo próprio candidato.
Até o momento, nenhum veículo de direita publicou cobertura sobre o caso entre as fontes reunidas, por isso não há enquadramento desse campo para registrar.
O que ainda não se sabe é se Flávio Bolsonaro pretende voltar ao Brasil e quando, como o Supremo vai reagir ao descumprimento da ordem de entrega dos passaportes e quais consequências a saída terá para o mandato dele no Senado. Também não está claro quem assumirá a liderança da oposição: Tarcísio, Michelle ou outro nome.
'Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil', disse Valdemar Costa Neto

Enquanto senador viajou aos EUA, aliados no Brasil deram sinalizações com discurso sobre futuro, deixando derrota na eleição para atrás
