
André Mendonça afasta Andrei Rodrigues da PF e AGU recorre a Fachin
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou em 8 de setembro de 2026 o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa da diretoria de Inteligência Policial, além de mandar a Corregedoria da corporação abrir apurações criminais e disciplinares. A decisão atendeu a pedido do partido Novo e se apoia na alegação de que seis relatórios de inteligência produzidos entre 3 e 31 de agosto monitoraram o próprio ministro e o advogado-geral da União, Jorge Messias. A Segunda Turma formou maioria para referendar a medida, mas o julgamento foi interrompido por pedido de vista de Gilmar Mendes, que questionou a competência do colegiado. A Advocacia-Geral da União pediu a Edson Fachin a suspensão da liminar, e o presidente do tribunal deu 72 horas para Mendonça se manifestar.
Esquerda
A leitura predominante à esquerda é a de que um ministro isolado do Supremo Tribunal Federal retirou do cargo o comando de uma instituição de Estado que a Constituição manda ser provido pelo presidente da República.
Centro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou em 8 de setembro de 2026 o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa da diretoria de Inteligência Policial, além de mandar a Corregedoria da corporação abrir apurações criminais e disciplinares.
Direita
A leitura predominante à direita é a de que a decisão devolve autonomia a uma Polícia Federal usada para fins políticos. O ponto central dessa cobertura é a acusação, feita pelo próprio André Mendonça, de que a área de inteligência da corporação produziu por mais de trinta dias relatórios sobre a atuação de um ministro do Supremo Tribunal Federal e do advogado-geral da União, material depois entregue a Alexandre de Moraes e usado para tentar incluir Mendonça no Inquérito das Fake News.
18 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto assume a posição da Advocacia-Geral da União como fio condutor: separação de Poderes, prerrogativa privativa do presidente da República e interferência indevida do Judiciário na autonomia do Executivo. A ênfase em preservar a decisão do governo eleito e a instituição pública marca o enquadramento de esquerda.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
O texto expõe o argumento de André Mendonça sobre o 'monitoramento sistemático', o contra-argumento de Gilmar Mendes sobre competência e a nota da Advocacia-Geral da União sobre a prerrogativa do presidente da República, com paridade e sem vocabulário valorativo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto organiza toda a matéria em torno da comemoração de candidatos de oposição, reproduz sem contraditório a tese de que a Polícia Federal perseguia 'adversários políticos de Lula' e destaca que Lula não se manifestou. Ênfase em accountability institucional e ordem, marcador do enquadramento de direita.
Perspectivas omitidas
A decisão do ministro André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal abriu uma disputa aberta entre o Supremo Tribunal Federal, a corporação e o governo federal. Esta análise reúne o que veículos de esquerda, de centro e de direita relataram sobre o episódio e mostra onde as coberturas convergem e onde divergem.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou na terça-feira, 8 de setembro de 2026, o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa da diretoria de Inteligência Policial. Na mesma decisão, mandou a Corregedoria da corporação abrir procedimentos criminais e administrativo-disciplinares para apurar a produção de relatórios de inteligência que, segundo ele, monitoraram de forma ilegal integrantes do próprio tribunal e o advogado-geral da União, Jorge Messias. A medida atendeu a um pedido do partido Novo.
A cobertura de centro relatou que Mendonça listou ao menos seis relatórios produzidos entre 3 e 31 de agosto de 2026 pela área de inteligência da Polícia Federal e afirmou ter sido submetido a monitoramento sistemático por mais de trinta dias, cenário que comparou ao romance 1984, de George Orwell. Esses documentos foram usados pelo ministro Alexandre de Moraes, em 3 de setembro, para pedir ao presidente do tribunal, Edson Fachin, a abertura de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução dos casos do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social. O pedido de Moraes veio dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de outro relatório da corporação, que apontava trocas de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o próprio Moraes.
Os desdobramentos imediatos são registrados por todos os lados da cobertura. A Segunda Turma do Supremo formou maioria para referendar o afastamento, com os votos de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Gilmar Mendes pediu vista, questionou a competência do colegiado para julgar o caso e citou precedente que veda medidas judiciais capazes de desequilibrar a disputa político-eleitoral. Dias Toffoli, que se declarou impedido nos processos derivados do caso Banco Master, não votou. O pedido de vista suspende o julgamento, mas não derruba a liminar, que segue em vigor, com o delegado William Marcel Murad no comando interino. Onze diretores da corporação colocaram os cargos à disposição em apoio a Andrei Rodrigues e classificaram o afastamento como ataque injustificado. A Advocacia-Geral da União protocolou pedido de suspensão de liminar dirigido a Fachin, e o presidente do tribunal deu 72 horas para Mendonça se manifestar.
As divergências aparecem no enquadramento. Veículos de esquerda enfatizaram o argumento do governo de que a decisão invade prerrogativa privativa do presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal, prevista no artigo 84 da Constituição, e de que a descontinuidade abrupta desorganiza a polícia judiciária. Essa cobertura também situou o episódio na história recente da corporação, ao lembrar a exoneração de Maurício Valeixo em abril de 2020 e a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, quando Jair Bolsonaro foi acusado de tentar interferir na instituição para proteger pessoas de seu entorno, e ao registrar que Mendonça foi indicado ao Supremo por Bolsonaro em 2021. Juristas citados nessa cobertura sustentam que afastar diretores da Polícia Federal não é atribuição de ministro do tribunal e que a situação é inédita.
Veículos de direita enfatizaram o conteúdo dos relatórios e o vínculo do diretor afastado com o governo. Nessa leitura, a decisão devolve autonomia a uma corporação acusada de produzir documentos sobre a atuação de autoridades do Judiciário e da advocacia pública, tarefa que, segundo o ministro, extrapola as atribuições legais da Diretoria de Inteligência. O aparecimento do nome de Andrei Rodrigues nas mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro é apresentado como razão adicional para o afastamento. Essa cobertura deu espaço às reações dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, que celebraram a medida e falaram em fim dos intocáveis e em retomada da normalidade institucional. Parte dela relatou ainda que Andrei Rodrigues já avaliava deixar o cargo voluntariamente para estruturar sua defesa jurídica.
O que ainda não se sabe é se Edson Fachin vai suspender a liminar, se o caso será levado ao Plenário em vez da Segunda Turma, quando Gilmar Mendes devolverá a vista e qual será o desfecho das apurações abertas na Corregedoria.
Todos os lados registram os mesmos fatos: André Mendonça afastou Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa em 8 de setembro de 2026, a Segunda Turma formou maioria para referendar a medida, Gilmar Mendes pediu vista sem derrubar a liminar, a Advocacia-Geral da União recorreu a Edson Fachin e o caso nasce do conflito entre Mendonça e Alexandre de Moraes em torno dos relatórios de inteligência e das investigações do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social.

A decisão foi publicada cinco dias depois do pedido de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra Mendonça.
No Central Meio desta terça-feira, 8 de setembro de 2026, Flávia Tavares, Pedro Doria e Magno Karl comentam as últimas notícias envolvendo a crise no Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. Entenda!

União afirma que afastamento da cúpula da PF pode causar grave lesão à ordem pública e administrativa e cita interrupção de atividades.

O ministro André Mendonça levou a decisão para a 2ª Turma do Supremo, onde se formou maioria para referendar o afastamento temporário de Andrei Rodrigues e Leandro Almada.

Entre os candidatos mais bem posicionados nas pesquisam, apenas Lula e Augusto Cury não se manifestaram




O governo federal decidiu recorrer da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento

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Romeu Zema e Renan Santos celebram decisão do STF contra Andrei Rodrigues. Leia mais sobre o impacto nas eleições e a política brasileira.

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, elogiou decisão do ministro André Mendonça de afastar diretor-geral da PF

A decisão foi publicada cinco dias depois do pedido de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra Mendonça.

Além de Mendonça, integram o colegiado os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Nunes Marques

Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, planejava saída voluntária antes de ser afastado pelo ministro André Mendonça. Entenda os motivos da crise.
Texto de apresentação de episódio, sem enquadramento ideológico: apenas registra o afastamento dos dois diretores e remete ao áudio. Corpo curto demais para leitura de viés confiável, daí a confiança baixa.
Perspectivas omitidas
Descreve o pedido do governo e a decisão contestada com o mesmo peso, reconstruindo a origem do conflito entre André Mendonça e Alexandre de Moraes sem adjetivar nenhum dos dois.
Perspectivas omitidas
Sumário neutro que registra placar de votos, pedido de vista, apoio dos diretores da corporação e o recurso da Advocacia-Geral da União. A expressão 'guerra deflagrada' é dramática, mas descreve o conflito reconhecido por todas as partes.
Perspectivas omitidas
Classificada como esquerda, embora o veículo tenha viés editorial centro.
O eixo escolhido é a comparação com as intervenções de Jair Bolsonaro na Polícia Federal em 2019 e 2020, com lembrete de que Mendonça foi indicado ao Supremo por Bolsonaro e de que especialistas veem extrapolação de competência. A seleção do enquadramento é crítica ao campo à direita, ainda que os fatos sejam corretamente reportados.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Texto de antecipação de julgamento, sem vocabulário ideológico. O reparo é de método, não de lado: projeta placar e desfecho sem indicar a origem da informação, e a crítica implícita ao plenário virtual longe da TV Justiça é observação processual, não partidária.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Classificada como esquerda, embora o veículo tenha viés editorial centro.
A reportagem reproduz a decisão com fidelidade, mas insere dois julgamentos de contexto que orientam a leitura: qualifica os casos Banco Master e INSS como esquemas que atingiram lideranças 'principalmente de direita e extrema-direita' e fecha registrando que juristas veem a medida como inédita e fora da atribuição de um ministro.
Perspectivas omitidas
Classificada como direita, embora o veículo tenha viés editorial centro.
A matéria é construída sobre a celebração de candidatos de oposição e reproduz sem contraditório a defesa do impeachment de Alexandre de Moraes e a retórica dos 'intocáveis'. Apesar do tom descritivo, a seleção exclusiva de vozes desse campo caracteriza enquadramento de direita.
Perspectivas omitidas
Texto curto de reação, que apresenta a fala do candidato entre aspas e acrescenta o contexto processual do caso Banco Master de forma descritiva. Não adota nem endossa a tese do entrevistado.
Perspectivas omitidas
Reportagem de contexto que trata com o mesmo peso a fundamentação de André Mendonça, a objeção de Gilmar Mendes sobre competência e o pedido da Advocacia-Geral da União, sem vocabulário carregado.
Perspectivas omitidas
Texto de cobertura processual: informa a composição do colegiado, o horário da sessão virtual, transcreve o trecho central da decisão e reproduz a fala de Edson Fachin sobre resposta firme e sem precipitação, sem tomar partido.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do perfil do veículo, o texto expõe a tese do governo sobre invasão de competência presidencial e a fundamentação de Mendonça sobre monitoramento ilegal em proporções parecidas, sem adjetivação e sem escolher vencedor.
Perspectivas omitidas
O texto adota integralmente a perspectiva de André Mendonça: expõe em detalhe a acusação de monitoramento sistemático e ilegal, o suposto uso indevido dos relatórios por Alexandre de Moraes e a tese de extrapolação da Diretoria de Inteligência, sem qualquer contraponto institucional.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Nota curta, descritiva, sem carga valorativa: informa a ausência do diretor-geral na abertura do curso de formação e resume o que a liminar determinou. Sinal editorial insuficiente para atribuir lado com segurança.
Perspectivas omitidas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O rótulo em caixa alta no título é chamariz de urgência, mas o corpo é uma nota descritiva de três parágrafos, que apenas resume o dispositivo da liminar. Não há vocabulário ideológico para sustentar atribuição de lado.
Perspectivas omitidas
O texto ancora o episódio no vínculo entre o diretor afastado e o presidente que o indicou, levanta a hipótese de aparelhamento do Estado e enquadra a preocupação do governo como cálculo eleitoral. Ênfase em controle institucional e desconfiança do poder público, marcador do enquadramento de direita.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
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