Fachin dá 72 horas a Mendonça sobre afastamento de Andrei Rodrigues da PF
3 veículos de esquerda · 9 veículos de centro · 4 veículos de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
3 veículos de esquerda · 9 veículos de centro · 4 veículos de direita

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre o pedido da Advocacia-Geral da União que tenta reverter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O despacho foi assinado em 8 de setembro de 2026, horas depois de a União apresentar diretamente à Presidência da Corte uma suspensão de liminar contra a decisão. Depois da resposta, os autos voltam ao gabinete de Fachin, que ainda não decidiu se suspende a medida. O afastamento segue em vigor enquanto a Segunda Turma não conclui o julgamento interrompido por pedido de vista.
Para a leitura à esquerda, o caso é antes de tudo um conflito de competências: uma decisão individual de um ministro do Supremo retirou do presidente da República uma atribuição que a Constituição lhe reserva, a de escolher e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal.
Para a leitura à direita, o eixo da história é o que os relatórios da Polícia Federal revelaram e o que a própria corporação fez com eles. André Mendonça afastou a cúpula da PF após apontar que a estrutura de inteligência produziu documentos sobre um ministro do Supremo e sobre o advogado-geral da União, e classificou o episódio como de superlativa gravidade e ilicitude.
16 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Análise não disponível para esta matéria.
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Análise não disponível para esta matéria.
Veículos com viés à direita
Análise não disponível para esta matéria.
Análise não disponível para esta matéria.
Todos os lados registram os mesmos fatos processuais: Fachin abriu prazo de 72 horas para Mendonça antes de decidir, a Advocacia-Geral da União pediu a suspensão imediata do afastamento alegando grave lesão à ordem pública, a decisão de Mendonça atingiu tanto o diretor-geral Andrei Rodrigues quanto o diretor de Inteligência Policial, e o afastamento continua em vigor porque o julgamento na Segunda Turma foi interrompido por pedido de vista de Gilmar Mendes.
A crise entre o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal ganhou um novo capítulo: o presidente da Corte, Edson Fachin, abriu prazo de 72 horas para o ministro André Mendonça explicar o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues, contestado pela Advocacia-Geral da União. Abaixo, o que cada lado da cobertura destaca sobre a disputa.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, deu 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre o pedido da Advocacia-Geral da União que tenta reverter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O despacho foi assinado na terça-feira, 8 de setembro, poucas horas depois de a União levar diretamente à Presidência da Corte uma suspensão de liminar contra a decisão tomada por Mendonça. Depois da manifestação, os autos voltam ao gabinete de Fachin, que ainda não decidiu se suspende a medida.
A cobertura de centro detalhou os termos do recurso, assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias. A Advocacia-Geral da União sustenta que o afastamento cautelar provoca grave lesão à ordem pública e administrativa e viola a prerrogativa privativa do presidente da República de nomear e exonerar o chefe da Polícia Federal. O texto afirma ainda que a descontinuidade abrupta na direção da corporação compromete as atividades de polícia judiciária e gera risco de desorganização institucional. Essa mesma cobertura registrou que a decisão de Mendonça também afastou o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, e que o referendo na Segunda Turma do Supremo já tinha três votos favoráveis, do relator, de Luiz Fux e de Kassio Nunes Marques, antes de ser interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes. Enquanto o colegiado não conclui o julgamento, o afastamento continua valendo.
Os três blocos de cobertura descrevem o mesmo encadeamento de fatos. Em 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que citava mensagens do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Em 3 de setembro, Moraes pediu a Fachin que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade, com base em relatórios de inteligência da corporação. Na terça-feira, Mendonça reagiu afastando a cúpula da Polícia Federal, mandou a Corregedoria apurar a produção desses relatórios e suspendeu a elaboração de novos documentos de inteligência sobre a atuação de magistrados e da advocacia pública.
Veículos de esquerda enfatizaram o conflito de competências e o custo institucional da medida. Nessa leitura, uma decisão individual retirou do presidente da República uma atribuição que a Constituição lhe reserva, juristas classificaram o episódio como crise institucional sem precedentes, e o diretor afastado é justamente quem conduziu a prisão de Daniel Vorcaro e a apuração das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social. Esse lado também destacou que a decisão fala em monitoramento sem apontar vigilância física, interceptação telefônica ou dados de localização, e que os diretores da corporação divulgaram nota de apoio ao diretor-geral afastado, colocando os cargos à disposição do substituto.
Veículos de direita enfatizaram o conteúdo dos relatórios e a acusação de monitoramento de autoridades. Nessa leitura, o ponto central é a estrutura de inteligência da Polícia Federal ter produzido documentos sobre um ministro do Supremo e sobre o advogado-geral da União por pelo menos 30 dias, além dos registros que ligavam o telefone de Daniel Vorcaro a contatos identificados com o nome de Alexandre de Moraes. Essa cobertura lembrou que o afastamento foi determinado após pedido do partido Novo e que Mendonça classificou a produção dos relatórios como de superlativa gravidade e ilicitude, além de afirmar que a Corregedoria terá de apurar quem os produziu.
Ainda não se sabe se Fachin vai suspender o afastamento, quando a Segunda Turma retomará o julgamento interrompido pelo pedido de vista, nem se as suspeitas contra ministros serão levadas ao plenário da Corte. Também não há definição sobre quem comandará a Polícia Federal em caráter definitivo, além do diretor-geral substituto que assumiu, nem sobre o resultado das apurações abertas na Corregedoria da corporação.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) a retirada do sigilo de documentos ligados ao caso Master. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, acolheu nesta sexta-feira (11) um pedido da Procuradoria-Geral da República

Andrei Rodrigues afirma que a PF não monitorou André Mendonça e defende a legalidade dos relatórios de inteligência questionados no STF

Presidenciável defende imparcialidade das instituições e diz que país precisa de firmeza no Supremo

André Mendonça afasta o chefe da PF, Dino manda voltar e Fachin suspende os dois

Decisões de André Mendonça e Flávio Dino perdem efeito; presidente do STF afirma existir um quadro de "conflitos e sobreposições processuais".

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou do presidente da Corte, Edson Fachin, uma posição sobre a

O ministro Edson Fachin suspendeu o afastamento de Andrei Rodrigues da PF para conter a crise no STF motivada por investigações envolvendo o Banco Master.

Presidente do STF toma uma série de decisões para conter a crise

Órgão ligado ao governo Lula afirma que nomeação e exoneração cabem à Presidência. Ministro do STF citou relatório da PF usado por Moraes e falou em monitoramento indevido

Presidente do STF vai analisar tentativa do governo de suspender decisão que retirou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal

Presidente do STF analisa pedido da AGU para suspender decisão que afastou Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial


A AGU recorreu ao STF alegando que o afastamento do diretor da PF, Andrei Rodrigues, viola prerrogativas presidenciais e gera risco de desorganização administrativa.

A avaliação é que presidente do STF tenta tomar as rédeas da crise e busca organizar a Corte para submeter suspeitas contra ministros ao plenário

Encontro com Wellington César Lima e Silva e o advogado-geral da União foi incluído na agenda do presidente do Supremo para esta terça-feira

Análise não disponível para esta matéria.
Análise não disponível para esta matéria.