Meio/Ideia: 51,6% dos eleitores veem STF decidindo por interesse próprio
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →Pesquisa do instituto Meio/Ideia divulgada em 9 de setembro de 2026 aponta que 51,6% dos eleitores brasileiros concordam com a afirmação de que ministros do Supremo Tribunal Federal decidem mais por interesse próprio do que pela lei. Outros 23,9% nem concordam nem discordam, 10,9% discordam e 13,6% não souberam responder. O levantamento também mediu confiança na Corte e foi a campo durante a crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Para o campo conservador, a pesquisa confirma o que a cobertura crítica ao Supremo Tribunal Federal vem apontando: a Corte perdeu credibilidade porque passou a decidir com margem excessiva de discricionariedade e sem controle externo.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
As duas coberturas registram os mesmos números e a mesma metodologia: 51,6% concordam que ministros do Supremo Tribunal Federal decidem mais por interesse próprio do que pela lei, 10,9% discordam, apenas 7,3% declaram muita confiança na Corte e o levantamento ouviu 1.500 eleitores entre 4 e 7 de setembro de 2026, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Ambas ligam o resultado à crise aberta entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.
A pesquisa do instituto Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores entre 4 e 7 de setembro de 2026, durante a crise aberta entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Os números mostram 51,6% de concordância com a frase de que ministros do Supremo Tribunal Federal decidem mais por interesse próprio do que pela lei, e apenas 7,3% de muita confiança na Corte.
Mais da metade dos eleitores brasileiros concorda com a afirmação de que ministros do Supremo Tribunal Federal decidem mais por interesse próprio do que pela lei. O dado é de pesquisa do instituto Meio/Ideia divulgada em 9 de setembro de 2026: 51,6% concordaram com a frase, 10,9% discordaram, 23,9% disseram não concordar nem discordar e 13,6% não souberam responder.
O mesmo levantamento mediu a confiança na Corte. Apenas 7,3% dos entrevistados afirmam confiar muito no Supremo Tribunal Federal, enquanto 31,2% dizem ter alguma confiança. Na outra ponta, 28,4% declaram pouca confiança e 21,3% dizem não ter nenhuma, o que soma 49,7% de avaliação negativa. O instituto ouviu 1.500 eleitores de 16 anos ou mais, por telefone, entre 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07935/2026. Segundo o material divulgado, o próprio instituto contratou o levantamento.
O campo foi a público durante a crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Em 1º de setembro, Mendonça tornou públicas mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro trocadas com o colega de Corte. Dois dias depois, em 3 de setembro, Moraes divulgou trechos de um relatório de inteligência da Polícia Federal segundo o qual Mendonça demonstraria interesse na abertura de investigação formal sobre o Banco Master e sobre o escândalo do INSS. O documento não tem valor probatório. Em 8 de setembro, Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa, por entender que houve ilicitude na produção dos relatórios.
A cobertura de centro concentrou-se nos números e na metodologia, reproduzindo as quatro faixas de resposta, a escala de confiança e o registro no Tribunal Superior Eleitoral, e resumiu a disputa entre os ministros a uma frase de contexto. Veículos de direita deram ao mesmo dado leitura de crise institucional: destacaram que a Corte adia decisão sobre as investigações enquanto a disputa se agrava, citaram o fundador do instituto, Maurício Moura, para quem o Supremo é hoje uma das instituições mais desacreditadas do País, e detalharam a escalada até o afastamento dos dois dirigentes da Polícia Federal. Veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria do levantamento até o fechamento desta análise; a leitura habitual desse campo tende a atribuir a queda de confiança ao desgaste produzido pela exposição pública do conflito entre ministros, e não ao mérito das decisões da Corte, com alerta sobre o enfraquecimento de um tribunal que julga casos sensíveis a direitos.
Há também uma divergência de substância entre as duas coberturas disponíveis sobre quem está sob suspeita. A versão de centro descreve o inquérito da Polícia Federal como referente ao envolvimento de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro. A versão de direita atribui ao relatório da corporação a indicação de que André Mendonça teria interesse na abertura da investigação e adotaria posturas distintas diante de suspeitas envolvendo Dias Toffoli e Nunes Marques. As duas descrições apontam para documentos e alvos diferentes.
O que ainda não se sabe: nenhuma das coberturas traz manifestação do Supremo Tribunal Federal como instituição, nem resposta dos ministros citados às acusações. Também não há série histórica que permita comparar os 51,6% e os 7,3% de muita confiança com medições anteriores do mesmo instituto, não se conhece o desfecho do afastamento dos dois dirigentes da Polícia Federal nem a data em que a Corte decidirá sobre as investigações do Banco Master e do INSS.
No mesmo levantamento, quase metade dos eleitores afirma ter pouca ou nenhuma confiança no Supremo, que vive crise sem precedente

Ao mesmo tempo, 10,9% dos brasileiros acreditam que os magistrados atuam em nome da lei
