Donald Trump aceita ida de Flávio Bolsonaro aos EUA e chama eleição de terrível
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quarta-feira que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país e voltou a chamar de “muito estranha” e “terrível” a eleição presidencial brasileira, sem apresentar provas. Flávio, derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de 25 de outubro, deixou o Brasil depois de não entregar os passaportes, como determinou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e chegou aos Estados Unidos com a mulher e as filhas.
Na leitura da direita, a declaração de Donald Trump expõe a desconfiança internacional sobre a condução da eleição e sobre o tratamento judicial dado à família Bolsonaro. O presidente americano disse que Jair Bolsonaro foi tratado muito mal, criticou a prorrogação do horário de votação no segundo turno e citou a reação negativa dos mercados ao resultado, enquanto Flávio, alvo de medidas do Supremo Tribunal Federal, buscou abrigo nos Estados Unidos alegando temer a prisão.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro no país e voltou a criticar, sem apresentar provas, a eleição vencida por Lula. Flávio deixou o Brasil sem entregar os passaportes exigidos pelo Supremo Tribunal Federal.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada de quarta-feira, 28 de outubro, que aprovaria a entrada do senador Flávio Bolsonaro, do PL, em território americano. Na mesma conversa com jornalistas, ao voltar de uma viagem ao Texas, Trump voltou a criticar a eleição presidencial brasileira, que chamou de “muito estranha” e “terrível”, sem apresentar provas. Flávio perdeu o segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no domingo, 25.
A declaração veio depois de o senador deixar o Brasil. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia determinado a entrega dos passaportes até as 11h de terça-feira, 27. A ordem não foi cumprida, e a Polícia Federal cancelou o passaporte comum e o diplomático, emitindo alerta nas fronteiras. A medida foi motivada pelo receio de fuga no inquérito que investiga Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, e também por uma fala do irmão, Eduardo Bolsonaro, que defendeu a saída do país em caso de derrota. Segundo o governo americano, Flávio chegou aos Estados Unidos com a mulher e as duas filhas. O Departamento de Migração da Argentina informou que a família saiu do país vizinho rumo aos Estados Unidos.
As coberturas convergem em pontos centrais. Um assessor do governo Trump disse que Washington sabia do prazo para a entrega do passaporte e deixou claro que a entrada seria permitida. Trump disse que conhece Lula, que tem menos proximidade com Flávio e que o pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro, “foi tratado muito mal”. Ele também citou a reação do mercado ao resultado.
A cobertura de centro deu mais espaço à reação do governo brasileiro. Lula afirmou que “quem não deve, não teme”, lembrou que entregou o passaporte quando foi investigado na Operação Lava Jato e disse que a família Bolsonaro tem devoção aos Estados Unidos. O presidente também acusou plataformas digitais, o mercado financeiro e o governo americano de atuarem contra a sua reeleição. Essa cobertura relatou ainda que uma pessoa próxima a Flávio disse que ele temia ser preso.
O texto publicado por um veículo de direita manteve tom factual e acrescentou contexto às críticas de Trump. Registrou que, na segunda-feira, o americano já havia dito que a eleição “pareceu fraudada”, sem evidências, que Lula venceu por mais de 4 milhões de votos e que a prorrogação de duas horas no horário de votação, decidida pelo ministro Cristiano Zanin, ocorreu por restrições ao transporte coletivo em várias cidades. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou cobertura própria sobre a fala de Trump.
Ainda não se sabe onde exatamente Flávio desembarcou, se Trump e o senador conversaram antes da viagem nem qual será a resposta formal do Supremo e do governo brasileiro à permanência dele nos Estados Unidos.
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