Cezinha de Madureira é alvo da PF sob suspeita de vender acesso a ministros do STF
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A Polícia Federal deflagrou em 14 de setembro a terceira fase da Operação Transparência contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP), suspeito de vender a promessa de influência sobre ministros de tribunais superiores. As buscas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que ressaltou não haver indício de irregularidade por parte de magistrados. A defesa nega irregularidades.
Veículos de esquerda destacam que a decisão de Flávio Dino expõe um deputado do PL que, segundo a investigação, vendia a clientes a promessa de acesso a André Mendonça e Kassio Nunes Marques, ministros indicados por Jair Bolsonaro. O foco está no uso do mandato para mercantilizar o trânsito institucional e no dano à confiança pública no Judiciário.
Veículos de direita relatam as suspeitas contra Cezinha de Madureira, mas colocam em primeiro plano o contexto institucional: a operação foi autorizada por Flávio Dino um dia antes de um julgamento sensível no Supremo, e a defesa questiona a proximidade com a eleição. A cobertura reforça que ministros citados não são alvo e que cabe ao devido processo esclarecer os fatos.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Clickbait nesta matéria: 10/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
A terceira fase da Operação Transparência mirou o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e sua esposa, suspeitos de negociar influência sobre ministros de tribunais superiores. A decisão de Flávio Dino cita contratos de até R$ 2 milhões e ressalta que nenhum magistrado é investigado.
A Polícia Federal deflagrou na segunda-feira, 14 de setembro, a terceira fase da Operação Transparência, que teve como alvo o deputado federal Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo. Ele é suspeito de vender a terceiros a promessa de influência sobre ministros de tribunais superiores. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo, autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.
A investigação é um desdobramento da operação iniciada em dezembro de 2025 para apurar desvios de emendas parlamentares. Segundo a Polícia Federal, havia uma divisão de tarefas. A advogada Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, então servidora da Câmara dos Deputados, captava causas e preparava memoriais. A advogada Valéria Rodrigues Linhares, apontada como esposa do deputado, formalizava contratos de honorários e cessões de crédito. O parlamentar faria os contatos com ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral.
Toda a cobertura converge nos números citados na decisão. Em um caso, contratos previam 500 mil reais por uma decisão favorável. Em outro, os termos chegavam a 2 milhões de reais condicionados à revogação de uma prisão preventiva. Em 25 de agosto, Valéria teve 510 mil reais em dinheiro vivo apreendidos no Aeroporto de Congonhas. Para os investigadores, o dinheiro pode indicar pagamento de honorários fora do sistema bancário. Dino também deixou claro que os ministros citados nas conversas não são investigados, e negou o pedido de busca no gabinete do deputado.
A cobertura de centro relatou a operação de forma descritiva, organizando o papel de cada investigado e publicando a nota da defesa na íntegra. Veículos de esquerda destacaram as transcrições em que o deputado diz ter tratado de processos com André Mendonça e que pediria diretamente a Kassio Nunes Marques, e sublinharam que os dois ministros foram indicados por Jair Bolsonaro. Nessa leitura, o ponto central é o uso do mandato para transformar trânsito institucional em mercadoria.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo. Lembraram que o deputado é aliado de André Mendonça e que a operação ocorreu um dia antes de um julgamento no Supremo sobre diálogos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, de quem Dino é aliado. Essa cobertura deu destaque à tese da defesa, segundo a qual medidas dessa repercussão deveriam guardar distância do calendário eleitoral.
A defesa de Cezinha de Madureira afirma que ele confia na Justiça, está à disposição das autoridades e que o processo demonstrará que nenhuma irregularidade foi cometida.
Ainda não se sabe quem é a pessoa mencionada pelo deputado como intermediária em uma das conversas, identidade que depende da análise dos aparelhos apreendidos. Também não há resposta dos ministros citados, nem informação sobre se as decisões nos processos mencionados foram de fato influenciadas por algum contato.
Polícia Federal aponta que o deputado Cezinha de Madureira comercializava suposta influência no STF e tribunais superiores. Entenda a investigação da PF.

Ministro do STF retirou o sigilo da decisão que autorizou uma operação da PF contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), nesta segunda-feira (14).

Deputado do PL e esposa foram alvos de desdobramento de operação sobre desvio de emendas parlamentares. Leia na Gazeta do Povo.

Cezinha de Madureira é alvo da Operação Transparência da PF, que investiga tráfico de influência em tribunais.

Polícia Federal (PF) citou supostos encontros e contatos do deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) com os ministros do STF Nunes Marques e André Mendonça como indícios de que o congressista atuaria numa “intermediação” entre interessados em processos dos magistrados e integrantes de tribunais superiores.

De acordo com a PF, não há até o momento indícios de que os ministros do Supremo tenham solicitado, aceitado ou recebido vantagens indevidas
