STF julga Moraes no caso Banco Master em meio a guerra de despachos com Mendonça
2 veículos de esquerda · 4 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
8 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de esquerda · 4 veículos de centro · 2 veículos de direita

8 fontes políticas
Como decidimos →O Supremo Tribunal Federal vive uma crise sem precedentes desde 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro a um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Seguiram-se uma guerra de despachos, a recusa do presidente Edson Fachin a julgar juntas as denúncias contra Moraes e Mendonça, e a sessão extraordinária de 15 de setembro.
Veículos de esquerda leem a crise no Supremo pelo impacto sobre o sistema político: a abertura dos dados do Banco Master, defendida pelo presidente Lula, ameaça expor deputados e senadores do centrão e do PL, e o vínculo de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro pode pesar na eleição presidencial.
Veículos de direita enfatizam o controle institucional sobre os ministros: juristas católicos cobram sessões públicas e regras rigorosas de suspeição e impedimento, enquanto a acusação de Alexandre de Moraes contra André Mendonça se apoia em relatório que a própria PF classificou como de baixa confiança.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Clickbait nesta matéria: 20/100.
Veículos com viés à direita
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: falácia identificada.
O Supremo Tribunal Federal vive uma crise inédita desde que André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com mensagens de Daniel Vorcaro a um número atribuído a Alexandre de Moraes. A disputa gerou despachos cruzados, a troca de relatoria para Edson Fachin e uma sessão extraordinária em 15 de setembro.
O Supremo Tribunal Federal atravessa a crise mais grave de sua história recente. O estopim foi a retirada do sigilo, em 1º de setembro, de um relatório da Polícia Federal com mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, a um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. A decisão foi do ministro André Mendonça, relator do caso no tribunal. Na terça-feira, 15 de setembro, o plenário se reuniu em sessão extraordinária para discutir se Moraes deve ser investigado.
Segundo os investigadores, Vorcaro e o interlocutor teriam conversado antes de uma operação que poderia atingi-lo, e o banqueiro teria pedido interferência junto ao diretor da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O relatório também aponta que Moraes teria ajustado a minuta de um contrato de R$ 131 milhões entre o banco e o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Gonet pediu a anulação do documento, argumentando que um ministro não pode determinar a investigação de outro.
A disputa virou uma sequência de despachos. Mendonça afastou o diretor da PF, e Flávio Dino o reintegrou no dia seguinte. Moraes acusou Mendonça de divulgação seletiva e pediu apuração de sua conduta. Mendonça rejeitou a acusação e retirou o sigilo de 39 processos, entre eles o inquérito sobre o financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro, que envolve o senador Flávio Bolsonaro, e apurações sobre Jaques Wagner e Ciro Nogueira. Os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao celular de Vorcaro. O presidente do tribunal, Edson Fachin, assumiu a relatoria do caso Moraes, recusou julgar as duas denúncias em conjunto e marcou para 23 de setembro a análise do pedido contra Mendonça. Na abertura da sessão, Nunes Marques se declarou impedido e Dias Toffoli se afastou do julgamento.
A cobertura de centro concentrou-se na cronologia e nas decisões de cada ministro, ouvindo especialistas divididos: para uns, Fachin age como árbitro; para outros, sua reação é tímida. Relatos de centro também registraram a crítica de Dino à retirada da relatoria de Mendonça, vista por ele como afronta ao princípio do juiz natural.
Veículos de esquerda destacaram os reflexos no Congresso. Com base em apuração de outro jornal, relataram que o centrão teme vazamentos, sobretudo depois da operação da PF contra o deputado Cezinha de Madureira, aliado de Mendonça, e da lista com nomes de parlamentares apreendida na casa de Ciro Nogueira. Esses veículos apresentaram a pressão do presidente Lula pela abertura dos dados como motor da transparência e apontaram o desgaste de Flávio Bolsonaro por sua relação com Vorcaro.
Veículos de direita enfatizaram a cobrança por controle institucional. Destacaram a carta de associações de juristas católicos que pede sessões públicas e respeito às regras de suspeição e impedimento, lembraram as críticas ao inquérito das fake news, do qual Moraes foi retirado, e ressaltaram que o relatório usado por Moraes contra Mendonça teria sido classificado pela própria PF como de baixa confiança e sem valor probatório.
Ainda não se sabe se o plenário autorizará a investigação formal de Moraes, se o pedido de nulidade da Procuradoria-Geral da República será acolhido, nem o que o conteúdo integral do celular de Vorcaro revelará sobre outras autoridades. A sessão sobre a conduta de Mendonça permanece marcada para 23 de setembro.
Levantamento mostrará também se eleitores têm tendência maior de voto em candidatos que defendem processo de impeachment de ministros da Corte ou não

TV ConJur transmite sessão extraordinária do Supremo sobre caso Master

Veja a linha do tempo da crise iniciada após a publicação de troca de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número telefônico atribuído a Alexandre de Moraes.

Associações de juristas católicos divulgaram uma carta aberta na qual manifestam preocupação com a condução de processos que envolvem ministros

Fim de semana foi marcado por divulgação intensa de despachos e ofícios de ministros do Supremo Tribunal Federal em meio à crise sem precedentes da Corte.

Parlamentares temem que disputa entre ministros amplie exposição de deputados e senadores em meio às investigações sobre o banco e contamine a campanha eleitor…

Lideranças do centrão temem que a investigação do Banco Master e a disputa no STF ampliem vazamentos e atinjam o Congresso.

