Moraes bloqueia até R$ 6 bilhões de Willer Tomaz, aliado de Flávio Bolsonaro
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Briefing
O que importa para você
- Bancos têm 24 horas para entregar dados de Willer Tomaz e das empresas, como a Alcazar Holdings.
- O bloqueio chega a R$ 6 bilhões em bens móveis e imóveis, incluindo aviões e barcos.
- O segundo turno é no domingo, dois dias após a decisão.
Onde os lados divergem
- Esquerda destaca a proximidade financeira investigada com o candidato às vésperas do segundo turno; direita destaca o caráter de apuração em curso e a natureza empresarial da ordem.
- Esquerda dá peso ao cadastro de usuário master; direita frisa que a amizade não equivale a sociedade.
Onde os lados concordam
- Moraes determinou bloqueio de até R$ 6 bilhões e quebra de sigilos de Willer Tomaz.
- Flávio Bolsonaro e Willer reconhecem a amizade e negam negócios em comum.
- As medidas são cautelares e as suspeitas ainda não comprovam crime.
O que ainda está incerto
- Quanto patrimônio será de fato localizado, já que o valor é um teto contestado pela defesa.
- Se o acesso de Flávio Bolsonaro à conta gerou movimentações e com qual finalidade.
- Se Willer Tomaz voltará ao Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, aliado de Flávio Bolsonaro, além da quebra de sigilos e da suspensão de empresas. A PF investiga lavagem de dinheiro e a relação com o candidato.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou na sexta-feira (23) o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens do advogado Willer Tomaz, aliado do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL. A decisão inclui a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, a suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais das empresas do advogado. Os bancos receberam prazo de 24 horas para entregar os dados.
A cobertura de centro relatou que o valor se refere a bens móveis e imóveis, incluindo aviões e barcos, e funciona como teto, não como quantia já localizada. Entre as empresas atingidas estão a Alcazar Brasil, a Alcazar Holdings, a Alcazar Global Holdings e a Cathedral Holdings. Moraes também mandou cancelar passaportes, inclusive um diplomático, e comunicar a decisão ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários, à Superintendência de Seguros Privados e à Receita Federal.
Segundo a Polícia Federal, as medidas se justificam porque Willer viajou a Miami, nos Estados Unidos, em 21 de agosto, depois de ser alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em benefícios do INSS. Para os investigadores, a saída do país aumenta o risco de destruição de provas, sobretudo de fundos e empresas no exterior. O advogado também é investigado por suspeita de lavar dinheiro por meio de casas de apostas.
O elo com Flávio Bolsonaro vem de dados da nuvem de Willer. De acordo com a PF, e-mails com um banco indicariam que o senador estava cadastrado como usuário master de uma conta da Alcazar Holdings, com acesso até meados de 2025. A polícia apura se isso revela participação econômica informal ou sociedade de fato. Flávio e Willer reconhecem a amizade, mas negam negócios em comum. A defesa do advogado chamou a ordem de desproporcional e eleitoreira e negou qualquer relação dele com fraudes no INSS.
Veículos de esquerda destacaram a relevância pública de a investigação alcançar um amigo próximo de um candidato presidencial a dois dias do segundo turno, marcado para domingo (25). Também deram peso ao cadastro de Flávio como usuário master e ao risco que a viagem de Willer representaria para as provas. Ao mesmo tempo, ressalvaram que ser autorizado numa conta não comprova ilícito e que bloqueio e quebra de sigilo são medidas cautelares, não condenação.
Veículos de direita enfatizaram o caráter de investigação em curso e a natureza empresarial da ordem, centrada em empresas ligadas ao advogado. Reforçaram que a amizade é admitida, que a existência de negócios em comum é negada e que as suspeitas, por si só, não provam crime. Detalharam a lista de empresas e de órgãos comunicados, sem atribuir à decisão um sentido eleitoral próprio.
O que ainda não se sabe: se a PF localizará patrimônio perto do teto de R$ 6 bilhões, que a defesa contesta; se o acesso de Flávio à conta gerou movimentações reais e com qual finalidade; e se Willer, que não tem registro de retorno ao Brasil, voltará para prestar esclarecimentos.
Fontes
Ministro do STF também determinou quebra de sigilo bancário e fiscal e paralisação de empresas. Advogado suspeito de envolvimento nos desvios do INSS e de lavar dinheiro com bets está nos EUA.

Alexandre de Moraes bloqueia R$ 6 bilhões de Willer Tomaz, advogado e melhor amigo de Flávio Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (23) a quebra dos sigilos bancário, fiscal
