Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em debate com Master e 6x1 em pauta
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Na leitura da esquerda, a véspera do debate foi marcada por uma entrevista de uma lobista que insinua irregularidades contra Lula e o filho sem apresentar acusações objetivas, o que é visto como tentativa de interferir na eleição, nos moldes do episódio de 1989.
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam pela primeira vez em debate direto na campanha de 2026, em 18 de outubro, em São Paulo, com duas horas de duração e mediação de Eduardo Oinegue e Adriana Araújo. A expectativa é de foco no Caso Master, nas investigações sobre Lulinha e no fim da escala 6x1.
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Esquerda e centro reconhecem que a entrevista da lobista Roberta Luchsinger e as investigações sobre Lulinha chegam como pauta antes do debate, e que Lulinha é alvo de investigação.
Lula e Flávio Bolsonaro participam, em 18 de outubro, do primeiro debate direto da campanha de 2026, em São Paulo. A pauta esperada reúne o Caso Master, as investigações sobre Lulinha, o fim da escala 6x1, o tarifaço dos Estados Unidos e a segurança pública.
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentam em 18 de outubro, em São Paulo, no primeiro debate direto entre os dois desde o início da campanha de 2026. O encontro começa às 20h, dura duas horas e tem mediação dos jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araújo. Os dois candidatos ausentaram-se dos debates do primeiro turno e confirmaram presença depois de uma sequência de recuos e provocações. Flávio chegou a dizer que não iria, e voltou atrás em vídeo nas redes, afirmando que queria confrontar o presidente. Lula já havia confirmado participação e desafiado o adversário.
A cobertura de centro relatou que os principais temas esperados são o Caso Master, as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o fim da escala 6x1 e o tarifaço dos Estados Unidos. Flávio deve ser questionado sobre a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que segundo a Polícia Federal teria enviado R$ 61 milhões ao filme sobre Jair Bolsonaro. Lula, por sua vez, deve ouvir perguntas sobre os três inquéritos contra Lulinha no Supremo Tribunal Federal, que apuram suspeita de tráfico de influência e corrupção em contratos de medicamentos à base de canabidiol, e sobre a empresária Roberta Luchsinger, que ele disse não conhecer, embora uma foto mostre um encontro entre os dois.
Outros assuntos previstos são a economia, em que Flávio deve dizer que o país piorou e Lula deve citar o emprego formal e o crescimento do PIB, a segurança pública e a maioridade penal, e a condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Sobre a 6x1, a cobertura registra que o governo aprovou a proposta de emenda à Constituição que acaba com a jornada de seis dias de trabalho e um de descanso, e que Flávio votou a favor após criticar o projeto. Os produtos brasileiros enfrentam tarifas dos Estados Unidos que podem chegar a 37,5%.
Veículos de esquerda destacaram outro ângulo da véspera do debate. Um colunista comparou a entrevista de Roberta Luchsinger, dada em 17 de outubro, ao depoimento de Miriam Cordeiro na campanha de Fernando Collor em 1989. Para ele, a lobista fez insinuações sem acusações objetivas, disse não ter cometido crime e ainda assim quer delatar outros, o que não teria suporte na Lei nº 12.850, e a entrevista seria uma tentativa de interferir na eleição. Segundo a mesma coluna, Lulinha já está sendo investigado.
Não há, até o momento, cobertura de veículos de direita nesta história. O enquadramento esperado desse campo, a partir dos fatos relatados pelo centro, seria cobrar Lula por investigações envolvendo o filho e integrantes do governo, pela economia e pelo tarifaço. Esse enquadramento, porém, não foi publicado por veículos de direita neste conjunto de matérias.
O que ainda não se sabe: o resultado do debate, a participação dos candidatos no confronto da TV Globo, marcado para 23 de outubro, e o que Roberta Luchsinger poderá apresentar em eventual delação. O segundo turno acontece em 25 de outubro.
Reinaldo Azevedo compara entrevista de Roberta Luchsinger à CNN à participação de Miriam Cordeiro na campanha de Collor em 1989.

Pela primeira vez, os candidatos à Presidência vão se enfrentar em um debate. Questões sobre segurança e investigações da PF serão destaque
