Lula e Flávio Bolsonaro fazem o último debate antes do segundo turno na TV Globo
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
25 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilGlobo corta Flávio Bolsonaro 'encosto' e define regras para debate (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- O GloboQuem foi melhor no debate da Globo: Lula ou Flávio Bolsonaro? Colunistas do GLOBO dão notas para cada candidatoLula e Flávio se enfrentaram pela última vez antes do segundo turno, no próximo domingo (25)(abre em nova aba)
Nesta matéria: falácia identificada.
- O GloboRepercussão do debate da Globo: 'Lula coloca Bolsonaro na defensiva', diz imprensa internacionalEl País, Le Monde, Clarín, Expresso e La Repubblica destacaram tom mais moderado do confronto, ataques entre os candidatos e provocação de Flávio Bolsonaro sobre os(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
- Terra Brasil NotíciasGlobo anuncia checagem das falas de Lula e Flávio Bolsonaro durante debate, mas decisão sobre transmissão chama atenção; entendaA TV Globo anunciou nesta quinta-feira (22) que mobilizará mais de 30 jornalistas para verificar, em tempo real, as declarações(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Conexão PolíticaLula e Flávio Bolsonaro ficam frente a frente nesta sexta em último debate antes do segundo turnoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participam nesta sexta-feira (23) do último debate presidencial antes do segundo turno das eleições de 2026. O confronto(abre em nova aba)
Nesta matéria: viés de centro.
- Terra Brasil NotíciasFlávio tem 64,9% de declarações verdadeiras em checagem de debate; Lula registra 44,4%Uma análise do Ranking dos Políticos sobre o debate realizado nesta quinta-feira identificou diferenças na precisão das declarações de Lula(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Briefing
O que importa para você
- A votação do segundo turno é no domingo, 25 de outubro.
- Datafolha mostrou 50% a 50% nos votos válidos, então indecisos e comparecimento podem decidir.
- Propostas em disputa: Ministério da Segurança Pública (Lula) contra facções como narcoterroristas e redução da maioridade penal (Flávio).
Onde os lados divergem
- Esquerda destaca o caso Ana Clara e a fala dos nove dedos como derrota de Flávio; direita destaca checagem que lhe é favorável (64,9% de falas verdadeiras contra 44,4%).
- Analistas divergem: um viu vitória clara de Lula, dois viram pequena vantagem de Flávio, outro viu empate.
Onde os lados concordam
- O debate foi o último antes do segundo turno de 25 de outubro e teve o tom mais moderado que o anterior.
- A troca sobre 'nove dedos' e 'miliciano' e o caso Ana Clara foram os momentos centrais.
- Flávio pediu desculpas pela expressão sobre o dedo de Lula.
O que ainda está incerto
- Qual o efeito real do debate sobre o voto; um analista estimou até um ponto de movimento.
- O que o deputado André Janones prometia revelar, sem confirmação independente.
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentaram em 23 de outubro no último debate antes do segundo turno de 25 de outubro. Cobertura de esquerda, centro e direita diverge sobre quem saiu melhor, entre a fala sobre nove dedos, o caso Ana Clara e a disputa sobre economia e segurança.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) fizeram, na noite de sexta-feira, 23 de outubro, o último debate presidencial antes do segundo turno, marcado para domingo, 25. O encontro aconteceu nos estúdios de uma emissora de TV no Rio de Janeiro, com mediação do jornalista César Tralli, em quatro blocos: um com perguntas sobre as cinco regiões do país, dois com temas escolhidos em um telão e um de tema livre.
A disputa chegou apertada. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 22, mostrou os dois empatados tecnicamente, com 50% dos votos válidos cada um. A cobertura de centro relatou que ambos buscaram os indecisos, e que o tom foi mais moderado que no debate anterior, realizado no domingo, 18.
O momento mais comentado ocorreu no primeiro bloco. Ao discutir salário mínimo e tarifa zero, Flávio disse que Lula dá com uma mão e tira com nove dedos, em referência ao dedo que o presidente perdeu em acidente de trabalho. Lula respondeu que não permitiria que um miliciano o chamasse de nove dedos, cobrou desculpas e lembrou sua trajetória operária. Flávio pediu desculpas, mas logo emendou perguntas sobre moradores de rua e segurança. Pesquisas qualitativas indicaram que a reação de Lula foi um de seus melhores momentos.
Na economia, Flávio criticou juros altos, o endividamento das famílias e a promessa de Lula sobre a picanha. O presidente defendeu o salário mínimo reajustado acima da inflação, disse que sem isso estaria em R$ 900, e associou o endividamento às bets, que o governo proibiu. Lula também acusou o rival de propor um corte de gastos nos moldes do presidente argentino Javier Milei, e Flávio defendeu o aliado.
Na segurança pública, Lula citou o caso de Ana Clara, menina de cinco anos morta em 2021 em Niterói, cujo policial acusado foi defendido por Flávio como advogado. A mãe da criança, Cristiane Gomes da Silva, estava na plateia a convite da campanha petista. Flávio disse acreditar na inocência do policial e, ao responder, chamou a mãe pelo nome da filha. Ele também reafirmou que classificará facções como organizações narcoterroristas e defendeu reduzir a maioridade penal. Lula propôs um Ministério da Segurança Pública. No último bloco, os dois trocaram acusações sobre o caso Banco Master e sigilos bancários.
Há divergências de leitura. Veículos de esquerda destacaram o episódio de Ana Clara e a fala dos nove dedos, e chamaram atenção para a ameaça ao canal 'Exército do Lula' no WhatsApp pelo Tribunal Superior Eleitoral. Veículos de direita enfatizaram a regra de circulação no palco, adotada após queixas da campanha de Lula, e divulgaram um levantamento de checagem segundo o qual 64,9% das declarações de Flávio eram verdadeiras, contra 44,4% das de Lula. Entre analistas ouvidos pela cobertura de centro, um deu vitória clara a Lula, dois viram pequena vantagem de Flávio e outro não viu superioridade de nenhum.
O que ainda não se sabe é o efeito real do debate sobre o voto. Um dos analistas estimou movimento de no máximo um ponto percentual, e as pesquisas qualitativas alertaram que boa avaliação de desempenho nem sempre vira intenção de voto. Também não foi apresentada prova do que o deputado André Janones prometia revelar durante o debate.
Fontes

Lula e Flávio se enfrentaram pela última vez antes do segundo turno, no próximo domingo (25)

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