Apoio a André Mendonça marca atos do 7 de setembro sob crise no STF e na PF
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou-se referência política nos atos de 7 de setembro, enquanto conduz uma apuração que já afastou dirigentes da Polícia Federal (PF). Em ato na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, o candidato à Presidência Augusto Cury, do Avante, enviou publicamente um 'abraço' ao ministro e defendeu independência e transparência no Supremo. Mendonça é relator das investigações sobre o Banco Master e determinou o relatório da Polícia Federal que revelou mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, afastou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, e intimou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a prestar informações.
A leitura de esquerda vê na atuação de André Mendonça uma ruptura de procedimento com efeito político calculado: o ministro determinou prazo de 72 horas para o relatório da Polícia Federal e retirou o sigilo antes da manifestação da Procuradoria-Geral da República, jogando uma investigação inacabada na arena pública em pleno ano eleitoral.
Pela leitura de direita, o episódio é um caso de fiscalização legítima sobre autoridades que se acostumaram a não prestar contas. André Mendonça, relator do caso do Banco Master, apontou indícios de monitoramento irregular produzido pela inteligência da Polícia Federal contra ele próprio e contra integrantes do governo, inclusive o advogado-geral da União, Jorge Messias, e determinou o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Todas as coberturas registram que André Mendonça é o relator das investigações sobre o Banco Master, que o relatório da Polícia Federal saiu por determinação dele, que houve afastamento de dirigentes da corporação e que o episódio chegou às ruas nos atos de 7 de setembro.
O apoio a André Mendonça apareceu nas ruas no 7 de setembro enquanto o ministro do Supremo Tribunal Federal afastava o diretor-geral da Polícia Federal e intimava o ministro da Justiça. Esta análise reúne o que a cobertura de esquerda, de centro e de direita afirma sobre o relatório que expôs mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e sobre o rumo da crise.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou-se personagem central do 7 de setembro deste ano. Em ato na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, o candidato à Presidência Augusto Cury, do Avante, encerrou o discurso enviando um abraço ao magistrado e, logo depois, defendeu que Mendonça e o presidente do Supremo, Edson Fachin, tenham independência para investigar qualquer indício de corrupção. O ato reuniu 1,4 mil pessoas no horário de pico, segundo estimativa do Monitor do Debate Político, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) em parceria com a organização More in Common, com margem de erro de 12%.
O aceno acontece no meio de uma crise institucional que envolve o Supremo, a Polícia Federal (PF) e o governo federal. Mendonça é relator das investigações sobre o Banco Master e determinou que a corporação produzisse um relatório específico, que trouxe mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes. Em seguida, o ministro afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, sob a alegação de monitoramento irregular de autoridades, e intimou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, além de outros dois diretores da corporação, a prestar informações. Fachin, por sua vez, pediu manifestação das autoridades envolvidas e retirou de outro procedimento o pedido de investigação apresentado por Moraes contra Mendonça.
Sobre esse núcleo factual há pouca discordância entre as coberturas. Todas registram que Mendonça é o relator do caso, que o relatório da Polícia Federal foi produzido por determinação dele, que houve afastamento de dirigentes da corporação e que o episódio chegou às ruas no feriado da Independência. A divergência começa na avaliação do método.
Veículos de esquerda descreveram a conduta do ministro como ruptura de procedimento com finalidade política. O argumento é que ele impôs prazo de 72 horas para o relatório e retirou o sigilo antes da manifestação da Procuradoria-Geral da República, empurrando uma apuração inacabada para o debate público em ano eleitoral. Essa cobertura compara o episódio à prática de vazamento seletivo associada à Lava Jato, na qual a suspeita circula antes da prova, e sustenta que a mistura entre convicção religiosa pessoal e o exercício do cargo compromete a impessoalidade exigida de um ministro do Supremo. Nessa leitura, a crise não fortalece a instituição: faz a Corte desabar por dentro.
A cobertura de centro concentrou-se no que foi dito e no que foi medido. Relatou o discurso do candidato contra a polarização, o apoio explícito ao ministro, a recusa em citar Alexandre de Moraes quando questionado sobre quem estaria sendo poupado no caso Master, a estimativa metodológica de público e a composição da plateia, formada em boa parte por cabos eleitorais de candidatos a deputado. Também registrou que, em sabatina no mesmo dia, o candidato defendeu a discussão de impeachment de ministros do Supremo no Congresso e a revisão de supostos abusos em condenações pelo 8 de janeiro.
Veículos de direita enfatizaram o outro lado do episódio: relatórios de inteligência da Polícia Federal teriam analisado a atuação do próprio ministro e de integrantes do governo, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias, e é essa produção de documentos que estaria sob suspeita de ilegalidade. Nessa cobertura, os afastamentos e a intimação do ministro da Justiça aparecem como providências para esclarecer as circunstâncias, e não como retaliação. O eixo é a cobrança de que ocupante nenhum de cargo público, inclusive no Supremo, escape de investigação.
O que ainda não se sabe é considerável. O teor integral dos relatórios de inteligência não foi divulgado, e nenhuma das coberturas apresenta a base legal invocada para afastar dirigentes da Polícia Federal por decisão de um único ministro. Também não há manifestação pública de Alexandre de Moraes sobre as mensagens atribuídas a ele, nem posição da Procuradoria-Geral da República sobre o mérito das apurações. Não está definido prazo para a resposta do ministro da Justiça, e segue em aberto se o conflito entre o Supremo, a Polícia Federal e o governo terá desfecho institucional antes do calendário eleitoral avançar.
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima

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