Flávio Bolsonaro amplia ofensiva contra Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre
10 veículos de centro · 4 veículos de direita
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A crise interna do Supremo Tribunal Federal, aberta pela divulgação de mensagens entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes, virou o eixo da campanha de Flávio Bolsonaro na primeira semana de setembro de 2026. O candidato do Partido Liberal cobrou a abertura de processo de impeachment contra Moraes, acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de proteger o ministro por amizade e pressionou publicamente a ministra Cármen Lúcia por um voto favorável à investigação. Alcolumbre reagiu lembrando que foram pedidos R$ 130 milhões a Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. O plenário do tribunal deve analisar as condutas de Moraes e de André Mendonça, sem data definida.
Para os veículos de direita, o caso expõe um ministro do Supremo Tribunal Federal em conversas com um banqueiro investigado e um Senado que se recusa a exercer o controle previsto na Constituição. Alexandre de Moraes aparece em mensagens com Daniel Vorcaro às vésperas da prisão do empresário, e ainda assim os pedidos de impeachment continuam parados na Mesa do Senado.
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A cobertura de centro e a de direita convergem nos fatos centrais: André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal com mensagens de Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes; Moraes pediu investigação contra Mendonça; Davi Alcolumbre não pautou os pedidos de impeachment; e Flávio Bolsonaro negociou com o ex-dono do Banco Master o financiamento do filme Dark Horse.
A crise aberta no Supremo Tribunal Federal pelas mensagens entre o ex-dono do Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes virou o eixo da campanha presidencial. Flávio Bolsonaro cobra impeachment, acusa o presidente do Senado de proteger o ministro e pressiona Cármen Lúcia por um voto favorável à investigação, enquanto o plenário ainda não tem data para julgar.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, colocou a crise interna do Supremo Tribunal Federal no centro da sua campanha na primeira semana de setembro de 2026. Em poucos dias, ele cobrou a abertura de processo de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, acusou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de proteger o magistrado por amizade, pressionou publicamente a ministra Cármen Lúcia por um voto favorável à investigação e levou o tema ao ato de 7 de Setembro na avenida Paulista, em São Paulo.
O estopim foi a retirada do sigilo, pelo ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal com mensagens trocadas entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e Moraes, incluindo uma em que o empresário pergunta se deveria deixar o país às vésperas de ser preso. Dois dias depois, Moraes pediu ao presidente do tribunal, Edson Fachin, a abertura de investigação contra Mendonça por indícios de crimes na condução dos inquéritos sobre o Banco Master e sobre o Instituto Nacional do Seguro Social. Fachin retirou o pedido do inquérito das fake news e o juntou ao procedimento que apura os indícios contra o próprio Moraes. O plenário deve analisar as condutas dos dois ministros, sem data definida.
A cobertura de centro relatou o episódio pelos bastidores e pelo rito. Alcolumbre, próximo de Moraes, resiste a pautar os pedidos de impeachment e reagiu à pressão em sessão do Senado ao lembrar que foram pedidos R$ 130 milhões a Vorcaro para financiar Dark Horse, filme sobre a trajetória eleitoral de Jair Bolsonaro. Documentos citados nessa cobertura indicam que Flávio negociou com o banqueiro o pagamento de US$ 24 milhões, com repasse efetivo de pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões à época, por meio de um fundo sediado no Texas, e um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras aponta ainda um pagamento adicional de US$ 1,6 milhão. Essa mesma cobertura registra que qualquer denúncia contra ministro do Supremo depende de parecer da advocacia do Senado, de comissão especial com prazo de dez dias e de dois terços dos votos em plenário, e que nenhum pedido do tipo foi aprovado na história do país.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo: o de um ministro flagrado em diálogo com um investigado e de um Senado que se recusa a exercer o controle previsto na Constituição. Nessa leitura, ganham relevo a afirmação do candidato de que existem 54 pedidos de impeachment parados na Mesa, a acusação de que Alcolumbre escolheu proteger um amigo em vez da instituição e a interpretação de que o pedido de Moraes contra Mendonça foi retaliação a quem tornou o caso público. No ato da avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cobrou resposta institucional do tribunal e disse que ninguém está acima da lei, enquanto o deputado Nikolas Ferreira afirmou que o lugar de Moraes é a cadeia e o pastor Silas Malafaia pediu a Fachin o afastamento do ministro.
Nenhum veículo de esquerda aparece no conjunto de fontes desta cobertura. Pela leitura habitual desse campo, sustentada nos mesmos fatos, o ponto crítico seria a pressão sobre um julgamento em curso: um candidato cobrando em transmissão o voto de uma ministra, associando a decisão à biografia dela e afirmando que o resultado dependeria do tamanho da manifestação nas ruas, além da cobrança para que a apuração alcance também os pagamentos ligados ao filme.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há data para o plenário examinar as condutas de Moraes e de Mendonça, nem definição de Fachin sobre levar o tema ao colegiado. Cármen Lúcia não se manifestou publicamente e, segundo relatos, vê erros dos dois ministros. Também segue em aberto se Alcolumbre pautará algum dos pedidos de impeachment, qual o destino final dos recursos negociados para a produção do filme e quais respostas os citados darão às acusações trocadas nesta semana.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.