Rui Costa Pimenta, do PCO, defende voto impresso e questiona urna eletrônica
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

3 fontes políticas
A cobertura à direita tratou o episódio como demonstração de que a exigência de auditabilidade do voto não é bandeira exclusiva de um campo político: quem levantou a dúvida foi um candidato de sigla comunista de orientação trotskista. O argumento central destacado é institucional e de transparência: se as etapas essenciais da votação e da apuração não podem ser verificadas pelo cidadão comum, sem conhecimento técnico especializado, o mecanismo perde legitimidade, exatamente o fundamento da decisão do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha de 3 de março de 2009. Rui Costa Pimenta sustentou que qualquer aparelho eletrônico é penetrável e defendeu o retorno à cédula de papel depositada em urna. Ao mesmo tempo, o texto informa que cerca de 124 mil urnas eletrônicas serão preparadas para 2026 e que o candidato tem 0,3% das intenções de voto, num cenário liderado por Lula, com 38,7%, e Flávio Bolsonaro, com 33,6%.
Rui Costa Pimenta, candidato à Presidência da República pelo Partido da Causa Operária (PCO), afirmou em entrevista concedida em 1º de setembro de 2026 que não confia nas urnas eletrônicas e defendeu a adoção do voto impresso e auditável.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: falácia identificada.
As coberturas de centro e de direita registram os mesmos fatos: o candidato do PCO disse não confiar nas urnas eletrônicas, defendeu o voto impresso e auditável, sustentou que todo aparelho eletrônico é vulnerável e citou a decisão do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha de 3 de março de 2009 como precedente. Nenhuma das duas apresenta prova de fraude.
Rui Costa Pimenta, candidato do PCO à Presidência, disse em entrevista que não confia nas urnas eletrônicas e defendeu o voto impresso, citando uma decisão do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha. Ele ressalvou que não acusa ninguém de fraude. A cobertura de centro registrou essa ressalva; veículos de direita a omitiram e destacaram o rótulo comunista do candidato. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso até agora.
O candidato à Presidência da República Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), afirmou que não confia nas urnas eletrônicas brasileiras e defendeu a adoção do voto impresso e auditável. A declaração foi dada em entrevista concedida na terça-feira, 1º de setembro de 2026, e repercutiu na cobertura política dos dias seguintes.
Segundo o candidato, a objeção é técnica e antiga. Ele disse nunca ter sido favorável ao modelo eletrônico e sustentou que, conhecendo o mundo da eletrônica, todo aparelho é facilmente penetrável. Questionado sobre o motivo de disputar a eleição mesmo sem confiar nos equipamentos, respondeu que é a eleição que existe e que não é ele quem faz as regras. Perguntado diretamente se confia no sistema eleitoral brasileiro, disse que não. Pimenta defendeu o retorno ao modelo tradicional, com cédulas de papel depositadas em urna.
Os dois lados da cobertura convergem no núcleo factual e na fonte usada pelo candidato para embasar a crítica: a decisão de 3 de março de 2009 do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha, que considerou inconstitucional o uso de equipamentos eletrônicos sem comprovante físico. O fundamento citado é o de que as etapas essenciais da votação e da apuração precisam poder ser verificadas pelo cidadão comum, sem conhecimento técnico especializado.
A cobertura de centro relatou a entrevista na íntegra e acrescentou duas informações que mudam o peso do argumento. A primeira é a ressalva do próprio entrevistado, que afirmou não estar acusando ninguém de fazer nada e limitou a crítica à possibilidade abstrata de interferência. A segunda é um contraponto factual: a afirmação de que nenhum país europeu adota votação eletrônica não se sustenta, porque a Estônia oferece voto remoto pela internet a todos os eleitores desde 2005, com identidade digital criptografada, enquanto Suíça e França permitem a modalidade a cidadãos que vivem no exterior.
Veículos de direita enfatizaram o rótulo ideológico do candidato, descrito como comunista e integrante de sigla de orientação trotskista, e mantiveram essa marcação ao longo do texto. Deixaram de fora a ressalva de que ele não acusa ninguém de fraude, o que endurece o tom da alegação, mas acrescentaram contexto próprio: um levantamento do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral segundo o qual ao menos 34 países usam ou já usaram algum sistema eletrônico de votação, a informação de que cerca de 124 mil urnas eletrônicas serão preparadas para o pleito de 2026 e o desempenho do candidato nas pesquisas. No levantamento da Futura Inteligência divulgado em 3 de setembro de 2026, com 2 mil entrevistados em mais de 670 cidades e margem de erro de 2,2 pontos percentuais, Pimenta aparece com 0,3%, num cenário liderado por Lula, com 38,7%, e Flávio Bolsonaro, com 33,6%.
Nenhum veículo de esquerda registrou o episódio no conjunto de fontes reunido até o momento, e essa ausência é parte do quadro: a defesa do voto impresso, tema que costuma mobilizar o campo conservador, partiu de um candidato de extrema-esquerda e não recebeu resposta de veículos daquele lado do espectro.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das reportagens apresenta prova de vulnerabilidade concreta das urnas brasileiras, e o próprio candidato afirma não ter acusação a fazer. Nenhuma cobertura ouviu a Justiça Eleitoral ou especialistas em segurança de sistemas para responder à alegação, e não há informação sobre os mecanismos de auditoria e os testes públicos já aplicados ao equipamento. Também não está claro se a posição vira proposta formal de campanha, com projeto ou pedido apresentado a alguma instância, ou se permanece como declaração de entrevista.
Veterinário Wilson Grassi (Democrata) também propõe programa de botox para mulheres de baixa renda

Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária, afirma que urnas eletrônicas são vulneráveis e defende o voto tradicional

Rui Costa Pimenta afirma que equipamentos são vulneráveis
