
Rui Costa Pimenta, do PCO, diz não confiar nas urnas e defende voto impresso
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O candidato à Presidência Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), declarou em entrevista de 1º de setembro de 2026 que não confia nas urnas eletrônicas e defendeu a adoção do voto impresso e auditável. Ele afirmou não estar acusando ninguém de fraude e sustentou que qualquer aparelho eletrônico é vulnerável. Para embasar a posição, citou decisão do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha de 3 de março de 2009, que declarou inconstitucional o uso de urnas sem comprovante físico. A afirmação de que nenhum país europeu adota votação eletrônica é contestada por casos como Suíça, França e Estônia.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O candidato à Presidência Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), declarou em entrevista de 1º de setembro de 2026 que não confia nas urnas eletrônicas e defendeu a adoção do voto impresso e auditável.
Direita
A defesa do voto impresso e auditável ganha um reforço inesperado: parte de um candidato à Presidência de legenda comunista, de orientação trotskista, e não do campo conservador que carrega a bandeira desde 2021.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
O texto reproduz as declarações do candidato entre aspas e, em seguida, checa a afirmação de que nenhum país europeu usaria votação eletrônica, listando Suíça, França e Estônia. Essa checagem no corpo é marca de cobertura factual, não de enquadramento ideológico. O rótulo de extrema-esquerda e trotskista aparece como descrição partidária corrente, sem carga valorativa adicional.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O título abre pelo rótulo ideológico e o corpo reforça a filiação trotskista logo na legenda da foto, movimento típico de enquadramento adversarial à esquerda. Ao mesmo tempo, a matéria trata a defesa do voto impresso como argumento legítimo e omite a checagem sobre os países europeus que o texto de origem trazia, reforçando a pauta da auditabilidade cara ao campo conservador brasileiro.
Perspectivas omitidas
Rui Costa Pimenta, candidato do Partido da Causa Operária à Presidência, afirmou em entrevista de 1º de setembro de 2026 que não confia nas urnas eletrônicas e defendeu a volta da cédula de papel. Ele diz não acusar ninguém de fraude e cita decisão de 2009 do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha. A cobertura de centro contestou parte do argumento sobre a Europa.
O candidato à Presidência da República Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), afirmou que não confia nas urnas eletrônicas brasileiras e defendeu a adoção do voto impresso e auditável. A declaração foi dada em entrevista concedida na terça-feira, 1º de setembro de 2026, e repercutiu na cobertura política dos dias seguintes. Perguntado diretamente se confia no sistema eleitoral do país, respondeu que não confia. Ao justificar a posição, disse que, conhecendo o mundo da eletrônica, sabe que tudo isso é facilmente penetrável.
O candidato separou a desconfiança de uma acusação. Segundo ele, não há acusação contra ninguém de ter feito qualquer coisa: o argumento é que a urna eletrônica abre a possibilidade de que alguém faça algo, por ser um aparelho eletrônico e, como tal, vulnerável. Questionado sobre o motivo de disputar a eleição sem confiar nos equipamentos, respondeu que é a eleição que existe e que não é ele quem faz as regras. Para sustentar a defesa da cédula de papel, citou decisão do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha, de 3 de março de 2009, que declarou inconstitucional o uso de urnas eletrônicas sem comprovante físico. O fundamento apresentado pela corte alemã foi o de que as etapas essenciais da votação e da apuração precisam poder ser verificadas pelo cidadão comum, sem necessidade de conhecimento técnico especializado.
A cobertura de centro reproduziu as falas na íntegra e acrescentou um contraponto factual à afirmação de que nenhum país europeu adotaria o método eletrônico. A Suíça permite o voto pela internet de forma pontual, sobretudo para cidadãos residentes no exterior. A França autoriza a votação pela internet para quem vive fora do país em eleições legislativas e consulares. Na Estônia, o voto remoto pela internet está disponível para todos os eleitores desde 2005, com cartões de identidade digitais criptografados e telefones celulares. Veículos de direita reproduziram a defesa do voto impresso sem esse contraponto, deram destaque ao rótulo ideológico do candidato, descrito como comunista e filiado a uma sigla de orientação trotskista, e agregaram dados de contexto: cerca de 124 mil urnas eletrônicas serão preparadas para o pleito de 2026 e, segundo levantamento do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral, ao menos 34 países usam ou já usaram algum tipo de sistema eletrônico de votação. Veículos de esquerda não publicaram sobre a entrevista até o momento, o que deixa a pauta sem o enquadramento que esse campo costuma dar ao tema, o de que a desconfiança sem prova apresentada corrói a legitimidade do processo eleitoral.
Os dois lados que cobriram o caso convergem no essencial dos fatos: o candidato declarou não confiar nas urnas, defendeu o retorno da cédula de papel depositada em urna tradicional e apoiou-se no precedente alemão de 2009. Também convergem ao registrar que ele segue na disputa mesmo com a desconfiança declarada. A divergência aparece no tratamento das afirmações. A cobertura de centro contrastou a alegação sobre a Europa com casos concretos que a contradizem. A cobertura de direita manteve o foco na tese da auditabilidade e no contraste ideológico de ver a bandeira do voto impresso defendida por um candidato de extrema esquerda, e acrescentou o desempenho dele nas pesquisas: 0,3% das intenções de voto no levantamento da Futura Inteligência divulgado em 3 de setembro de 2026, registrado no Tribunal Superior Eleitoral, no qual Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 38,7% e o senador Flávio Bolsonaro com 33,6%.
O que ainda não se sabe é o principal. Nenhuma das matérias apresenta prova de vulnerabilidade das urnas brasileiras, e o próprio candidato afirma não ter acusação a fazer. Não há resposta do Tribunal Superior Eleitoral sobre as declarações, nem descrição das auditorias e dos testes públicos de segurança previstos para o ciclo de 2026. Também não está esclarecido se o candidato pretende transformar a crítica em pedido formal à Justiça Eleitoral ou em proposta de campanha, nem como o modelo de cédula de papel seria operado em um eleitorado de dezenas de milhões de pessoas.
As duas coberturas registram os mesmos fatos: o candidato do PCO afirmou não confiar nas urnas eletrônicas, defendeu o voto impresso e auditável, disse não estar acusando ninguém de fraude e apoiou-se na decisão do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha de 3 de março de 2009 sobre urnas sem comprovante físico.

Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária, afirma que urnas eletrônicas são vulneráveis e defende o voto tradicional

Rui Costa Pimenta afirma que equipamentos são vulneráveis
Falácias identificadas
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