Duda Salabert é agredida ao fiscalizar mineração ilegal na divisa de BH e Nova Lima
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

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Para a cobertura à esquerda, o ataque a Duda Salabert e a Felipe Gomes não é crime comum: é a resposta violenta de uma cadeia de exploração ilegal de minério que opera a poucos quilômetros do centro de Belo Horizonte, sob os olhos do poder público. A parlamentar, que denuncia o roubo de minério há anos, foi agredida justamente por fiscalizar, e o episódio expõe o custo pessoal de quem defende montanhas, água e comunidades diante de um negócio que movimenta muito dinheiro e conta com a impunidade. Garantir a segurança de quem exerce mandato e fiscaliza crime ambiental é tratado como condição da própria democracia.
A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) e o assessor Felipe Gomes foram cercados e agredidos por três homens na noite de 3 de setembro de 2026, ao verificarem uma denúncia de extração ilegal de minério de ferro em área da União na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima, perto do BH Shopping.
Pela leitura à direita, o episódio é antes de tudo um caso de falência da segurança pública e de ausência do Estado: uma retroescavadeira operava de madrugada em propriedade da União, com portão aberto, homens fazendo vigilância e estrutura montada, e ninguém foi preso.
5 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados relatam o mesmo núcleo: a deputada Duda Salabert e o assessor Felipe Gomes foram cercados e agredidos ao verificar uma denúncia de extração ilegal de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima, ela sofreu luxação no ombro direito e escoriações, ninguém foi preso e o caso segue para investigação da Polícia Civil e da Polícia Federal.
A deputada federal Duda Salabert e o assessor Felipe Gomes foram cercados por três homens ao verificar uma denúncia de extração ilegal de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima. Ela teve luxação no ombro e escoriações, ninguém foi preso e o caso chegou à Polícia Civil. Esquerda, centro e direita contaram o episódio com ênfases diferentes, e parte dos fatos segue sem apuração.
A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) e o assessor Felipe Gomes foram cercados e agredidos por três homens na noite de quinta-feira, 3 de setembro de 2026, quando foram verificar uma denúncia de extração ilegal de minério de ferro na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima, nas proximidades do BH Shopping. Segundo o relato dos dois, o portão da área estava aberto e uma retroescavadeira retirava minério quando eles se aproximaram para registrar imagens e acionar a polícia. Depois de cerca de cem metros, dois homens surgiram atrás deles, e um terceiro fechou a passagem. A parlamentar contou que caiu ao tentar correr e ouviu um dos agressores dizer ao outro para pegar o cano, o ferro, momento em que acreditou que morreria. Ela entregou o celular, mas ouviu que a situação seria resolvida lá dentro.
Os dois passaram a receber socos e chutes e conseguiram escapar. Felipe Gomes, engenheiro ambiental, foi espancado e correu; Duda Salabert saltou de um barranco para alcançar a rodovia MGC-356 e gritou por socorro quando passou um carro, que parou e acendeu o pisca-alerta. A deputada foi levada ao Hospital Mater Dei com suspeita de fratura, confirmada depois como luxação no ombro direito, além de escoriações, e recebeu alta no mesmo dia com o braço imobilizado. A Polícia Militar chegou cerca de dez minutos após a fuga, encontrou os celulares levados, um deles destruído, e localizou no local radiocomunicadores, um galão de óleo diesel, garrafas de água, um veículo e um ponto elevado com cadeira usado para vigiar a movimentação. Ninguém foi preso. O boletim inicial registrou lesão corporal, enquanto a parlamentar classificou o episódio como tentativa de homicídio. Na tarde de sexta-feira, 4, ela prestou depoimento na Polícia Civil de Minas Gerais, e o caso deve ser apurado também pela Polícia Federal, porque a extração ocorria em propriedade da União.
Esses fatos aparecem em todas as coberturas. A diferença está no que cada lado escolhe iluminar. Veículos de esquerda trataram o ataque como consequência direta de uma cadeia de exploração ilegal que opera com estrutura, vigilância e dinheiro, e deram destaque à acusação da deputada de que a chamada máfia da mineração corrompe agentes públicos e age com certeza da impunidade. Nessa leitura, a agressão é intimidação contra quem denuncia, e a proteção de parlamentares em atividade de fiscalização vira questão democrática, tese reforçada pela nota do diretório estadual do PSOL, que cobrou investigação rigorosa e transparente.
A cobertura de centro concentrou-se na reconstituição minuciosa e na cadeia econômica por trás do minério. Foi ali que apareceram os números atribuídos ao assessor: cada caminhão carregaria de 20 mil a 25 mil reais em minério, com pagamento de cerca de 2 mil reais ao motorista por viagem, e a carga seguiria para guseiros em Sete Lagoas. Essa cobertura também situou a área como a mesma região do roubo de minério apurado na Operação Rejeito e registrou o desdobramento processual, do depoimento na Polícia Civil ao provável envolvimento da Polícia Federal. Veículos de direita mantiveram tom factual e cauteloso, atribuindo cada trecho ao relato dos envolvidos, exibindo o vídeo em que os dois acionam a polícia e mencionando a solidariedade de um candidato ao governo de Minas Gerais. Foram também os que consignaram que a Polícia Civil foi procurada e não respondeu até a publicação, e os que sublinharam a condição eleitoral dos dois agredidos, candidata à reeleição e candidato a deputado estadual.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há identificação dos agressores, nem prisões, nem definição sobre a tipificação final do caso, se lesão corporal ou tentativa de homicídio. Também não se sabe quem explora aquele ponto de extração, quem compra o minério retirado dali e por que uma área descrita como reincidente segue operando sem interdição. As polícias não apresentaram versão própria dos fatos até a última cobertura disponível, e não há confirmação oficial de que algum dos homens estivesse de fato armado.
Parlamentar sofreu escoriações e uma luxação no ombro direito

Deputada afirma que foi rendida por homens durante apuração de denúncia de extração ilegal de minério na Grande BH.

A deputada sofreu deslocamento no ombro e outros ferimentos e precisou ser hospitalizada

Deputada Duda Salabert (PSOL-MG) sofre tentativa de homicídio ao fiscalizar extração ilegal de minério na Grande BH

Deputada federal e candidata à reeleição pelo PSOL-MG conta que fato aconteceu na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima
