
Deputada Duda Salabert é atacada ao fiscalizar mineração ilegal na Grande BH
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Descubra seu lugar no espectro político brasileiro
Fazer o testeGrátis. Cerca de 5 minutos. Seu resultado fica salvo.
A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) relatou ter sido atacada na noite de 3 de setembro, ao fiscalizar uma denúncia de extração ilegal de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima, nas proximidades do BH Shopping. Ela estava com Felipe Gomes, assessor e candidato a deputado estadual pelo PSOL. Segundo o relato, três homens os renderam e tentaram levá-los para dentro da área de mineração; os dois reagiram e fugiram. Gomes foi agredido a socos e chutes e a deputada sofreu deslocamento no ombro direito, foi atendida no Hospital Mater Dei e teve alta. A Polícia Militar registrou o caso inicialmente como lesão corporal e localizou no local uma estrutura com radiocomunicadores, combustível e ponto de vigia. A Polícia Civil de Minas Gerais não se pronunciou até a publicação das reportagens.
Esquerda
Veículos de esquerda leram o episódio como violência política contra quem fiscaliza a destruição ambiental. Uma parlamentar eleita foi cercada, ameaçada de morte e agredida por exercer o mandato a cinco quilômetros do centro de Belo Horizonte, e seu assessor, Felipe Gomes, foi espancado com socos e chutes na cabeça.
Centro
A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) relatou ter sido atacada na noite de 3 de setembro, ao fiscalizar uma denúncia de extração ilegal de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima, nas proximidades do BH Shopping.
Direita
A cobertura à direita tratou o caso com atribuição estrita: o que existe até agora é o relato de Duda Salabert e de sua assessoria, apresentado em coletiva de imprensa, sem manifestação da Polícia Civil de Minas Gerais e sem tipificação oficial de tentativa de homicídio, já que o registro policial inicial foi de lesão corporal.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Adota integralmente o enquadramento da parlamentar: descreve a agressão em detalhe sensorial ('pega o cano, pega o ferro', cabelo puxado, socos e chutes na cabeça) e trata a exploração ilegal como crime estrutural que exige mobilização do Ministério Público. A ênfase em vulnerabilidade da vítima, em fiscalização ambiental e em responsabilização estatal é típica do enquadramento de esquerda, ainda que os fatos relatados sejam consistentes com as demais coberturas.
Perspectivas omitidas
O texto abandona a atribuição em pontos centrais: afirma no próprio corpo que o episódio 'escancara a gravidade da atuação criminosa em torno da mineração na região' e apresenta a tentativa de homicídio como fato consumado no lead. A denúncia de corrupção de agentes públicos é reproduzida em bloco de citação sem contraponto, o que reforça o enquadramento de esquerda sobre poder econômico e impunidade.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto de agência parlamentar: atribui todas as afirmações à deputada e à sua equipe ('segundo a equipe da parlamentar', 'ainda de acordo com o relato'), reproduz a citação sobre a 'máfia da mineração' entre aspas sem endossá-la e encerra com o encaminhamento às autoridades. Vocabulário sem carga valorativa própria, o que caracteriza cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Reportagem factual e rica em detalhe, mas com hedge atributivo sistemático ('afirmou ter sido alvo', 'segundo o relato', 'teria respondido', 'onde ocorreria a mineração') que mantém distância do enquadramento de tentativa de homicídio. Situa o episódio no contexto eleitoral logo no lead, ao qualificar a parlamentar como candidata à reeleição e o assessor como candidato a deputado estadual, e registra a ausência de resposta da Polícia Civil. Esse ceticismo institucional combinado ao recorte eleitoral inclina o texto à direita.
A deputada federal Duda Salabert e o assessor Felipe Gomes foram cercados e agredidos por três homens ao fiscalizar uma denúncia de extração ilegal de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima. Ela foi hospitalizada com deslocamento no ombro. A cobertura diverge sobre chamar o episódio de tentativa de homicídio ou de crime ainda sem tipificação oficial.
A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) afirmou ter sido alvo de uma tentativa de homicídio na noite de quinta-feira, 3 de setembro, enquanto fiscalizava uma denúncia de extração ilegal de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima, em Minas Gerais, nas proximidades do BH Shopping. Ela estava acompanhada de Felipe Gomes, seu assessor e candidato a deputado estadual pelo PSOL. Os dois foram atendidos após conseguirem fugir, e a parlamentar deixou o Hospital Mater Dei no dia seguinte, quando detalhou o episódio em coletiva de imprensa.
O relato é convergente nas quatro coberturas do caso. Duda Salabert e Felipe Gomes chegaram ao local para registrar com celulares a movimentação de máquinas e acionar as autoridades, e foram surpreendidos por três homens, um deles supostamente armado. Segundo a deputada, os agressores tentaram levá-los para dentro da área de mineração, e ela entregou o celular acreditando tratar-se de um roubo, ao que um dos homens respondeu que a situação seria resolvida lá dentro. Houve socos e chutes. A parlamentar disse ter caído durante a fuga e ouvido a ordem de pegar o cano, o ferro. Felipe Gomes foi espancado, e ela saltou de um barranco para alcançar a avenida e pedir socorro. Sofreu deslocamento no ombro direito e outros ferimentos, foi atendida e recebeu alta. A Polícia Militar, acionada em seguida, encontrou os celulares dos dois destruídos e localizou no terreno uma estrutura com radiocomunicadores, combustível e um ponto elevado com cadeira, usado para vigiar a movimentação.
A divergência começa no significado atribuído ao ataque. Veículos de esquerda trataram o episódio como violência política contra o exercício do mandato e contra a fiscalização ambiental, dando peso à denúncia da parlamentar sobre uma rede que, nas palavras dela, movimenta muito dinheiro, corrompe agentes públicos e age com a certeza da impunidade. Essa cobertura destacou que os agressores perguntaram por que ela insistia em fazer aquilo, o que indicaria conhecimento prévio de sua identidade e de seu histórico de denúncias, e apontou o registro policial inicial de lesão corporal como subdimensionamento da gravidade do caso.
A cobertura de centro manteve-se na cronologia e na atribuição: descreveu a abordagem, a fuga, o atendimento hospitalar e o encaminhamento do caso a autoridades estaduais e federais, reproduzindo entre aspas a acusação sobre a chamada máfia da mineração sem incorporá-la ao texto. Já veículos de direita enfatizaram o que ainda não está confirmado institucionalmente, sublinhando que a versão disponível é a da parlamentar e de sua assessoria, que a Polícia Civil de Minas Gerais não respondeu aos pedidos de manifestação e que o episódio ocorre em plena campanha eleitoral, com a deputada disputando a reeleição e o assessor concorrendo a uma vaga na Assembleia. Essa cobertura também registrou a solidariedade do candidato ao governo mineiro Patrus Ananias (PT) e a cobrança por apuração rápida.
O que ainda não se sabe é quem são os três homens, se agiam por conta própria ou a mando de alguém, e qual empresa ou grupo explora o minério retirado da área. Não há informação sobre a tipificação final que a Polícia Civil dará ao caso, nem sobre a abertura de inquérito específico ou o eventual envolvimento de órgãos federais e do Ministério Público. Também segue sem resposta pública se havia licença ambiental na área e por quanto tempo a extração operou sem interrupção a poucos quilômetros do centro da capital mineira.
Todos os lados relatam os mesmos fatos básicos: a deputada Duda Salabert e o assessor Felipe Gomes foram cercados por três homens durante fiscalização de extração ilegal de minério na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima, sofreram agressões, conseguiram fugir e ela foi hospitalizada com deslocamento no ombro. Há convergência também sobre a existência de extração irregular na área e sobre a necessidade de investigação pelas autoridades.

Deputada afirma que foi rendida por homens durante apuração de denúncia de extração ilegal de minério na Grande BH.

A deputada sofreu deslocamento no ombro e outros ferimentos e precisou ser hospitalizada

Deputada Duda Salabert (PSOL-MG) sofre tentativa de homicídio ao fiscalizar extração ilegal de minério na Grande BH

Deputada federal e candidata à reeleição pelo PSOL-MG conta que fato aconteceu na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima
Perspectivas omitidas
Leia em seguida




