Rogério Marinho busca Gilmar Mendes e diz que STF não é adversário
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O senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, reuniu-se com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, no gabinete do magistrado em Brasília, na quarta-feira, 2 de setembro. O encontro foi confirmado pelo senador e pelo gabinete do ministro e ocorreu no dia seguinte à retirada do sigilo, pelo ministro André Mendonça, de um relatório da Polícia Federal com 51 mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Marinho afirmou ter ido dizer que a campanha e um eventual novo governo têm interesse em manter o diálogo institucional com a Corte, e que o Supremo não é adversário, ainda que ministros específicos possam ser cobrados.
A cobertura pelo prisma da direita trata o encontro como sinalização de boa vontade institucional em meio ao que descreve como um escândalo sem precedentes no Supremo Tribunal Federal. O foco é o relatório da Polícia Federal com 51 mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo consultas sobre deixar o país às vésperas da determinação de prisão, e a informação de que Gilmar Mendes teria orientado o governo a reagir a decisões de André Mendonça, relator dos casos do Banco Master e do INSS.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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Toda a cobertura confirma o mesmo núcleo factual: Rogério Marinho esteve com Gilmar Mendes no gabinete do ministro em 2 de setembro, o encontro foi confirmado pelas duas partes, e o senador declarou que a campanha de Flávio Bolsonaro quer preservar o diálogo institucional com o Supremo Tribunal Federal. Também há convergência de que a reunião ocorreu logo após a divulgação das mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro e que o grupo mantém a cobrança pública sobre Moraes.
O senador Rogério Marinho esteve com o ministro Gilmar Mendes em Brasília um dia depois de vir a público um relatório da Polícia Federal com mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele diz ter ido garantir o diálogo institucional, enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro prepara ato com o mote 'Fora Moraes'.
O senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, reuniu-se com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, no gabinete do magistrado em Brasília, na quarta-feira, 2 de setembro. O encontro foi confirmado pelo próprio senador e pelo gabinete do ministro, decano da Corte. Segundo Marinho, o objetivo foi assegurar que a campanha e um eventual novo governo pretendem preservar o diálogo institucional, o respeito entre os Poderes e a normalidade democrática. Em sua formulação, o tribunal não é adversário, embora a campanha se reserve o direito de cobrar ministros específicos.
A reunião ocorreu no dia seguinte a um episódio que abalou o Supremo. O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que compilou 51 mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A divulgação abriu uma crise interna sem precedentes recentes na Corte e passou a orientar o discurso da campanha bolsonarista, que já vinha apostando em pedidos de impeachment e na palavra de ordem 'Fora Moraes'.
A cobertura de centro relatou o encontro como um gesto de contenção: registra as confirmações das duas partes, a versão de Marinho de que a audiência já estava previamente marcada por se tratar do decano, e as falas em que o senador diz querer manter as portas abertas com um dos três Poderes da República. Essa cobertura também aproxima o episódio da disputa eleitoral, ao registrar que a campanha de Flávio Bolsonaro busca associar Moraes ao presidente Lula, tratados como 'duas faces da mesma moeda' na avaliação do senador, enquanto a campanha do presidente pretende construir a narrativa de experiência diante de crises.
Veículos de direita enfatizaram o pano de fundo do escândalo. Nessa cobertura, o encontro aparece como sinalização de boa vontade em relação à instituição em meio à revelação das mensagens, nas quais Vorcaro pedia orientações inclusive sobre deixar o país às vésperas da determinação de sua prisão. O mesmo enquadramento acrescenta que Gilmar Mendes teria se reunido com Lula na terça-feira, 1º, e defendido que o governo reagisse a determinações de André Mendonça consideradas excessivas, incluindo apurações que alcançam o filho do presidente. A crítica também é dirigida ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal. Nessa leitura, a cobrança sobre Moraes é escrutínio legítimo, e o senador reforçou, em nota, que o Inquérito 4.781, aberto há sete anos, teria se tornado instrumento de poder pessoal, sobretudo depois que Moraes pediu a investigação de Mendonça.
Não há, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre este encontro no conjunto de matérias reunidas. O contraponto que se pode extrair dos fatos já publicados é a distância entre a garantia de diálogo institucional feita em gabinete e a mobilização pública contra um ministro em exercício: o mesmo grupo que procura o decano convoca ato para 7 de setembro na Avenida Paulista, com os motes 'Fora Lula' e 'Fora Moraes', e aliados admitem prever ganhos eleitorais com os pedidos de impeachment. O ato anterior da campanha, iniciado em 16 de agosto em Copacabana, reuniu cerca de 9 mil pessoas segundo levantamento acadêmico citado na cobertura.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das matérias traz manifestação de Alexandre de Moraes sobre as mensagens divulgadas, nem resposta do gabinete de Gilmar Mendes sobre o teor da conversa atribuída ao ministro com o presidente Lula. As versões sobre a natureza do encontro também não foram conciliadas: o senador afirma que a audiência já estava agendada antes da eclosão da crise, enquanto parte da cobertura o apresenta como reação ao episódio. Tampouco há data confirmada para o julgamento em que o plenário do Supremo decidiria sobre a abertura de investigação contra Moraes, mencionado pelo senador como previsto para a semana seguinte, nem qualquer indicação sobre o desfecho dos pedidos de impeachment protocolados no Congresso.
Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, reuniu-se com o ministro Gilmar Mendes para estabelecer um canal institucional com o Supremo.

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