Datafolha e AtlasIntel mostram disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro
1 veículo de esquerda · 29 veículos de centro · 3 veículos de direita

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Quatro institutos divulgaram pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República em 3 e 4 de setembro de 2026. No plano nacional, Datafolha, PoderData e Futura mediram diferenças de 1 a 2 pontos entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no segundo turno, todas dentro da margem de erro. No primeiro turno, os três levantamentos nacionais mantêm Lula à frente por 5 pontos. A AtlasIntel divulgou uma bateria de pesquisas estaduais que mostra o país partido: Lula domina o Nordeste e o Piauí, enquanto Flávio Bolsonaro lidera no Sul, no Centro-Oeste, no Espírito Santo, em São Paulo e no Distrito Federal.
A leitura à esquerda parte do primeiro turno, onde Luiz Inácio Lula da Silva se mantém à frente em todos os levantamentos nacionais, e do peso do Nordeste, região em que as políticas sociais do governo se traduzem em vantagens de 25 a 40 pontos sobre Flávio Bolsonaro.
Na leitura à direita, o dado central é a trajetória: Flávio Bolsonaro, um senador que entrou tarde na corrida, já aparece numericamente à frente de um presidente em exercício e com três mandatos de história em pelo menos um levantamento nacional, e vence em blocos regionais decisivos pelo colégio eleitoral.
33 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Esquerda, centro e direita aceitam que a diferença nacional entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no segundo turno está dentro da margem de erro em todos os levantamentos da rodada, e que o mapa é geograficamente partido: o presidente domina o Nordeste e o Piauí, o senador lidera no Sul, no Centro-Oeste, no Espírito Santo, em São Paulo e no Distrito Federal.
Quatro institutos divulgaram pesquisas para a Presidência em 3 e 4 de setembro de 2026. No plano nacional, Datafolha, PoderData e Futura apontam diferença de 1 a 2 pontos no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, dentro da margem de erro. A AtlasIntel mostra o mapa dividido por estado. Abaixo, a análise compara como a cobertura de esquerda, de centro e de direita interpreta os mesmos números.
Uma rodada concentrada de pesquisas eleitorais divulgada em 3 e 4 de setembro de 2026 recolocou a disputa pela Presidência da República entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, na faixa do empate técnico em âmbito nacional, e ao mesmo tempo expôs um mapa regional profundamente dividido. Quatro institutos publicaram levantamentos no intervalo de pouco mais de 24 horas, todos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
No recorte nacional, o Datafolha ouviu 2.002 eleitores e apurou 38% para Lula e 33% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com 46% a 44% para o presidente em cenário de segundo turno, diferença que cabe na margem de erro de 2 pontos percentuais. O PoderData, em parceria com o instituto Aya, entrevistou 3.000 pessoas em 716 municípios e inverteu numericamente o quadro, com 45% para o senador e 44% para o presidente, dentro de uma margem de 1,8 ponto. A Futura, em parceria com o 100% Cidades, entrevistou 2.000 eleitores por telefone e registrou 45,6% para Lula e 45,2% para Flávio Bolsonaro, com margem de 2,2 pontos. Nos três casos, o resultado é estatisticamente indistinguível.
A divisão aparece com clareza nas pesquisas estaduais da AtlasIntel. No Nordeste e no Piauí, o presidente abre vantagens que não cabem em nenhuma margem: 52,8% contra 24,4% na Bahia no primeiro turno, 51,6% contra 25,7% no Ceará, e 68,3% contra 24,4% no Piauí em cenário de segundo turno. Em Pernambuco, levantamento da Real Time Big Data mostrou 59% a 35% para Lula, com rejeição de 52% ao senador. O quadro se inverte quando o levantamento desce ao Sul, ao Centro-Oeste e a parte do Sudeste: Flávio Bolsonaro tem 50,4% contra 42% no Rio Grande do Sul, 57,1% contra 36,1% no Mato Grosso do Sul, 53,5% contra 36,7% no Espírito Santo, 47,4% contra 42,5% no Distrito Federal e 46,8% contra 43,3% em São Paulo. No Rio de Janeiro, estado do senador, o resultado volta ao empate, com 45,2% a 44,4%.
A cobertura de centro concentrou-se na aritmética e na metodologia, publicando as fichas técnicas completas, os custos dos estudos, os financiadores e os números de registro na Justiça Eleitoral, e insistindo na distinção entre vantagem numérica e vantagem estatística. Veículos de esquerda destacaram que o presidente segue à frente em todos os cenários de primeiro turno medidos nacionalmente e que a oscilação de um ponto entre rodadas cabe na margem de erro, além de enquadrar a eleição como ponto de inflexão para a democracia brasileira. Veículos de direita enfatizaram o movimento contrário: o senador oscilou para cima em relação a agosto enquanto o petista recuou, e o empate técnico foi apresentado como avanço de um candidato que entrou tarde na corrida contra um presidente em exercício.
Há pontos em que as três leituras convergem. Nenhuma delas contesta que a diferença nacional está dentro da margem de erro, que o eleitorado nordestino é decisivo para o presidente e que os estados do Sul e do Centro-Oeste formam hoje o núcleo mais sólido do senador. Também não há divergência sobre a metodologia: todos os levantamentos citados têm registro no Tribunal Superior Eleitoral, margens declaradas entre 1,8 e 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O que ainda não se sabe é considerável. Duas coberturas do mesmo levantamento nacional divergem sobre o período de campo, informando 1º a 2 e 1º a 3 de setembro, sem que nenhuma explique a diferença. A AtlasIntel não divulgou nesta leva uma rodada nacional nova, o que impede comparar diretamente seus resultados estaduais com os números do primeiro turno dos concorrentes, e a única referência nacional do instituto disponível no material é a de 31 de agosto, com 43,4% para Lula e 33,7% para Flávio Bolsonaro. Nenhuma das pesquisas mede o efeito da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal sobre a intenção de voto, embora uma das coberturas aproxime os dois assuntos. E nenhum instituto publicou, no material analisado, dado sobre transferência de votos dos demais candidatos em caso de segundo turno.
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Pesquisa da AtlasIntel ouviu 1.193 pessoas na capital brasileira de 27 de agosto a 1 de setembro. Leia no Poder360.

Foram ouvidas 2.000 pessoas entre os dias 27 de agosto e 1º de setembro; margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Instituto ouviu 3.000 pessoas em 716 municípios entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro; margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos

Levantamento AtlasIntel ouviu 1.194 eleitores do Espírito Santo de 26 a 31 de agosto; margem de erro é de 3 p.p.. Leia no Poder360.

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Datafolha ouviu 2.002 eleitores em todo o território nacional, de 1º a 2 de setembro; margem de erro é de 2 pontos. Leia no Poder360.

Levantamento AtlasIntel ouviu 1.622 eleitores no PI; petista também lidera no 1˚ turno. Leia no Poder360.

Pesquisa ouviu 1.204 eleitores do Mato Grosso do Sul, via recrutamento digital aleatório; no 1º turno, Flávio também lidera. Leia no Poder360.

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Nesta matéria: perspectiva omitida.