TSE lacra sistemas das urnas e congela software para as eleições de 2026
1 veículo de esquerda · 4 veículos de centro · 2 veículos de direita

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O Tribunal Superior Eleitoral concluiu em 4 de setembro de 2026, em Brasília, a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas que serão usados nas urnas eletrônicas das eleições gerais deste ano. O ato foi conduzido pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, com a presença de representantes da Polícia Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público Federal. Depois de assinados, os programas foram lacrados nos formatos digital e físico e guardados na sala-cofre do tribunal. A próxima fase é a geração de mídias, com a inserção dos dados dos candidatos nas urnas.
A cobertura de esquerda leu o ato como reafirmação da capacidade do Estado brasileiro de garantir um processo eleitoral auditável e protegido de interferência. O ponto enfatizado é coletivo e institucional: o procedimento encerra um trabalho de dois anos iniciado após as eleições municipais de 2024, envolveu técnicos de oito entidades fiscalizadoras, entre elas o Senado Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União, e transforma a integridade do voto em responsabilidade compartilhada entre instituições públicas, e não em confiança em um órgão isolado.
A leitura à direita concentra-se no controle e na verificação externa do que o Estado opera. O que importa nessa chave é que a assinatura digital cria um registro objetivo, o hash, contra o qual qualquer pessoa pode conferir depois se o programa executado na urna é exatamente o que foi inspecionado, e que entidades de fora do Tribunal Superior Eleitoral desenvolveram ferramentas próprias de conferência, compiladas e guardadas junto com a cópia física.
7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
A divergência é de ênfase, não de substância. A cobertura de esquerda destaca o caráter institucional e coletivo do controle, com as oito entidades fiscalizadoras e o ciclo de dois anos; a de direita destaca a verificabilidade externa, com hashes publicados e ferramentas próprias de conferência desenvolvidas fora do tribunal. Nenhum lado questiona a validade do procedimento.
Todos os lados relatam os mesmos fatos e nenhum contesta o procedimento: a assinatura digital gera hashes que permitem conferir depois se o programa da urna é o mesmo que foi testado, a lacração impede alteração posterior sem detecção, e as mídias ficam sob custódia do Tribunal Superior Eleitoral antes de seguirem para os Tribunais Regionais Eleitorais.
O Tribunal Superior Eleitoral encerrou a etapa que congela os programas das urnas eletrônicas antes do primeiro turno. A partir da assinatura digital, nenhuma instituição pode alterar o software, e qualquer modificação passa a ser detectável pelos mecanismos de auditoria. Abaixo, o que a cobertura de esquerda, de centro e de direita destacou sobre a cerimônia e sobre as próximas fases.
O Tribunal Superior Eleitoral concluiu na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, em Brasília, a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas que serão usados nas urnas eletrônicas das eleições gerais deste ano. O ato foi conduzido pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e contou com a participação de representantes da Polícia Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público Federal. Depois de assinados, os programas foram lacrados nos formatos digital e físico e armazenados na sala-cofre do tribunal.
A assinatura digital funciona como um selo eletrônico. Ela gera códigos chamados hashes, uma espécie de impressão digital de cada programa, que permitem conferir mais tarde se o sistema instalado na urna é exatamente o mesmo que passou pelos testes e pela fiscalização. A lacração encerra o desenvolvimento do software: a partir dela, qualquer alteração invalida a assinatura e pode ser detectada pelos mecanismos de auditoria. Os resumos digitais foram entregues às entidades presentes e publicados na internet, para verificação posterior.
É nesse ponto que toda a cobertura converge. A cobertura de centro descreveu a etapa como uma das últimas fases da preparação da infraestrutura tecnológica responsável pela votação, pela apuração e pela transmissão dos resultados, e detalhou que a relação dos sistemas submetidos ao procedimento está prevista na Resolução TSE nº 23.673/2021. Entre eles estão os programas que fazem a urna funcionar no dia da eleição, os que registram e transmitem os Boletins de Urna, os de totalização dos resultados, os de segurança e criptografia e as ferramentas de apoio a auditorias.
A cobertura de esquerda deu mais espaço à dimensão institucional do processo. Registrou que o procedimento encerra um trabalho de dois anos, iniciado depois das eleições municipais de 2024, e que os sistemas foram assinados por técnicos de oito entidades fiscalizadoras, entre elas o Senado Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União. Nessa cobertura aparece também a fala do secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, Júlio Valente, de que nenhuma instituição pode mais alterar os sistemas, que ficam congelados, e a afirmação de Nunes Marques de que a Justiça Eleitoral não escolhe vencedores nem tem preferência por candidaturas.
Os veículos de direita reproduziram o mesmo relato factual e puxaram a ênfase para o controle e a verificação externa: a garantia de que não existe programa ou procedimento técnico adotado na eleição fora do alcance dos órgãos de fiscalização e auditoria, e a participação de instituições que desenvolveram ferramentas próprias para conferir as assinaturas digitais, também compiladas, assinadas e incluídas na cópia física guardada na sala-cofre. Não houve, nessa cobertura, contestação do procedimento nem enquadramento de desconfiança sobre a urna eletrônica. A divergência entre os lados, aqui, é de ênfase, não de fato.
A próxima fase é a geração de mídias, quando os dados dos candidatos são inseridos nas urnas. Cópias dos sistemas seguem para os Tribunais Regionais Eleitorais, que preparam os equipamentos a partir desse material oficial. Na véspera da votação, ocorre a verificação dos sistemas usados na totalização e na transmissão dos dados. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o eventual segundo turno para 25 de outubro.
O que ainda não se sabe é o calendário detalhado da geração de mídias e da verificação de véspera. As matérias também não trazem o resultado das inspeções e dos testes públicos de segurança realizados antes da lacração, não listam integralmente as oito entidades fiscalizadoras que assinaram os sistemas e não informam quantas dessas entidades desenvolveram ferramentas próprias de conferência.
Legislação define horários para comícios, proíbe showmícios, brindes e veda propaganda em bens públicos. Leia no Poder360.

Todo o procedimento é acompanhado por entidades fiscalizadoras, que podem verificar a integridade dos sistemas. Leia no Poder360.


Ato foi conduzido pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques

Próxima fase é a geração de mídias, na qual os dados dos candidatos serão inseridos nas urnas. Na véspera do pleito, ocorre a verificação dos sistemas usados na totalização e envio dos dados.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu nesta sexta-feira (4), em Brasília, a assinatura digital e a lacração dos sistemas que serão utilizados nas urnas eletrônicas durante as eleições gerais deste ano. O ato foi conduzido pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, com a participação de representantes da Polícia Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Público Federal. A assinatura digital equivale a um selo eletrônico, que cria uma identificação única para cada sistema e permite conferir depois se o programa usado na urna é o mesmo aprovado pelo tribunal.
No evento, Nunes Marques destacou que a conclusão da etapa reforça os mecanismos de segurança adotados pela Justiça Eleitoral
