
Lula nega aliança com Ciro Gomes no Ceará e reafirma apoio a Elmano de Freitas
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Em entrevista a uma emissora de rádio de Juazeiro do Norte, no Ceará, nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não tem ligação com a candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado e pediu que o eleitorado não vote 'enganado' por material de campanha que associa as duas imagens. Lula reafirmou apoio ao governador Elmano de Freitas, do PT, candidato à reeleição, e disse que seus únicos nomes para o Senado no estado são Cid Gomes e Luizianne Lins. Ciro Gomes, hoje no PSDB e ex-ministro do primeiro governo Lula, compõe aliança com partidos de oposição, entre eles o PL, e sua campanha trabalha para evitar a nacionalização da disputa, tratando segurança pública como tema central.
Esquerda
Veículos de esquerda enquadraram a fala como defesa da clareza eleitoral diante do uso indevido da imagem do presidente. Ao dizer que Ciro Gomes 'está com outra pessoa', Luiz Inácio Lula da Silva teria protegido o eleitor de baixa renda do Ceará contra propaganda descontextualizada, reafirmando que o voto no campo governista passa por Elmano de Freitas, Cid Gomes e Luizianne Lins.
Centro
Em entrevista a uma emissora de rádio de Juazeiro do Norte, no Ceará, nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não tem ligação com a candidatura de Ciro Gomes ao governo do estado e pediu que o eleitorado não vote 'enganado' por material de campanha que associa as duas imagens.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
O texto reproduz longamente as falas do presidente sem contraponto e adota o vocabulário do próprio entrevistado ao tratar a disputa como escolha entre 'dois projetos' e ao chamar de 'verdadeiros aliados' os candidatos do campo governista. A seção sobre 'a construção de novas lideranças nacionais' amplia o espaço para o projeto político da esquerda, com destaque positivo à gestão de Camilo Santana no Ministério da Educação. O enquadramento é favorável ao campo do presidente, sem afirmação factual inventada.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Relato factual: apresenta a declaração, identifica a emissora e a data, descreve a estratégia eleitoral do adversário de atrair eleitores de campos ideológicos distintos e de tratar segurança pública como tema central, e recompõe o histórico do rompimento desde 2018, inclusive a oferta de vice e o resultado eleitoral daquele ano. O vocabulário é descritivo, sem adjetivação valorativa do redator, e as falas duras aparecem atribuídas a quem as disse.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desautorizou o uso de sua imagem em material de campanha de Ciro Gomes, candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, e pediu que o eleitorado não vote enganado. Na mesma entrevista, reafirmou apoio ao governador Elmano de Freitas, que tenta a reeleição, e citou Cid Gomes e Luizianne Lins como seus candidatos ao Senado pelo estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na sexta-feira, 4 de setembro de 2026, que não tem ligação com a candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará e pediu que os eleitores do estado não se deixem levar por peças de propaganda que associam as duas imagens. A declaração foi dada em entrevista a uma emissora de rádio de Juazeiro do Norte, no interior cearense. "Eu já vi material do Ciro comigo, mas o que eu tenho que dizer para o povo é que o Ciro não está comigo. O Ciro está com outra pessoa. Quem está comigo é o Elmano", disse o presidente, referindo-se ao governador Elmano de Freitas, do Partido dos Trabalhadores, candidato à reeleição.
Na mesma entrevista, Lula estendeu a delimitação à disputa pelo Senado. Disse que seus únicos nomes no estado são Cid Gomes e Luizianne Lins e que os demais concorrentes são adversários. Sobre o candidato do PSDB, ex-ministro de seu primeiro governo, o presidente afirmou que ele "foi para o outro lado" e que quem quiser votar nele deve fazê-lo por conta própria, sem acreditar em uma aliança que não existe. Lula sustentou ainda que o país está dividido entre dois projetos e que é preciso ter lado.
Os dois lados que cobriram o episódio convergem no essencial. Houve material de campanha explorando a imagem presidencial, houve desautorização pública e houve reafirmação do apoio ao governador candidato à reeleição. As citações diretas são as mesmas nos dois textos, assim como a identificação da emissora, a data da entrevista e o alinhamento do presidente com os candidatos do próprio campo ao governo e ao Senado.
Veículos de esquerda destacaram o alerta ao eleitorado contra o uso descontextualizado da imagem do presidente e deram espaço ao trecho em que ele fala da formação de novas lideranças nacionais, citando o ex-governador e ex-ministro da Educação Camilo Santana e o ministro Fernando Haddad. Nessa leitura, a fala é menos ataque e mais demarcação de projeto, com valorização da gestão de Elmano de Freitas e da militância de base como método político.
A cobertura de centro relatou os mesmos fatos e acrescentou o contexto eleitoral e o histórico do rompimento. Registrou que a candidatura do PSDB no Ceará reúne siglas de oposição, entre elas o PL, que aliados do candidato adotaram a estratégia de defender voto casado nele e no presidente, e que a campanha trabalha para evitar a nacionalização da disputa, tratando segurança pública como tema principal. Recompôs também a deterioração da relação desde 2018, quando o então candidato recusou a proposta de compor como vice na chapa petista, classificou a oferta de "aberração" e concorreu à Presidência pelo PDT, terminando em terceiro lugar com 12,46% dos votos válidos no primeiro turno. Nessa cobertura aparecem ainda as críticas pessoais feitas pelo presidente em entrevistas de agosto, quando chamou o adversário de "personalista".
Veículos de direita não registraram o episódio no conjunto analisado, o que deixa a disputa sem o contraponto que costuma vir desse campo, em geral centrado na crítica à interferência do Planalto em eleição estadual e na leitura de que o eleitor decide sem tutela partidária.
O que ainda não se sabe é qual foi a resposta da campanha citada, se o material contestado será retirado de circulação e por quais canais ele se espalhou. Também não há informação sobre eventual questionamento na Justiça Eleitoral quanto ao uso da imagem do presidente por candidatura adversária, nem sobre o alcance efetivo dessas peças entre os eleitores cearenses.
Os dois lados que cobriram o caso registram os mesmos fatos: circulou material de campanha associando a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará, o presidente desautorizou publicamente essa associação em entrevista a uma rádio de Juazeiro do Norte e reafirmou apoio exclusivo ao governador Elmano de Freitas, além de indicar Cid Gomes e Luizianne Lins como seus nomes ao Senado.

Em entrevista, presidente Lula advertiu eleitores sobre o uso indevido de sua imagem em peças nas quais aparece com Ciro Gomes

Petista reafirmou apoio ao governador Elmano de Freitas, que tenta reeleição
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