
Associação de delegados da PF rebate Gilmar Mendes sobre saída de gabinetes do STF
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A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal criticou, em nota divulgada em 3 de setembro de 2026, a proposta do ministro Gilmar Mendes de retirar delegados da Polícia Federal dos gabinetes dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O presidente da entidade, Edvandir Paiva, chamou a postura do decano de lamentável e disse que os policiais não podem ser responsabilizados pelos problemas atuais do tribunal. A sugestão foi feita ao presidente da Corte, Edson Fachin, em meio à crise interna ligada às investigações sobre o Banco Master e à tensão entre o ministro André Mendonça e a cúpula da Polícia Federal. O Supremo afirmou que esses profissionais exercem assessoramento e que a atuação nos gabinetes não se confunde com atos de polícia judiciária.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal criticou, em nota divulgada em 3 de setembro de 2026, a proposta do ministro Gilmar Mendes de retirar delegados da Polícia Federal dos gabinetes dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Direita
Pelo prisma da direita, o episódio expõe menos a Polícia Federal e mais o Supremo Tribunal Federal. A crise é interna da Corte, alimentada pelo atrito entre ministros e pelos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master, e a proposta de Gilmar Mendes é vista como tentativa de transferir para os delegados o custo de um problema que nasceu dentro do tribunal.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de reportagem factual: apresenta a crítica da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, reproduz a nota entre aspas, situa a proposta de Gilmar Mendes junto ao presidente Edson Fachin e ainda dá espaço à posição institucional do Supremo Tribunal Federal, que distingue assessoramento de atos de polícia judiciária. Não há vocabulário valorativo do redator nem adesão a um dos lados: o adjetivo 'lamentável' é atribuído à fonte. Enquadramento de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é quase idêntico ao da versão de origem e permanece factual, sem vocabulário carregado do redator. O sinal de enquadramento está na seleção e no título, que troca 'problemas do STF' por 'crise no STF' e destaca a tese de que a Polícia Federal não é responsável por ela, organizando a leitura em torno do desgaste institucional da Corte. É um viés de ênfase, não de conteúdo, por isso a confiança fica em nível médio.
Perspectivas omitidas
A proposta do ministro Gilmar Mendes de retirar delegados da Polícia Federal dos gabinetes do Supremo Tribunal Federal virou disputa pública. A associação da categoria reagiu por nota, o tribunal explicou o papel desses profissionais e o episódio expõe a tensão interna da Corte em meio aos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal divulgou nota nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, para rebater a proposta do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de retirar dos gabinetes da Corte os delegados da Polícia Federal que ali trabalham. O presidente da entidade, Edvandir Paiva, chamou de lamentável a postura do decano e afirmou que os policiais não podem ser responsabilizados pelos problemas enfrentados hoje pelo tribunal. Segundo o texto, os profissionais destacados para os gabinetes estão ali em razão de sua expertise e de seu conhecimento técnico, características próprias da atividade de delegado.
A sugestão foi apresentada por Gilmar Mendes ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin. Ela surge em meio a uma crise interna alimentada por dois vetores descritos na cobertura: os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master e a escalada de tensão entre o ministro André Mendonça e integrantes da cúpula da Polícia Federal. Hoje, delegados federais atuam nos gabinetes de André Mendonça, Alexandre de Moraes e Luiz Fux.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma direta, reproduziu os trechos principais da nota e registrou a manifestação do próprio Supremo Tribunal Federal, segundo a qual esses profissionais exercem atividades de assessoramento e sua experiência pode contribuir em matérias relacionadas às áreas de especialização. A Corte ressalvou que a atuação nos gabinetes não se confunde, por si só, com o exercício das atribuições próprias da Polícia Federal, como a condução de investigações ou a prática de atos de polícia judiciária. Esse ponto aparece nos dois textos analisados, assim como o argumento central da associação: magistrados não são obrigados a dominar todos os ramos que chegam à sua apreciação, e o auxílio especializado já é prestado tradicionalmente por advogados da União, juízes auxiliares e delegados.
Veículos de direita enfatizaram outro recorte do mesmo material. O deslocamento aparece já no título, que fala em crise no Supremo Tribunal Federal e destaca a tese de que a Polícia Federal não é responsável por ela. A leitura se organiza em torno do desgaste institucional do tribunal e da ideia, sugerida pela própria entidade, de que a proposta busca tirar o foco dos problemas da Corte. O conteúdo factual é o mesmo, mas a ênfase muda o sujeito da crise.
Até o momento, veículos de esquerda não trataram do episódio, e o caso é sustentado por cobertura de centro e de direita. Pelo enquadramento habitual desse campo, o ângulo provável seria o inverso do adotado pela direita: preocupação com a proximidade orgânica entre a polícia que investiga e o tribunal que julga essas investigações, e leitura da reação da associação como defesa de espaço institucional da categoria. Nenhum veículo de esquerda, porém, afirmou isso no material disponível, e a hipótese fica registrada como ângulo ausente, não como cobertura existente.
O que ainda não se sabe é substancial. Não há informação sobre se Edson Fachin vai acolher a sugestão, em que prazo ou por qual instrumento. Também não foram divulgados quantos delegados estão lotados em cada gabinete, quais funções exercem no dia a dia e sob qual regime de cessão trabalham. Nenhum dos textos traz resposta do gabinete de Gilmar Mendes aos termos da nota, manifestação da Polícia Federal como instituição ou detalhamento do que exatamente motivou o atrito entre André Mendonça e a cúpula da corporação.
Os dois lados cobertos relatam os mesmos fatos: a proposta de Gilmar Mendes a Edson Fachin, a nota da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal chamando a postura de lamentável, a presença de delegados nos gabinetes de André Mendonça, Alexandre de Moraes e Luiz Fux, e a resposta do Supremo Tribunal Federal de que a atuação ali é de assessoramento e não de polícia judiciária.

Entidade classificou como "lamentável" proposta de retirar delegados de gabinetes e afirmou que medida busca “tirar o foco” de problemas da Corte

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) criticou nesta quinta-feira a proposta do ministro Gilmar Mendes, do Supremo
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