Quaest aponta Lula com 42% e Flávio Bolsonaro com 41% no 2º turno
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Pesquisa do instituto Quaest divulgada em 2 de setembro de 2026 aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, em um eventual segundo turno: 42% a 41%, diferença de um ponto dentro da margem de erro de dois pontos. Em 26 de julho, a distância entre os dois era de oito pontos; em 14 de agosto, de três. É a primeira medição do instituto após o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Nos demais cenários testados, o presidente mantém dianteira sobre todos os adversários.
O levantamento confirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue à frente de todos os adversários testados, inclusive de Flávio Bolsonaro, e que a aproximação no segundo turno resulta menos de crescimento próprio do senador do que da concentração dos votos já posicionados no campo da direita.
A pesquisa mostra o desgaste do favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: uma folga de oito pontos virou empate técnico em dois meses, com Flávio Bolsonaro a um ponto de distância. A leitura predominante é de que o campo da direita ainda está fragmentado no primeiro turno e se consolida naturalmente em um único nome no segundo, enquanto o presidente disputa a reeleição com a vantagem do aparato federal.
40 fontes políticas
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O levantamento do instituto Quaest divulgado em 2 de setembro colocou Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro em empate técnico no segundo turno, com 42% a 41%. Em dois meses, a vantagem do presidente encolheu de oito pontos para um. A leitura sobre o que explica esse movimento, porém, divide a cobertura factual e a análise de risco eleitoral.
O instituto Quaest divulgou em 2 de setembro de 2026 uma pesquisa de intenção de voto que colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, em empate técnico num eventual segundo turno da eleição presidencial. Lula aparece com 42% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, com 41%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, que é de dois pontos para mais ou para menos, e por isso nenhum dos dois pode ser apontado como vencedor a partir desta rodada.
O estudo ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro, tem nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07065/2026. É a primeira medição do instituto depois do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, período em que os candidatos passaram a ter propaganda em bloco e inserções ao longo da programação, além de entrevistas em emissoras de TV consideradas momentos de alta exposição.
O ponto em que toda a cobertura converge é a trajetória do indicador. Em 26 de julho, a vantagem do presidente sobre o senador no segundo turno era de oito pontos percentuais. Em 14 de agosto, havia caído para três. Agora é de um. Há convergência também sobre o fato de que o presidente segue à frente em todos os outros cenários testados: 40% a 34% contra o escritor e psiquiatra Augusto Cury, do Avante; 43% a 36% contra Renan Santos, do Missão; 42% a 37% contra o governador licenciado de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD; e 44% a 33% contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo.
A cobertura de centro relatou os números de forma direta, com ênfase na metodologia e na comparação entre as rodadas do mesmo instituto, e apresentou o início da propaganda eleitoral apenas como marco de calendário, sem afirmar relação de causa com a mudança dos percentuais.
Veículos de direita enfatizaram a leitura política e econômica do resultado. Nessa cobertura, o especialista em marketing político Luiz Flávio Lula Guimarães afirmou que apostaria hoje na reeleição do presidente, mas por margem estreita, e apontou dois fatores capazes de apertar a disputa. O primeiro é a concentração dos votos da direita: eleitores de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos tenderiam a migrar para Flávio Bolsonaro num confronto direto, porque a transferência não exige mudança de posição ideológica. O segundo é o que ele chamou de poder da máquina, a vantagem de quem disputa a reeleição ocupando a Presidência, comparada por ele à ampliação do então Auxílio Brasil por Jair Bolsonaro em 2022, medida que não impediu a derrota por margem estreita. Essa mesma cobertura destacou as dificuldades de aliança do senador do PL, que começou a campanha apenas com o próprio partido, viu a federação formada por União Brasil e PP se afastar e o Republicanos optar pela neutralidade no primeiro turno, enquanto o presidente da Câmara, Hugo Motta, declarou apoio ao petista e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fez gestos de aproximação.
Veículos de esquerda não haviam publicado leitura própria do levantamento até o fechamento desta reportagem, o que deixa a interpretação pública do resultado concentrada no relato factual da cobertura de centro e na análise de risco eleitoral feita pela direita.
O que ainda não se sabe é qual parcela do movimento vem da propaganda eleitoral no rádio e na TV e qual vem da consolidação do voto de direita em torno de um nome só, porque a pesquisa mede resultado e não causa. Também não estão detalhados, no material disponível, os índices de brancos, nulos e indecisos em cada cenário testado, nem a reação das campanhas aos números. Permanece em aberto, ainda, o efeito de uma eventual vitória de Tarcísio de Freitas já no primeiro turno em São Paulo sobre o engajamento dele na campanha presidencial a partir de 4 de outubro, variável levantada na cobertura de direita e não medida por esta rodada.
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Levantamento ouviu 2.004 eleitores em todo o território nacional, de 3 a 6 de setembro; margem de erro é de 2 pontos

Índice de senador do PL e petista empata na margem de erro, de dois pontos percentuais

Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 4 e 7 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

A pesquisa Quaest aponta estabilidade na rejeição de Flávio Bolsonaro e Lula, que lideram o índice entre os nomes avaliados para a eleição presidencial.

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Novo levantamento do instituto foi divulgado nesta segunda-feira

Pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores, entre os dias 4 e 7 de setembro, por meio de entrevista pessoal; margem de erro é de 2 pontos percentuais

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