O Partido Liberal lançou na noite de 22 de junho de 2026, em uma casa de shows de Porto Velho, a pré-candidatura do senador Marcos Rogério ao governo de Rondônia. No mesmo ato, foi anunciado o deputado estadual Rodrigo Camargo, do Podemos, como pré-candidato a vice-governador, fechando a chapa majoritária com o apoio do prefeito da capital, Léo Moraes, também do Podemos. O evento reuniu lideranças conservadoras, apoiadores do bolsonarismo e pré-candidatos ao Senado, entre eles o empresário e pecuarista Bruno Bolsonaro Scheid, vice-presidente estadual do PL, e Fernando Máximo.
A cobertura de centro relatou os detalhes da composição política. Segundo ela, a aliança entre Marcos Rogério e Léo Moraes tem caráter pragmático, já que os dois foram adversários diretos nas eleições de 2022, quando disputaram o governo do estado. A coluna regional registrou que o pré-candidato a governador explicou os motivos da aliança em seu discurso, citou emendas enviadas à capital e apresentou projetos para Porto Velho. Também noticiou que o prefeito de Vilhena, delegado Flori, manteve o apoio a Marcos Rogério mesmo após impasse sobre sua própria pré-candidatura, aceitando a indicação de Rodrigo Camargo para vice.
Veículos de direita enfatizaram a trajetória pessoal e o apelo regional de Bruno Bolsonaro Scheid. Em seus discursos, ele destacou ter crescido no bairro Caladinho, na Zona Sul da capital, onde morou até 1996, e cobrou melhorias estruturais, apontando que muitas famílias ainda dependem de poços e cacimbas pela falta de saneamento básico. Scheid reafirmou a lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro e creditou sua ascensão no campo conservador ao apoio direto do ex-mandatário, sendo apresentado como uma das revelações da disputa ao Senado.
As ênfases da cobertura divergem. Veículos de esquerda leriam o mesmo quadro como a articulação de um campo conservador costurada por alianças de conveniência entre antigos rivais, com o bolsonarismo funcionando como cimento político e propostas concentradas no apelo pessoal e regional, sem detalhamento de políticas públicas para os mais pobres. A cobertura de centro frisou a engenharia das alianças e o histórico de atrito entre os atores, inclusive episódios de confronto em 2022 e 2023. Já a leitura de direita valorizou a competitividade da chapa, a meritocracia da trajetória de Scheid e o compromisso com obras de infraestrutura na periferia.
O que ainda não se sabe: as matérias não trazem a reação do atual governo estadual, do coronel Marcos Rocha, alvo de críticas no evento, nem o posicionamento de eventuais adversários. Também não há pesquisas de intenção de voto citadas, nem o programa de governo detalhado da chapa, que seguem em aberto até a oficialização das candidaturas para as eleições de outubro.