Caetano Veloso chama ato em Copacabana no dia do evento de Flávio Bolsonaro
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O cantor Caetano Veloso convocou um ato musical em defesa da democracia para domingo, 18, às 16h, em Copacabana. No mesmo dia, às 11h, o senador Flávio Bolsonaro faz manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, a uma semana do segundo turno.
A direita destaca o chamado de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes à Paulista como arrancada final da campanha, em clima de festa verde-amarela, após o candidato terminar o primeiro turno à frente.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O cantor Caetano Veloso convocou um ato musical pela democracia no Posto 5 de Copacabana, no domingo, 18, às 16h. No mesmo dia, Flávio Bolsonaro faz manifestação na Avenida Paulista, a uma semana do segundo turno contra Lula, marcado para 25 de outubro.
O cantor Caetano Veloso convocou um ato musical em defesa da democracia para domingo, 18 de outubro, às 16h, no Posto 5 de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A convocação foi divulgada nas redes sociais na terça-feira, 13, e a organização é dos coletivos 342 Artes e Mídia Ninja. As bandeiras são a defesa da democracia, da liberdade de expressão artística e do direito de reunião pacífica.
No mesmo domingo, às 11h, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, fará uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. O chamado foi feito em vídeo, ao lado do governador paulista Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e do prefeito da capital, Ricardo Nunes, do MDB. Flávio batizou o evento de "bloquinho do 22" e o descreveu como "um grande ato, uma grande festa, a arrancada final para a vitória das eleições no segundo turno". Tarcísio falou em "festa do verde-amarelo, da família, da vitória, da esperança do Brasil".
O pano de fundo é o resultado do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Lula, do PT. A diferença foi de 1,87 ponto percentual, cerca de 2,2 milhões de votos. Os dois voltam a disputar a Presidência em 25 de outubro.
A cobertura de centro e a de direita convergem na sequência de atos. Lula reuniu uma multidão na Paulista no domingo, 11. No dia 12, feriado de Nossa Senhora Aparecida, apoiadores do presidente ocuparam a Avenida Atlântica, em Copacabana, com estudantes, famílias, congressistas de esquerda e sindicalistas; Lula ficou em Brasília. Nesta terça, houve ato de estudantes da UnB na Esplanada dos Ministérios e o chamado Ato da Virada, em São Paulo, com Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva. No Rio, a agenda de domingo inclui ainda um ato de estudantes pró-Lula às 11h, na Candelária.
Há diferença de ênfase. A cobertura de centro enquadrou o ato de Caetano como parte de uma série de mobilizações de apoiadores de Lula para tentar reverter a desvantagem do petista, e apontou a campanha petista como a que intensificou as ações de rua. A cobertura de direita concentrou-se no chamado de Flávio, Tarcísio e Nunes, apresentado como a mobilização final da candidatura, e não citou o ato de Caetano no mesmo dia. Também registrou que a campanha de Lula fez atos em Recife, Belo Horizonte, Curitiba e Goiânia. Nenhum veículo de esquerda integra o conjunto de fontes desta matéria, então a leitura da esquerda sobre o episódio não pôde ser comparada diretamente.
O que ainda não se sabe: nenhum veículo informou o público esperado nos dois atos, nem se haverá resposta das campanhas à coincidência de datas. Também não está claro se os atos vão alterar as intenções de voto antes de 25 de outubro.
Passeata musical está marcada para às 16h deste domingo, dia 18, em Copacabana

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), convocaram apoiadores para uma manifestação na Avenida

