José Medeiros ironiza os próprios eleitores em áudio vazado em Mato Grosso
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Áudios de conversas privadas entre o deputado federal José Medeiros (PL), candidato ao Senado por Mato Grosso, e o prefeito de Diamantino, Francisco Mendes (União Brasil), vazaram e viralizaram nas redes sociais a duas semanas da eleição de 4 de outubro. No trecho de maior repercussão, Medeiros diz que seu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente. Em outra gravação, revelada dois dias antes, ele afirma evitar qualquer menção ao Supremo Tribunal Federal em seu material de campanha, abrindo exceção apenas para críticas ao ministro Alexandre de Moraes. O candidato não negou as falas: primeiro respondeu com ironia nas redes e depois afirmou que o áudio foi cortado e tirado de contexto.
A divulgação de conversas privadas a duas semanas do dia 4 de outubro é, antes de tudo, um golpe de campanha. José Medeiros (PL) não negou a frase, mas sustenta que o áudio foi cortado no início e no fim e jogado à imprensa para gerar ruído dentro do próprio campo conservador, e interlocutores do deputado leem a analogia ao detergente como referência a eleitor convicto, que não recua.
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Os três lados registram que José Medeiros não desmentiu o conteúdo das gravações, que os áudios foram enviados ao prefeito de Diamantino, Francisco Mendes, e que o episódio explodiu a duas semanas da eleição de 4 de outubro. Também há convergência de que existem dois áudios distintos, um sobre os eleitores e outro sobre a estratégia do candidato em relação ao Supremo Tribunal Federal.
Dois áudios de conversas privadas colocaram o deputado federal José Medeiros, candidato ao Senado por Mato Grosso, no centro da disputa eleitoral do estado. Em um deles, ele diz que seu eleitor ora para alienígena e bebe detergente; em outro, afirma evitar mencionar o Supremo Tribunal Federal na campanha. Ele não negou as falas e alega edição do material.
O deputado federal José Medeiros (PL), candidato ao Senado por Mato Grosso, tornou-se o centro da disputa eleitoral no estado depois que áudios de conversas privadas com o prefeito de Diamantino, Francisco Mendes (União Brasil), vazaram e viralizaram nas redes sociais. No trecho de maior repercussão, divulgado em 23 de setembro, o parlamentar afirma: o meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente. Dois dias antes, outra gravação enviada ao mesmo interlocutor havia mostrado o candidato dizendo que evita qualquer menção ao Supremo Tribunal Federal em seu material de campanha, com uma exceção declarada: se pedirem para criticar o ministro Alexandre de Moraes, ele atende a qualquer hora. Francisco Mendes é irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Os três lados da cobertura convergem nos fatos essenciais. As gravações foram obtidas pela imprensa local, circularam amplamente e o candidato não desmentiu o conteúdo das falas. A eleição em que ele disputa a vaga ao Senado está marcada para 4 de outubro, o que coloca o episódio a duas semanas do voto. Também é consenso que Medeiros reagiu primeiro com ironia, em comentários e vídeos nas próprias redes, e só depois passou a sustentar que o trecho foi editado.
Veículos de esquerda destacaram o conteúdo da frase como retrato de desprezo pela base eleitoral, e alinharam o contexto das referências citadas: os apoiadores que apontaram celulares para o céu em manifestações após a derrota nas urnas em 2022 e a defesa de produtos da marca Ypê, cuja fabricação de determinados itens foi suspensa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, em maio. Essa cobertura deu peso ainda ao desconforto dentro do próprio campo, registrando a reação irônica do deputado estadual Gilberto Cattani, e leu a gravação sobre o Supremo Tribunal Federal como prova de que a hostilidade ao tribunal é escolha de marketing, com alvo selecionado.
A cobertura de centro relatou o desdobramento seguinte, em 24 de setembro, quando o candidato publicou vídeo afirmando que o áudio foi cortado no começo e no fim e entregue à imprensa para gerar ódio dentro de sua própria casa, além de classificar a fala como piada antiga. Essa cobertura também registrou, sem adotar a versão, que o parlamentar acusa a adversária de usar o episódio para desviar a atenção de suplentes de chapa investigados pela Polícia Federal, e recuperou o histórico das duas gravações lado a lado.
Veículos de direita enfatizaram a dimensão de guerra eleitoral. Nesse enquadramento, o vazamento responde ao avanço do candidato nas pesquisas de intenção de voto, interlocutores do deputado leem a analogia ao detergente como descrição de eleitor convicto que não retrocede, e ganha relevo a afirmação de Medeiros de que procurou pessoalmente o ministro Gilmar Mendes para dizer que não teme investigação e recebeu a informação de que não há apuração em curso contra seu nome. A defesa pública do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que chamou o aliado de único candidato conservador de Mato Grosso e afirmou que criticar ministro não é ataque, aparece com destaque nessa leitura.
O que ainda não se sabe é quem gravou e quem entregou os áudios à imprensa, nem se a versão íntegra das conversas foi submetida a verificação técnica capaz de confirmar ou afastar a alegação de edição. Também não há confirmação independente de que não exista investigação em andamento envolvendo o candidato, e a adversária citada de forma indireta não teve resposta registrada na cobertura disponível. Não há, até agora, notícia de representação no Tribunal Superior Eleitoral ou em instância local sobre o episódio.
Candidato do PL admite ter dito que seu eleitor bebe detergente: 'Piada antiga tirada de contexto' UOL Notícias
Candidato ao Senado apareceu em trecho vazado falando que seu eleitor "ora para alienígena e bebe detergente”. Leia no Poder360.

Obtido pela imprensa local, episódio fez com que o deputado estadual Gilberto Cattani (MT) se manifestasse com outra ironia: "não fala que é o Ypê?"

Áudio teria sido enviado por José Medeiros (PL) ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro do STF Gilmar Mendes; o deputado não desmentiu o conteúdo dos áudios, mas ironizou a repercussão

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