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Áudio vazado mostra José Medeiros ironizando eleitores em Mato Grosso

1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•23/09/2026•atualizado em 24/09/2026•Eleições
Áudio vazado mostra José Medeiros ironizando eleitores em Mato Grosso
Imagem: O Estado de S.Paulo

Resumo da cobertura

Áudios atribuídos ao deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado por Mato Grosso, vazaram e viralizaram nas redes sociais. Em uma das gravações, ele diz que seu eleitor 'ora para alienígena e bebe detergente'. As mensagens teriam sido enviadas ao prefeito de Diamantino, Francisco Mendes, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Medeiros não desmentiu o conteúdo, respondeu com ironia nas redes e afirmou que suas falas foram cortadas. Em áudio anterior, ele declarou não atacar o Supremo e abrir exceção apenas para o ministro Alexandre de Moraes.

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Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda0 (0%)

Veículos com viés à esquerda

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Centro1 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • O Globo'Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente', diz candidato bolsonarista ao Senado em MT em áudio vazadoObtido pela imprensa local, episódio fez com que o deputado estadual Gilberto Cattani (MT) se manifestasse com outra ironia: "não fala que é o Ypê?"
    Análise editorial

    O relato é sustentado por citação direta das gravações ('o meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente') e reproduz a reação do deputado estadual Gilberto Cattani e as respostas do próprio José Medeiros no Instagram. O acréscimo de contexto sobre atos bolsonaristas de 2022, sobre a suspensão da produção da marca Ypê pela Anvisa e sobre a campanha publicitária das Havaianas dá tom irônico ao conjunto, mas os fatos são apresentados com atribuição e sem vocabulário valorativo próprio, o que mantém o texto no campo factual.

    Qualidade argumentativa
    54/100
    Manipulação emocional
    25/100
    Clickbait
    25/100
    Fontes citadas
    4

    Perspectivas omitidas

    • não informa quem vazou os áudios nem descreve qualquer verificação independente de autenticidade
    • não apresenta a versão de interlocutores do deputado de que a fala estaria descontextualizada
    • não menciona que o vazamento é atribuído por aliados ao avanço do candidato nas pesquisas
Direita1 (50%)

Veículos com viés à direita

  • O Estado de S.PauloCandidato ao Senado por Mato Grosso diz que seu eleitor ‘bebe detergente’; ouça o áudioÁudio teria sido enviado por José Medeiros (PL) ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro do STF Gilmar Mendes; o deputado não desmentiu o conteúdo dos áudios, mas ironizou a repercussão
    Análise editorial

    O texto reproduz as gravações com fidelidade, mas organiza a segunda metade em torno da defesa do candidato: a queixa de que Mato Grosso vive 'a eleição mais suja da sua história', a ida a Brasília para falar com o ministro Gilmar Mendes, a garantia de que não há investigação e a leitura de interlocutores de que 'beber detergente' significaria eleitor convicto. A hipótese de que o vazamento decorre do avanço nas pesquisas é apresentada sem contraponto, o que enquadra o episódio como ataque institucional ao candidato e não como problema de conduta dele.

    Qualidade argumentativa
    59/100
    Manipulação emocional
    15/100
    Clickbait
    30/100
    Fontes citadas
    3

    Perspectivas omitidas

    • não ouve os adversários que o candidato acusa de articular operação contra ele
    • não verifica de forma independente a afirmação de que não existe investigação em andamento no Supremo Tribunal Federal
    • não detalha a origem do vazamento nem a cadeia de custódia das gravações

Gravações atribuídas ao deputado federal José Medeiros, candidato ao Senado por Mato Grosso, vieram a público e mostram o parlamentar dizendo que seu eleitor ora para alienígena e bebe detergente. Em outro trecho, ele afirma não atacar o Supremo Tribunal Federal e abrir exceção apenas para o ministro Alexandre de Moraes. Veja como cada lado da cobertura tratou o episódio.

O deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado por Mato Grosso, tornou-se o centro da disputa eleitoral no estado depois que áudios atribuídos a ele vazaram e viralizaram nas redes sociais. Na gravação de maior repercussão, ele afirma: "o meu eleitor é aquele eleitor que ora para alienígena e bebe detergente". As mensagens teriam sido enviadas ao prefeito de Diamantino, Francisco Mendes, conhecido como Chico Mendes, que é irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Obtidos pela imprensa local, os áudios circularam primeiro em perfis de redes sociais e depois ganharam a cobertura nacional.

Esse não foi o único trecho divulgado. Em outra gravação, vinda a público dias antes e também endereçada ao prefeito, Medeiros afirma que não ataca o Supremo Tribunal Federal e diz orientar sua equipe de comunicação a cortar qualquer referência à Corte. No mesmo áudio, ele abre uma exceção explícita: diz que, se pedirem para criticar o ministro Alexandre de Moraes, atende a qualquer hora, mas não aceita falar dos demais ministros.

A cobertura de centro relatou o episódio a partir da transcrição das falas e das reações públicas que se seguiram. O deputado estadual Gilberto Cattani respondeu com ironia à declaração sobre os eleitores, questionando publicamente a comparação. O próprio Medeiros não desmentiu o conteúdo: respondeu com trocadilhos nas redes, afirmou que o momento em que citava a marca do produto foi cortado da gravação e emendou que, como policial, o que mais fez na vida foi "deter gente". Essa cobertura acrescentou ainda o contexto das referências usadas pelo candidato, ligadas a episódios de mobilização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após a derrota eleitoral de 2022 e à defesa, em vídeos que circularam nas redes, do consumo de produtos de uma marca de limpeza cuja produção chegou a ser suspensa por determinação da Anvisa.

Veículos de direita deram peso maior à reação do candidato e ao contexto da disputa. Nessa cobertura, Medeiros aparece afirmando que Mato Grosso vive "a eleição mais suja da sua história" e que adversários tentariam destruir sua reputação, inclusive articulando uma operação contra ele. Ele relata ter ido pessoalmente a Brasília procurar o ministro Gilmar Mendes para dizer que nada tem a temer e afirma ter recebido a informação de que não há investigação em andamento envolvendo seu nome. Interlocutores do deputado minimizam o teor das gravações, sustentam que o conteúdo foi descontextualizado e apresentam outra leitura da frase: o eleitor que "bebe detergente" seria o eleitor convicto, que não retrocede. Os mesmos aliados atribuem o vazamento ao avanço do candidato nas pesquisas de intenção de voto para o Senado.

Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda sobre o caso no conjunto de fontes analisado, de modo que o contraponto disponível é o que circulou entre a cobertura de centro e a de direita. A divergência entre esses dois enquadramentos é nítida. De um lado, o foco recai sobre o que o candidato disse a respeito da própria base e sobre o cálculo declarado diante do Supremo Tribunal Federal. De outro, o eixo é o vazamento de conversas privadas em plena reta final de campanha e a acusação de manobra eleitoral. Há convergência, porém, em pontos centrais: a autenticidade das gravações não foi negada pelo candidato, o destinatário é o prefeito de Diamantino, irmão de um ministro do Supremo, e o episódio ocorre com Medeiros disputando uma vaga ao Senado com apoio declarado do senador Flávio Bolsonaro e indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O que ainda não se sabe é quem vazou as conversas e por qual caminho elas chegaram à imprensa local. Também não há verificação técnica independente sobre a integridade das gravações, nem confirmação formal de órgão do Judiciário sobre a existência ou inexistência de investigação envolvendo o candidato. Não foi divulgada, até aqui, manifestação do prefeito Francisco Mendes sobre o vazamento das mensagens que recebeu, nem resposta dos adversários acusados pelo deputado de articular uma operação contra ele.

Briefing

O que importa para você

  • Quem vota em Mato Grosso decide uma das vagas ao Senado tendo José Medeiros, deputado federal do PL, entre os candidatos.
  • O candidato tem apoio declarado do senador Flávio Bolsonaro e diz ter sido indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
  • O áudio sobre o Supremo Tribunal Federal mostra o critério que o candidato afirma usar para escolher quais ministros critica em campanha.

Onde os lados divergem

  • A cobertura de centro coloca o eixo na fala do candidato sobre os próprios eleitores e nas reações públicas de aliados, como a do deputado estadual Gilberto Cattani.
  • A cobertura de direita coloca o eixo no vazamento de conversas privadas em plena campanha e na versão de interlocutores de que a frase foi descontextualizada.
  • Enquanto uma leitura trata o episódio como retrato da relação do candidato com a base, a outra o apresenta como manobra de adversários diante do avanço dele nas pesquisas.
  • Veículos de esquerda não cobriram o caso no conjunto de fontes analisado.

Onde os lados concordam

As duas coberturas registram que os áudios atribuídos a José Medeiros foram enviados ao prefeito de Diamantino, Francisco Mendes, irmão do ministro Gilmar Mendes, e que o candidato não desmentiu o conteúdo das gravações. Ambas também confirmam a existência de um áudio anterior em que o deputado diz não atacar o Supremo Tribunal Federal e abrir exceção para o ministro Alexandre de Moraes.

O que ainda está incerto

  • Não se sabe quem vazou as conversas nem como elas chegaram à imprensa local.
  • Não há verificação técnica independente sobre a integridade das gravações.
  • Nenhum órgão do Judiciário confirmou publicamente se existe ou não investigação envolvendo o candidato, e o prefeito Francisco Mendes não se manifestou sobre o vazamento.
JudiciárioPolítica NacionalEleições

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Fontes

Espectro: Centro
'Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente', diz candidato bolsonarista ao Senado em MT em áudio vazado
'Meu eleitor é aquele que ora para alienígena e bebe detergente', diz candidato bolsonarista ao Senado em MT em áudio vazado

Obtido pela imprensa local, episódio fez com que o deputado estadual Gilberto Cattani (MT) se manifestasse com outra ironia: "não fala que é o Ypê?"

O GloboO Globo
Espectro: Direita
Candidato ao Senado por Mato Grosso diz que seu eleitor ‘bebe detergente’; ouça o áudio
Candidato ao Senado por Mato Grosso diz que seu eleitor ‘bebe detergente’; ouça o áudio

Áudio teria sido enviado por José Medeiros (PL) ao prefeito de Diamantino, Chico Mendes, irmão do ministro do STF Gilmar Mendes; o deputado não desmentiu o conteúdo dos áudios, mas ironizou a repercussão

O Estado de S.PauloO Estado de S.Paulo

Centro

1 fonte

Áudios atribuídos ao deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado por Mato Grosso, vazaram e viralizaram nas redes sociais. Em uma das gravações, ele diz que seu eleitor 'ora para alienígena e bebe detergente'. As mensagens teriam sido enviadas ao prefeito de Diamantino, Francisco Mendes, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Medeiros não desmentiu o conteúdo, respondeu com ironia nas redes e afirmou que suas falas foram cortadas. Em áudio anterior, ele declarou não atacar o Supremo e abrir exceção apenas para o ministro Alexandre de Moraes.

Direita

1 fonte

José Medeiros, deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso com apoio do senador Flávio Bolsonaro e indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirma estar sob ataque na que chama de 'eleição mais suja da história' do estado.

Esquerda

0 fontes

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Leia em seguida

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Linha do Tempo

  1. 23 de set. de 2026, 15:00
    José Medeiros publica nas redes sociais que Mato Grosso vive a eleição mais suja de sua história e afirma não haver investigação contra ele
    estadao.com.br
  2. 23 de set. de 2026, 06:30
    Segundo áudio vazado viraliza nas redes com José Medeiros dizendo que seu eleitor ora para alienígena e bebe detergente
    oglobo.globo.comestadao.com.br
  3. 21 de set. de 2026, 12:00
    Primeiro áudio atribuído a José Medeiros vem a público, com o deputado dizendo que não ataca o Supremo Tribunal Federal e que só critica o ministro Alexandre de Moraes
    oglobo.globo.com

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