Coca-Cola, Tesla e eBay pedem aos EUA que não imponham tarifas sobre produtos brasileiros
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Resumo da cobertura
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Empresas americanas de peso, como Coca-Cola, Tesla, eBay e Nestlé, fizeram um apelo de mercado ao USTR: a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros encarece a produção nos EUA, quebra cadeias de suprimento e reduz a competitividade da indústria americana. O Brasil aparece como fornecedor essencial, e o governo brasileiro negocia para preservar o comércio bilateral.
Mesmo grandes corporações americanas reconhecem que o tarifaço de 25% de Donald Trump contra o Brasil prejudica consumidores e cadeias produtivas. Empresas como Coca-Cola, Tesla, eBay e Nestlé pediram isenções ao USTR, enquanto veículos destacam o caráter político da medida, apoiada por aliados como o pré-candidato Flávio Bolsonaro, que discursa na audiência nos Estados Unidos.
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Nesta matéria: viés de centro.
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Todos os lados relatam que grandes empresas americanas (Coca-Cola, Tesla, eBay, Nestlé) pediram isenções ao USTR, reconhecendo que a tarifa de 25% elevaria custos e desorganizaria cadeias de suprimento nos EUA.
Grandes empresas dos Estados Unidos pediram formalmente ao governo americano que não aplique a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Coca-Cola, Tesla, eBay e Nestlé estão entre as companhias que enviaram comentários ao USTR, o Escritório do Representante Comercial dos EUA, no âmbito de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O prazo para as manifestações terminou em 1º de julho, e audiências públicas sobre o tema ocorrem nesta semana, enquanto representantes do governo brasileiro estão nos Estados Unidos para tentar evitar a taxação.
A cobertura factual, veiculada por agências como Estadão Conteúdo e Folhapress, detalhou os argumentos de cada empresa. A Coca-Cola pediu a manutenção da isenção para insumos de laranja e a inclusão do limão na lista de exclusão, lembrando que a produção da Flórida caiu de 242 milhões de caixas na safra 2003/2004 para 12 milhões na safra 2025/2026, o que tornou o fornecimento brasileiro essencial. A Tesla, de Elon Musk, afirmou que apoia a reindustrialização americana, mas que a transição das cadeias de suprimento leva tempo e que certos insumos ainda não podem ser obtidos em escala nos EUA. O eBay pediu isenção para produtos usados, alegando que a tarifa sobre o mercado de segunda mão penaliza consumidores de baixa renda sem punir os fabricantes investigados. A Nestlé citou o café solúvel e o colágeno bovino como insumos críticos importados do Brasil.
Os veículos de direita, como a Revista Oeste e a Jovem Pan, enfatizaram o argumento econômico e de mercado: a taxação encarece a produção nos Estados Unidos, compromete a competitividade da indústria americana e pode ter efeito contrário ao pretendido. A Jovem Pan destacou a justificativa do governo Trump para a medida, ancorada em supostas práticas brasileiras ligadas a comércio digital, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. Já os veículos de esquerda, como o ICL Notícias, ressaltaram a dimensão política do tarifaço, apresentado como instrumento de coerção, e deram relevo à fala do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro na audiência do USTR, além de conteúdos correlatos críticos ao governo americano.
Há convergência entre os lados em um ponto central: mesmo grandes corporações reconhecem que a tarifa elevaria custos e desorganizaria cadeias de suprimento. A divergência está no enquadramento. Enquanto a esquerda enfatiza a motivação política da medida e seus efeitos sobre consumidores, a direita foca na ineficiência da intervenção estatal e na perda de competitividade. O USTR informou ter recebido 365 comentários de empresas, associações e cidadãos.
Ainda não se sabe se o órgão americano vai acatar os pedidos de isenção nem qual será a decisão final sobre a lista de produtos taxados. Também permanece em aberto o resultado da negociação técnica entre Brasil e Estados Unidos, marcada para avançar antes do prazo de 15 de julho, em tentativa de evitar a entrada em vigor das novas tarifas.
Representantes de setores afetados discutem futuro da relação comercial entre países

(Folhapress) - Coca-Cola, Nestlé, Tesla, Faber-Castell, eBay e Siemens estão na lista de empresas que enviaram comentários ao USTR (Escritório do

Empresas afirmam que medida pode elevar custos, afetar cadeias de suprimentos e reduzir a competitividade da indústria norte-americana

As empresas contrárias à resolução alegam que este novo tarifaço pode trazer ônus a curto prazo nas cadeias de produção e, além disso, que a medida também prejudica os americanos em detrimento dos investigados
