Com enxame de mísseis, Rússia mata 14 em Kiev na véspera de importante cúpula da Otan
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A Rússia lançou na madrugada de 6 de julho de 2026 um novo ataque massivo com 68 mísseis balísticos e 351 drones contra Kiev, deixando pelo menos 14 mortos e mais de 60 feridos. Foi a segunda ofensiva de grande escala contra a capital ucraniana em menos de uma semana, véspera da cúpula da Otan em Ancara. Zelensky renovou o apelo por mais sistemas de defesa aérea e deve se reunir com Donald Trump à margem do encontro.
A ofensiva russa contra Kiev, na véspera da cúpula da Otan, reforça a leitura de que Vladimir Putin só recua diante de dissuasão militar concreta. Zelensky cobra dos aliados 'decisões firmes' e mais mísseis interceptadores Patriot, enquanto Trump busca reativar negociações.
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Todos os veículos convergem nos fatos centrais: 68 mísseis e 351 drones atingiram Kiev, matando ao menos 14 pessoas e ferindo mais de 60, na véspera da cúpula da Otan em Ancara, com Zelensky pedindo mais defesa aérea aos aliados.
A Rússia lançou na madrugada desta segunda-feira, 6 de julho de 2026, um novo ataque massivo contra Kiev, com 68 mísseis balísticos e 351 drones dirigidos a prédios residenciais da capital ucraniana. A ofensiva deixou pelo menos 14 mortos e mais de 60 feridos, e foi o segundo bombardeio de grande escala contra a cidade em menos de uma semana. O episódio ocorre um dia antes do início de uma cúpula considerada crucial da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, na cidade turca de Ancara.
A cobertura de centro, ancorada em despacho da agência francesa AFP e republicada por veículos como o Correio Braziliense, relatou os fatos de forma factual: o ataque abriu uma cratera em um edifício de vários andares, destruindo os pisos superiores, e quase 30 prédios residenciais foram atingidos. Autoridades de Vyshneve, subúrbio de Kiev, ordenaram a saída de moradores por causa de munições não detonadas entre os escombros. Um morador de 68 anos, Oleksandr Bakhlukov, descreveu à AFP o impacto: as janelas voaram com a onda expansiva e não sobrou vidro no apartamento. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter mirado o que chamou de 'complexo militar-industrial' e instalações de energia da Ucrânia.
Há convergência entre os veículos sobre os dados centrais e sobre o desdobramento diplomático. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, renovou o apelo para que os aliados adotem 'decisões firmes' na cúpula da Otan e aumentem o fornecimento de sistemas de defesa aérea, sobretudo mísseis interceptadores para as baterias Patriot, de fabricação americana. Zelensky deve se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à margem do encontro em Ancara. Trump também teria agendada uma conversa por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, para tentar reativar os esforços de paz. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o ataque mostra a urgência de mais defesa aérea para a Ucrânia.
As divergências de cobertura aparecem menos nos fatos e mais na ênfase. Veículos de direita, como a Veja, enquadraram o episódio pela chave da dissuasão: a Otan que Putin enxerga como 'ameaça existencial', a necessidade de compromissos militares firmes e o papel de Trump como articulador de um eventual fim da guerra. A leitura provável de veículos de esquerda enfatizaria o custo humano do bombardeio sobre alvos civis, a vulnerabilidade das famílias desalojadas e a urgência de uma via diplomática para proteger vidas, mais do que uma escalada no envio de armas. A cobertura de centro se limitou a registrar as duas narrativas militares em paridade, incluindo a versão russa de que teria abatido mais de 500 drones ucranianos e o apagão em Sebastopol, na Crimeia anexada, após um ataque ucraniano à infraestrutura de energia.
O que ainda não se sabe é o teor concreto das 'decisões firmes' que a Otan poderá tomar em Ancara, se os aliados vão de fato ampliar o envio de interceptadores Patriot, e qual o resultado esperado da conversa entre Trump e Putin. Também não está claro o alcance real dos esforços de paz mencionados, num conflito que, desde a invasão russa de fevereiro de 2022, já se tornou o mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Segunda ofensiva massiva contra capital ucraniana abre cratera em edifício residencial e Zelensky renova apelo a aliados por mais defesas aéreas

Este foi o segundo ataque em que a Rússia utilizou mísseis balísticos difíceis de interceptar, o que provocou um novo e desesperado apelo de Zelensky
