Polícia Federal aponta Flávio Bolsonaro como usuário master de conta offshore
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Como decidimos →A cobertura de esquerda destaca que a Polícia Federal encontrou indícios de que Flávio Bolsonaro foi mais do que um carona no jato ligado a Daniel Vorcaro: seu nome aparecia como usuário master de uma offshore em Portugal. O ponto é enquadrado como mais um elo do candidato do PL com o círculo do Banco Master e com a investigação sobre fraudes no INSS.
Relatório da Polícia Federal aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, constava como usuário master de uma conta bancária da Alcazar Holdings, empresa de Willer Tomaz sediada na Ilha da Madeira, em Portugal. A holding tinha um terço do jato Legacy 650 também ligado a Daniel Vorcaro. Flávio e o advogado negam conta conjunta ou vínculo financeiro.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
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A Polícia Federal afirma que Flávio Bolsonaro figurava como usuário master de conta da Alcazar Holdings, offshore ligada ao jato usado por Daniel Vorcaro. O senador e o advogado Willer Tomaz negam vínculo financeiro. A cobertura mostra o que cada lado destaca e o que ainda não se sabe.
Um relatório da Polícia Federal aponta que o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro e candidato à Presidência da República, figurava como usuário master de uma conta bancária da Alcazar Holdings. A empresa é sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e tem o advogado Willer Tomaz como único sócio. A holding detinha um terço de um jato Legacy 650, o mesmo em que Flávio viajou a Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, em janeiro de 2025, e do qual o banqueiro Daniel Vorcaro era, indiretamente, cotista.
Segundo o documento, a abertura da conta indicava que o senador tinha nível elevado de acesso e gerenciamento. Para os investigadores, isso sustenta a hipótese de eventual participação econômica ou societária de fato na empresa. A conclusão se apoia em e-mails recuperados do iCloud de Tomaz. Em 22 de maio de 2025, a secretária dele pediu ao banco Santander que desassociasse algumas contas do perfil master, entre elas uma com o nome de Flávio Bolsonaro. O banco respondeu que as contas haviam sido excluídas do contrato.
Há pontos em que a cobertura converge. A Alcazar detinha 33,33% da Fraction 024, dona do avião. Os outros dois cotistas eram o empresário Laerte Cosentino, dono da Totvs, e a Prime You, da qual Vorcaro foi sócio entre setembro de 2021 e setembro de 2025. Flávio disse, quando a viagem veio a público, que foi de carona a convite de um amigo. Os relatórios também citam reservas de voos privados entre Lisboa e Nice e entre Cascais e Nice, em abril e maio de 2025, com o senador, a mulher, as filhas e familiares do advogado, e conversas entre os dois por um aplicativo de mensagens que se autodestroem.
A cobertura de centro relatou o caso de forma factual. Atribuiu cada afirmação ao relatório da PF, usou linguagem condicional e deu espaço às respostas dos citados. Registrou que a assessoria de Flávio nega ter mantido conta como usuário master de Tomaz ou de suas empresas e afirma que o próprio e-mail comprova que a vinculação era indevida, tanto que pede a desvinculação. Tomaz também negou e chamou de ilação a tese de participação societária.
Veículos de esquerda destacaram que o senador pode ter sido mais do que um carona e trataram o achado como mais um elo do candidato com o círculo de Vorcaro e do Banco Master. Um deles acrescentou o caso do filme Dark Horse e a investigação sobre fraudes no INSS, e usou na manchete a expressão sócio oculto. Mesmo nesse texto, há a ressalva de que o documento, por si só, não demonstra movimentação de recursos, recebimento de dividendos ou aquisição de participação.
Não foi localizada, até o momento, cobertura de veículos de direita sobre o relatório. Por isso, o enquadramento desse campo não pode ser descrito a partir de publicações. O que consta no material disponível são as defesas do senador e do advogado: o e-mail pede justamente a exclusão do nome, a tese é ilação, e a divulgação de dados sigilosos do celular de Tomaz, em plena campanha, teria o propósito de interferir no pleito. Tomaz afirma ainda que o vazamento é criminoso e já investigado pela PF.
Ainda não se sabe se Flávio Bolsonaro movimentou recursos da conta, recebeu valores da Alcazar ou teve qualquer participação na empresa. Também não está claro quem custeou as viagens nem se houve benefício econômico associado às empresas envolvidas. A Polícia Federal segue examinando o material, e a defesa nega qualquer vínculo financeiro.
PF aponta que Flávio Bolsonaro teve acesso de usuário master a conta da Alcazar, empresa que detinha um terço de jato ligado a Vorcaro.

Em relatório, Polícia Federal afirma que candidato do PL tinha ‘nível elevado de acesso e gerenciamento’ a recursos de holding dona de um terço da aeronave

Relatório da PF revela que candidato do PL tinha perfil de “usuário master” em conta da Alcazar Holdings, de Willer Tomaz, dona de um terço de jatinho que tinha entre seus cotistas empresa de Daniel Vorcaro. Flávio Bolsonaro voou no avião.
