Datafolha mostra Celina Leão e José Roberto Arruda empatados no DF
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Para a leitura de esquerda, os números confirmam que o presidente Lula segue à frente na disputa nacional mesmo depois do início oficial da campanha e de uma semana marcada pela circulação de informações vazadas da Polícia Federal, o que reforça a tese de que a pressão sobre o governo não se converteu em virada eleitoral. No Distrito Federal, o quadro exposto pelos números é o de uma disputa concentrada em dois nomes do campo conservador, a governadora Celina Leão e o ex-governador José Roberto Arruda, com Leandro Grass, do PT, em terceiro, e um contingente de 49% de indecisos na pesquisa espontânea que mantém a eleição em aberto. A ênfase recai também sobre o papel dos trackings diários encomendados por partidos e por bancos, pesquisas que não podem ser divulgadas oficialmente e cujos resultados circulam sem registro nem auditoria pública.
Na leitura de direita, o dado relevante é o encolhimento da vantagem: o instituto mostra o presidente Lula apenas quatro pontos à frente de Flávio Bolsonaro no segundo turno, enquanto trackings diários feitos nos últimos dias indicam evolução do senador e empate técnico, quadro mais apertado do que o de 2022.
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As duas coberturas tratam o levantamento como pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral, com metodologia declarada, e convergem em que as disputas medidas estão dentro ou muito perto da margem de erro: empate técnico entre Celina Leão e José Roberto Arruda no Distrito Federal e vantagem estreita de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário nacional.
O Datafolha divulgou em 21 de agosto de 2026 a pesquisa para o governo do Distrito Federal: Celina Leão tem 30% e José Roberto Arruda 28% no cenário estimulado, empate técnico dentro da margem de três pontos. Leandro Grass marca 11%. No mesmo dia, o instituto publicou a primeira medição presidencial após o início oficial da campanha.
O Instituto Datafolha divulgou na sexta-feira, 21 de agosto de 2026, dois levantamentos de intenção de voto que dominaram o noticiário eleitoral do dia: a primeira medição nacional para a Presidência da República depois do início oficial da campanha e uma pesquisa específica para o governo do Distrito Federal. No recorte distrital, a governadora Celina Leão, do Progressistas, aparece com 30% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 28% do ex-governador José Roberto Arruda, do PSD. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro de três pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico. Leandro Grass, do PT, marca 11%, seguido por Paula Belmonte, do PSDB, com 4%, Cappelli, do PSB, com 3%, e Kiko Caputo, do Novo, com 2%. Na pesquisa espontânea, em que nenhum nome é apresentado ao eleitor, Celina Leão tem 21% e Arruda 12%, com 49% de indecisos. Foram 910 entrevistas no Distrito Federal entre os dias 18 e 21 de agosto, com nível de confiança de 95% e registro DF-07561/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
No plano nacional, o mesmo instituto ouviu 2.058 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país entre 18 e 20 de agosto, com margem de erro de dois pontos e registro BR-04496/2026. O presidente Lula aparece seis pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro no primeiro turno e quatro pontos no segundo. O levantamento simulou quatro cenários de segundo turno, sempre com Lula contra um adversário, entre eles Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, e mediu rejeição de cada candidato, aprovação do governo e interesse do eleitor por política. Pela primeira vez o instituto testou o nome de Pablo Marçal, do PRTB, que marcou 2%: ele enfrenta condenações na Justiça Eleitoral, está inelegível até 2032 e registrou a candidatura no limite do prazo, com o pedido ainda sob análise do Tribunal Superior Eleitoral. Em 24 de julho, o levantamento anterior do mesmo instituto trazia Lula com 40%, Flávio Bolsonaro com 32% e Caiado com 4%.
Há convergência entre as coberturas nos pontos verificáveis: número de entrevistas, período de campo, margem de erro, nível de confiança e registro no Tribunal Superior Eleitoral aparecem descritos em ambas, assim como a constatação de que as duas disputas estão apertadas. A cobertura de centro dedicou espaço à mecânica do questionário, explicando a diferença entre a pergunta espontânea e a estimulada, as duas versões do cartão apresentado ao eleitor, uma com e outra sem Pablo Marçal, e registrou que trackings diários encomendados por partidos e por bancos vêm apontando evolução de Flávio Bolsonaro e ligeira queda de Lula. Essas medições internas não são registradas nem podem ser divulgadas oficialmente, e estariam captando a reação do eleitorado a informações vazadas da Polícia Federal.
Veículos de direita concentraram-se na tabulação completa do Distrito Federal e acrescentaram uma ressalva editorial explícita sobre o uso de pesquisas: lembraram que levantamentos publicados em 2022 apresentaram discrepâncias relevantes frente ao resultado das urnas, definiram pesquisa como leitura de momento e não como previsão, e destacaram que esses números influenciam decisões de partidos, de lideranças políticas e o humor do mercado financeiro. O enquadramento valoriza o empate técnico entre dois nomes do campo conservador e mantém em segundo plano o desempenho do candidato do PT. Já veículos de esquerda não apresentaram, no material reunido nesta story, cobertura própria do levantamento distrital; a leitura desse campo aparece apenas de forma indireta, pela ênfase em que Lula segue à frente na disputa nacional mesmo depois de uma semana de pressão sobre o governo.
O que ainda não se sabe é considerável. Os percentuais absolutos do cenário nacional não foram detalhados no material disponível, apenas as diferenças de seis e quatro pontos entre os dois primeiros colocados. Não há informação sobre quando o Tribunal Superior Eleitoral vai decidir o registro de Pablo Marçal, nem sobre o efeito prático que uma eventual recusa teria nos cenários já testados. Os trackings citados não têm instituto, contratante nem série divulgada, o que impede qualquer verificação independente. E não há, até aqui, reação pública das campanhas de Celina Leão, de José Roberto Arruda ou de Leandro Grass aos números do Distrito Federal.
Datafolha divulga nova pesquisa para presidente da República e trackings mostram disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro

Pesquisa Datafolha mede intenção de votos dos candidatos ao governo do DF nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo.
