Datafolha aponta Tarcísio, Paes e Cleitinho na frente após início da campanha
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Para a leitura de esquerda, a primeira fotografia da campanha mostra que a disputa presidencial segue aberta e favorável a Luiz Inácio Lula da Silva, que liderava a rodada anterior nos dois turnos, enquanto a esquerda tenta recompor terreno nos estados. A vantagem de Eduardo Paes no Rio de Janeiro, apoiado por aliados do governo federal, e a liderança de Benedita da Silva na corrida ao Senado fluminense são apresentadas como sinais de recuperação, ao lado do desafio evidente de Fernando Haddad em São Paulo e da fragmentação do voto progressista em Minas Gerais.
O Instituto Datafolha divulgou em 21 de agosto de 2026 os primeiros levantamentos de intenção de voto feitos depois do início oficial da campanha eleitoral. Nas disputas estaduais, Tarcísio de Freitas tem 45% em São Paulo contra 27% de Fernando Haddad, Eduardo Paes marca 41% no Rio de Janeiro e Cleitinho Azevedo lidera Minas Gerais com 32%.
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3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Toda a cobertura trata os mesmos números como ponto de partida da campanha: Tarcísio de Freitas com 45% em São Paulo, Eduardo Paes com 41% no Rio de Janeiro e Cleitinho Azevedo com 32% em Minas Gerais, além da ficha técnica idêntica da pesquisa presidencial, com 2.058 entrevistados entre 18 e 20 de agosto, margem de dois pontos e registro BR-04496/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
As primeiras pesquisas Datafolha feitas depois do início oficial da campanha de 2026 mostram os governadores de São Paulo e o ex-prefeito do Rio de Janeiro em vantagem, e o senador Cleitinho Azevedo à frente em Minas Gerais. No mesmo dia estava prevista a divulgação do primeiro levantamento presidencial do ciclo, com os treze candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
O Instituto Datafolha divulgou em 21 de agosto de 2026 os primeiros levantamentos de intenção de voto realizados depois do início oficial da campanha eleitoral. As pesquisas cobriram as disputas pelos governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, as vagas ao Senado nos dois primeiros estados e, no fim da tarde, a corrida presidencial, com os treze candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Todos os levantamentos foram encomendados por dois grandes grupos de comunicação, e o de âmbito nacional foi registrado no tribunal sob o número BR-04496/2026.
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, aparece com 45% das intenções de voto, contra 27% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT. A distância se manteve estável desde março, quando o placar era de 44% a 31%, e passou por julho, com 46% a 30%. Numa simulação de segundo turno, o governador venceria por 54% a 35%. Foram ouvidos presencialmente 1.610 eleitores, em 18 e 19 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais. Na disputa pelas duas vagas ao Senado paulista, Marina Silva, da Rede, e Simone Tebet, do PSB, empatam com 12% cada, seguidas por André do Prado, do PL, com 10%, Guilherme Derrite, do PP, com 7%, e Ricardo Salles, do Novo, com 6%.
No Rio de Janeiro, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes, do PSD, lidera com 41%, à frente de Douglas Ruas, do PL, presidente da Assembleia Legislativa, com 19%, e do ex-governador Anthony Garotinho, do Republicanos, com 9%. A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre 18 e 21 de agosto, com margem de três pontos. Na corrida ao Senado fluminense, a deputada federal Benedita da Silva, do PT, aparece à frente na primeira vaga, com 15%, enquanto a segunda vaga tem seis nomes tecnicamente empatados. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, marca 32%, contra 12% de Patrus Ananias, do PT, e 12% de Alexandre Kalil, do PDT; o atual governador Mateus Simões, do PSD, tem 4%. Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, os indecisos chegam a 64%.
A pesquisa presidencial ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais, entre 18 e 20 de agosto, com margem de dois pontos e nível de confiança de 95%, e testou quatro cenários de segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva contra Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. Na rodada anterior, de julho, o atual presidente tinha 40% no primeiro turno, contra 32% de Flávio Bolsonaro, e vencia o segundo por 48% a 43%.
Os três levantamentos estaduais, a ficha técnica da pesquisa nacional e o calendário eleitoral são pontos em que toda a cobertura converge. As diferenças estão na escolha do que destacar. Veículos de esquerda organizaram a leitura em torno da disputa presidencial e da série histórica favorável ao atual presidente, dando relevo à liderança de Eduardo Paes no Rio de Janeiro e ao desempenho de Benedita da Silva na corrida ao Senado, e deixaram de fora as restrições judiciais impostas a um dos candidatos. A cobertura de centro relatou a metodologia com detalhe, listou os treze concorrentes em ordem alfabética e registrou que o Tribunal Superior Eleitoral proibiu Pablo Marçal, inscrito pelo PRTB apesar de inelegível, de participar de debates, fazer propaganda em televisão e acessar os fundos eleitoral e partidário. Nenhum veículo de direita havia publicado leitura própria do levantamento dentro deste conjunto de fontes; o enquadramento habitual desse campo costuma sublinhar a folga de Tarcísio de Freitas em São Paulo, a liderança de Cleitinho Azevedo em Minas Gerais e a interpretação das decisões da Justiça Eleitoral como limite à competição.
O que ainda não se sabe é o resultado da pesquisa presidencial em si: nenhuma das matérias traz os percentuais do primeiro turno ou dos quatro cenários de segundo turno, tampouco os índices de rejeição dos candidatos e de aprovação do governo federal que o levantamento também mediria. Segue em aberto a decisão da Justiça Eleitoral sobre o registro da candidatura de Pablo Marçal, assim como a composição final das chapas no Rio de Janeiro depois da saída de Progressistas e União da coligação de Douglas Ruas e do apoio do ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa a Eduardo Paes. Também não há, nas fontes disponíveis, reação das campanhas aos números divulgados.
Tarcísio lidera em SP, Paes no RJ e Cleitinho em MG; Senado: Marina e Tebet lideram em SP; Benedita no RJ

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