Eleição presidencial de 2026: só 1994 e 1998 terminaram no primeiro turno
13 veículos de centro · 2 veículos de direita

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A dez dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro de 2026, a dúvida central da eleição presidencial é se a disputa pelo Palácio do Planalto termina sem uma segunda votação. Pela Constituição, isso exige mais da metade dos votos válidos, ou seja, 50% mais um, descartados brancos e nulos. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, somam mais de 70% das intenções de voto, mas os levantamentos citados os colocam abaixo do patamar necessário. Desde a redemocratização, só 1994 e 1998 foram decididas na primeira rodada, as duas com Fernando Henrique Cardoso.
Pelo prisma da direita, o fato relevante é a curva: Flávio Bolsonaro encurtou sucessivamente a distância e já aparece em empate técnico com Luiz Inácio Lula da Silva, o que transforma a consolidação do campo de direita na variável decisiva da reta final.
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15 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Nesta matéria: viés de centro.
Toda a cobertura parte da mesma regra e do mesmo prognóstico dominante: só vence em 4 de outubro quem passar de 50% dos votos válidos, brancos e nulos ficam fora da conta, e nem Luiz Inácio Lula da Silva nem Flávio Bolsonaro aparecem nos levantamentos citados perto desse patamar, o que torna o segundo turno, em 25 de outubro, o cenário mais provável.
Desde 1989, apenas duas eleições presidenciais brasileiras terminaram no primeiro turno: 1994 e 1998, as duas com Fernando Henrique Cardoso. Em 2026, com 12 candidaturas registradas e dois nomes concentrando mais de 70% das intenções de voto, a conta dos 50% mais um volta ao centro do debate a dez dias da votação de 4 de outubro.
A dez dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a pergunta que organiza a cobertura da eleição presidencial de 2026 é se a disputa pelo Palácio do Planalto pode terminar sem uma segunda votação. A regra está na Constituição: para ser eleito na primeira rodada, o candidato precisa de mais da metade dos votos válidos, ou seja, 50% mais um, descartados os votos brancos e nulos. Se ninguém alcançar esse patamar, os dois mais votados voltam às urnas em 25 de outubro.
A cobertura de centro relatou que dois nomes concentram mais de 70% das intenções de voto: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. No levantamento do Datafolha citado por essa cobertura, Lula aparecia com 43% e Flávio Bolsonaro com 39% no recorte de votos válidos; em pesquisa do Quaest, os números eram 37% e 33% no primeiro turno. Guilherme Russo, diretor de Inteligência do Quaest, afirmou que ainda é muito improvável que a eleição seja decidida já na primeira votação e que Flávio Bolsonaro precisaria retirar parcela significativa dos votos dos outros candidatos da direita para chegar lá.
Veículos de direita concentraram a cobertura no histórico e na mecânica da regra, sem apresentar números do ciclo atual. Desde a volta das eleições diretas, em 1989, apenas 1994 e 1998 terminaram no primeiro turno, as duas com Fernando Henrique Cardoso, que obteve 54,3% e 53,1% dos votos válidos. De 2002 a 2022, todas as disputas exigiram segunda votação, com Lula chegando a 48,6% em 2006 e a 48,43% em 2022, e Jair Bolsonaro a 46,03% em 2018. Essa cobertura também registrou que o Tribunal Superior Eleitoral confirmou 12 candidaturas à Presidência, entre elas Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury e Renan Santos.
Os relatos convergem em três pontos. O primeiro é aritmético: como abstenção, brancos e nulos ficam fora do cálculo, quanto maior esse bloco, menor o número absoluto de votos necessário para cruzar a metade. O segundo é estratégico: o voto útil dentro do campo de direita é a principal variável em jogo na reta final. O terceiro é o prognóstico predominante, de que o cenário mais provável segue sendo o segundo turno.
A divergência aparece na leitura das estratégias. A cobertura de centro registrou que o entorno de Lula estimulou a hipótese de vitória em primeiro turno quando o petista liderava com folga, e que agora são os bolsonaristas que defendem o voto útil para esvaziar as candidaturas menores. Entre os analistas ouvidos, há quem fale em onda de antipetismo de chegada e em aumento do não voto como caminho que favoreceria o PL, e há quem sustente que Ronaldo Caiado, Augusto Cury, Renan Santos e Romeu Zema, somados, garantem o segundo turno, como ocorreu em 2006 e em 2022, também eleições polarizadas com desempenho fraco dos candidatos intermediários. Nenhum veículo de esquerda cobriu este recorte, o que configura um ponto cego: a leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, enfatizaria que o desalento do eleitorado e a alta de abstenção pesam sobre quem depende de base organizada e reduzem a representatividade do resultado.
O que ainda não se sabe é decisivo. Não há dado público sobre qual será o tamanho da abstenção e dos votos brancos e nulos em 4 de outubro, e é justamente isso que define o denominador da conta. As matérias não detalham datas de campo, número de entrevistas nem margem de erro de parte das pesquisas citadas, e nenhuma delas mede quanto do eleitorado dos candidatos menores efetivamente migra na última semana. A chamada última onda de decisão, que costuma ocorrer nas 48 horas anteriores à abertura das urnas, permanece fora do alcance de qualquer levantamento já divulgado.
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