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Um protesto do grupo antimonarquista Republic dentro do Palácio de Buckingham cobrou explicações da Coroa britânica sobre a ligação do ex-príncipe Andrew com Jeffrey Epstein, enquanto avança uma investigação policial sobre possível má conduta em cargo público e delitos sexuais cometidos por ele como ex-enviado comercial do governo britânico.
Um protesto dentro do Palácio de Buckingham reacendeu a pressão sobre a monarquia britânica para explicar o que sabia sobre a ligação entre o ex-príncipe Andrew e o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por explorar sexualmente meninas e mulheres. Nesta segunda-feira, 13, ativistas do grupo antimonarquista Republic entraram na Sala do Trono, considerada o coração simbólico da Coroa, e ergueram uma imagem de Andrew ao lado de Epstein com os dizeres "O que vocês sabiam?".
Até o momento, apenas o veículo consultado nesta cobertura relatou o episódio, descrevendo que o diretor-executivo da Republic, Graham Smith, cobrou "total transparência" do palácio e afirmou que os protestos só cessarão quando a monarquia cair, porque, segundo ele, "a monarquia sobrevive com base no segredo". Em paralelo, a mesma reportagem relata que a deputada verde Sian Berry pretende levar ao parlamento britânico, ainda esta semana, um pedido para acabar com a isenção da família real das regras do Freedom of Information Act, a lei britânica de acesso a documentos públicos que hoje protege as finanças privadas da Coroa.
A manifestação ocorre no contexto de uma investigação policial mais ampla sobre suposta má conduta em cargo público, conhecida pela sigla em inglês MIPO, atribuída a Andrew durante o período em que atuou como enviado comercial do governo britânico, entre 2001 e 2011. Segundo a reportagem, a apuração examina tanto possíveis irregularidades administrativas e de corrupção quanto delitos sexuais, e os detetives responsáveis pretendem viajar aos Estados Unidos para ouvir parentes de Virginia Giuffre, que afirmou ter sido vítima de tráfico humano para abuso sexual cometido por Andrew quando ela ainda era menor de idade.
O ex-príncipe, hoje com 66 anos, foi preso e interrogado sob advertência criminal em fevereiro, quando a polícia também realizou buscas em suas residências, incluindo o Royal Lodge, mansão da qual foi despejado neste ano. Ele nega todas as acusações. A investigação também examina como Andrew obteve o cargo de enviado comercial, citando a influência da falecida rainha Elizabeth II no processo de nomeação. A polícia afirma estar analisando uma quantidade significativa de informações vindas do público e de outras fontes, incluindo documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgados neste ano, que teriam reforçado suspeitas de repasse de informações confidenciais a Epstein.
O que ainda não se sabe é até que ponto o rei Charles III e o príncipe William tinham conhecimento das acusações contra Andrew ao longo dos anos, questão central levantada pelos manifestantes e ainda sem resposta oficial do Palácio de Buckingham. Também não há confirmação sobre se serão reunidas provas suficientes para sustentar uma acusação criminal formal contra o ex-príncipe. A apuração deve ser longa, e a expectativa é que um eventual julgamento não comece antes de 2027.
1 fonte política
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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O texto é majoritariamente factual: descreve o protesto, cita fontes nomeadas (Graham Smith, Sian Berry, o policial Wright) e apresenta o histórico da investigação sem adjetivar as partes. As falas mais carregadas emocionalmente (ex.: 'a monarquia sobrevive com base no segredo') são atribuídas diretamente aos ativistas entre aspas, não incorporadas como voz do texto, o que sustenta a leitura CENTER apesar do publisher ter perfil RIGHT.
Perspectivas omitidas

Manifestantes fizeram ato na Sala do Trono, considerada o coração da monarquia britânica
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