Empresas de advogado Nelson Wilians sofrem buscas após fraude tributária de R$ 3,8 bi
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Veículos de esquerda destacaram o tamanho do prejuízo causado ao erário por um esquema estruturado de fraude fiscal, detalhando como empresas de fachada simulavam créditos de ICMS sem lastro para lesar os cofres públicos. A cobertura reproduziu a fala do secretário da Fazenda de São Paulo, Samuel Kinoshita, que classificou os valores apurados como ilícitos identificados e afirmou que a fiscalização vai garantir que quem cumpre a lei não seja prejudicado por quem frauda. O enquadramento reforça o papel do Estado como fiscalizador e protetor dos recursos públicos e das empresas que competem de forma legal.
A Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP), MP-SP e Sefaz-SP, apura um esquema de venda de créditos falsos de ICMS que teria causado prejuízo de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.
Veículos de direita enfatizaram a responsabilização pessoal de Nelson Wilians, lembrando que ele também é alvo de outra investigação da Polícia Federal, a Operação Sem Desconto, por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a descontos indevidos do INSS, e que negou participação nas fraudes em depoimento ao Congresso, permanecendo em silêncio durante a oitiva.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Os três lados concordam nos fatos centrais: a Operação Distrato mirou um esquema de créditos falsos de ICMS de R$ 3,8 bilhões, cumpriu 38 mandados de busca contra Nelson Wilians e Mayra de Paula sem mandado de prisão, e ambos foram procurados sem resposta até a publicação.
O advogado Nelson Wilians, fundador de um dos maiores escritórios de advocacia empresarial da América Latina, teve escritório e residência alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira (15), no âmbito da Operação Distrato, deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP) em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado (Sefaz-SP). A investigação apura um esquema de venda de créditos falsos de ICMS que teria causado prejuízo superior a R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.
Segundo os investigadores, o grupo usava empresas de fachada, inativas ou sem estrutura operacional, para simular créditos tributários e vendê-los a outras empresas com deságio, sob a promessa de reduções de impostos que, na prática, não existiam. Ao aderir ao esquema, o contribuinte deixava de recolher parte do ICMS devido e pagava aos intermediários honorários de êxito que, segundo a apuração, chegavam a 70% do valor dos créditos utilizados. A 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital expediu 38 mandados de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, Londrina e Cambé, no Paraná. Não há mandados de prisão nesta fase. A advogada Mayra de Paula, apontada pelas investigações como sócia de Wilians no esquema, também foi alvo de busca em Londrina. Até o momento, a Fazenda paulista já lavrou autos de infração contra centenas de empresas envolvidas, em um universo de quase 10 mil lançamentos fiscais sob análise.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta, descrevendo a operação, o volume da fraude e a participação de Wilians e Mayra de Paula, sem entrar no detalhamento do funcionamento interno do esquema. Já veículos de esquerda destacaram com mais profundidade o mecanismo da fraude e reproduziram a fala do secretário da Fazenda paulista, Samuel Kinoshita, que classificou o valor apurado como fruto de ilícitos identificados e afirmou que quem optar por regularizar a situação, inclusive pelo programa Resolve Já, terá espaço para isso, mas que não haverá vantagem para quem frauda — um enquadramento que reforça o papel do Estado na proteção do erário e dos contribuintes que cumprem a lei. Por outro lado, veículos de direita enfatizaram o histórico pessoal de Nelson Wilians, lembrando que ele também é investigado pela Polícia Federal, na Operação Sem Desconto, por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a descontos indevidos do INSS, e que negou participação nas fraudes em depoimento ao Congresso, permanecendo em silêncio durante a oitiva. Essa cobertura também mencionou a exposição pública do advogado, que soma mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram e costuma exibir viagens internacionais, jatinhos e carros esportivos, um ângulo que reforça a ideia de responsabilização pessoal diante do padrão de vida ostentado.
Nelson Wilians, seu escritório e a defesa de Mayra de Paula foram procurados pelos veículos que cobriram o caso, mas não haviam se manifestado até a publicação das reportagens. Ainda não se sabe se a investigação vai resultar em pedidos de prisão, qual será o desfecho da apuração paralela sobre o esquema do INSS, nem quantas das quase 10 mil operações fiscais sob análise vão efetivamente resultar em novos autos de infração.
Operação distrato mira esquema bilionário de créditos falsos de ICMS, em que consultorias prometiam reduções de impostos inexistentes a centenas de empresas

Operação Distrato mira esquema de venda de créditos falsos de ICMS que teria causado sonegação de R$ 3,8 bilhões em SP.

São cumpridos 38 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (15)

Ainda não há outra notícia sobre Operação Distrato.