A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Justiça contra a Meta, empresa responsável pelo Instagram, e contra Leandro Viana, administrador do perfil “Leandro Viana – A Voz da Bahia”. O motivo é um vídeo produzido com inteligência artificial que simula uma agressão física contra ela. A ação foi ajuizada em 7 de outubro de 2026. O conteúdo contestado havia sido publicado no Instagram no dia anterior, 6 de outubro.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, e o relato se baseia em informação publicada com exclusividade por uma coluna de outro veículo. Segundo essa cobertura, o vídeo mostra o deputado federal Nikolas Ferreira dando um tapa no rosto de Erika Hilton, que cai no chão. A publicação veio acompanhada de uma legenda com xingamento dirigido à deputada.
Na ação, Erika Hilton argumenta que a publicação ultrapassa os limites da liberdade de expressão, porque retrata e celebra uma agressão contra uma parlamentar. Ela sustenta que o conteúdo é misógino e discriminatório. A deputada também questiona o uso da imagem de Nikolas Ferreira, seu opositor político, em uma cena produzida artificialmente. De acordo com o processo, o perfil responsável também divulgaria outros materiais criados com inteligência artificial para promover determinadas narrativas políticas.
Os pedidos são quatro. Primeiro, uma liminar para que o vídeo seja retirado imediatamente do Instagram. Segundo, no julgamento definitivo, a condenação de Leandro Viana ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais. Terceiro, que a Meta remova o material de forma definitiva da plataforma. Quarto, que sejam adotadas medidas para identificar os dados pessoais do responsável pela publicação.
Como se trata de cobertura de fonte única, não há como comparar enquadramentos entre veículos de esquerda, de centro e de direita. Nenhum veículo de esquerda ou de direita tratou do assunto até aqui, e por isso não se atribui a nenhum desses campos uma leitura do caso. O relato disponível é predominantemente factual, descreve o conteúdo da petição e deixa claro que os pedidos dependem de análise judicial. Ele também registra que o ajuizamento, por si só, não representa decisão definitiva sobre a responsabilidade dos réus.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há informação sobre se o juiz já analisou o pedido de liminar nem sobre prazos para decisão. A Meta e Leandro Viana não tiveram sua posição apresentada na cobertura. Também não foi relatado se Nikolas Ferreira se manifestou sobre o uso de sua imagem no vídeo, nem se o vídeo continua disponível no Instagram.