Fio do Professor Felipe Nunes: análise da pesquisa Quaest para presidente de 21 de setembro
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Resumo da cobertura
A rodada da pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro de 2026 aponta empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva, com 37%, e Flávio Bolsonaro, com 33%, no primeiro turno, com margem de erro de 2 pontos percentuais. No segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula, 41%. O instituto ouviu 2.004 pessoas entre 17 e 20 de setembro, com registro BR-06004/2026 no Tribunal Superior Eleitoral. Na mesma rodada, a desaprovação do governo é de 50%, contra 44% de aprovação.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- TVT NewsEleições 2026: Quaest divulga nova pesquisa para presidente nesta segunda (21)Nova pesquisa Quaest para presidente mostra Lula e Flávio Bolsonaro a menos duas semanas para o primeiro turno das eleições 2026
Análise editorial
A parte numérica é correta e cita três institutos, mas a seleção de dados favorece um dos lados: a matéria destaca a rodada em que Lula lidera no primeiro turno e o levantamento em que ele aparece à frente no segundo turno, silencia sobre a desaprovação do governo e fecha com um bloco sobre artistas declarando voto na reeleição. O recorte, e não a linguagem, marca o enquadramento.
- Qualidade argumentativa
- 58/100
- Manipulação emocional
- 25/100
- Clickbait
- 20/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Omite os índices de avaliação do governo Lula (50% de desaprovação contra 44% de aprovação) presentes na mesma rodada
- Não registra o avanço de Flávio Bolsonaro entre eleitores de alta renda e evangélicos
- Não traz avaliação crítica da percepção econômica medida pelo instituto
Falácias identificadas
- Apelo à autoridade de celebridades: lista declarações de apoio de artistas à reeleição como se fosse indicador do quadro eleitoral, em trecho colado à cobertura de pesquisa
Veículos com viés ao centro
- G1Fio do Professor Felipe Nunes: análise da pesquisa Quaest para presidente de 21 de setembroDiretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Felipe Nunes avalia momento atual da corrida pelo Palácio do Planalto.
Análise editorial
Texto expositivo e numérico: apresenta 37% x 33% no primeiro turno, 42% x 41% no segundo, desaprovação de 50% contra 44% de aprovação e movimentos por segmento (mulheres, alta renda, evangélicos, beneficiários do Bolsa Família) sem vocabulário valorativo. As interpretações, como o 'efeito adesão ao vencedor' e o limiar de 46% de aprovação, são apresentadas como leitura técnica do analista, com indicadores favoráveis e desfavoráveis aos dois lados.
- Qualidade argumentativa
- 73/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 2
Perspectivas omitidas
- Não apresenta reação das campanhas de Lula nem de Flávio Bolsonaro aos números
- Não detalha o método de coleta (presencial ou telefônico) nem a distribuição da amostra por região
- Não compara a rodada com levantamentos de outros institutos divulgados na mesma semana
- UOLNova pesquisa Quaest para presidente: quem lidera último levantamento?Nova pesquisa Quaest para presidente: quem lidera último levantamento? BOL
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- UOLNova pesquisa Quaest para presidente: quem lidera último levantamento?Nova pesquisa Quaest para presidente: quem lidera último levantamento? UOL Notícias
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Veículos com viés à direita
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O instituto Quaest divulgou em 21 de setembro de 2026 uma nova rodada de intenção de voto para a Presidência da República, com Lula em 37% e Flávio Bolsonaro em 33% no primeiro turno e empate técnico no segundo. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 17 e 20 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
A rodada da pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro de 2026 mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 37% das intenções de voto no primeiro turno e o senador Flávio Bolsonaro com 33%, diferença de 4 pontos percentuais no limite da margem de erro, que é de 2 pontos para mais ou para menos. No cenário de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 42% e Lula, com 41%, também em empate técnico. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 17 e 20 de setembro, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026.
No primeiro turno, além dos dois primeiros colocados, Augusto Cury soma 6%, Ronaldo Caiado 4%, Renan 3% e Romeu Zema 1%. Os indecisos são 8% e outros 7% dizem que não votariam em ninguém. Na rodada anterior do mesmo instituto, divulgada em 14 de setembro, Lula tinha 36% e Flávio Bolsonaro, 31%. Entre os eleitores que se declaram muito interessados na eleição, os dois aparecem em 43% e 41%, com os demais candidatos somando 10%.
A cobertura de centro relatou os movimentos por segmento medidos pelo instituto. Lula melhorou entre as mulheres, com a distância para o adversário subindo de 3 para 7 pontos percentuais em uma semana, enquanto entre homens o quadro ficou estável. Flávio Bolsonaro ampliou a vantagem entre eleitores de renda alta, de 13 para 20 pontos, e entre evangélicos, de 23 para 30 pontos. Essa cobertura também registrou os indicadores de avaliação: 50% desaprovam o governo e 44% aprovam, e 42% consideram o mandato atual melhor que o anterior, mesmo percentual dos que o consideram pior. Apenas 10% dos entrevistados afirmam ter tido aumento de renda superior ao custo de vida, contra 33% que dizem não ter tido aumento algum.
Veículos de esquerda destacaram a liderança do presidente no primeiro turno e o encaixaram num quadro mais amplo de pesquisas: um levantamento de outro instituto, divulgado no mesmo dia, apontou 46% para Lula e 45% para Flávio Bolsonaro no segundo turno, e uma sondagem da semana anterior indicou 39% contra 36% na primeira volta. Essa cobertura enfatizou ainda declarações públicas de apoio de artistas à reeleição e deixou de fora os índices de desaprovação do governo medidos na mesma rodada. Até o momento, não houve cobertura de veículos de direita sobre este levantamento no conjunto analisado; pelo enquadramento habitual desse campo, os números que sustentariam a leitura são a desaprovação de 50%, a dianteira numérica do senador no segundo turno e o fato de o aumento do Bolsa Família anunciado antes da coleta não ter alterado a intenção de voto entre beneficiários do programa, cuja simulação de segundo turno passou de 58% para 56% a favor do presidente.
Os dois lados convergem em um ponto: a disputa está dentro da margem de erro nos dois cenários, e nenhum dos candidatos pode ser tratado como favorito a partir desses números. A divergência está no indicador escolhido como o mais revelador. De um lado, a vantagem no primeiro turno e o crescimento entre eleitoras; do outro, a avaliação negativa do governo e o desempenho entre eleitores de renda mais alta e evangélicos.
O que ainda não se sabe é se o movimento entre mulheres se sustenta nas próximas rodadas, se a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a crise do banco Master seguem deslocando percepções, e qual o efeito final do aumento do Bolsa Família sobre o eleitorado beneficiado. Também não há, no material analisado, reação das campanhas aos números nem detalhamento do método de coleta empregado no campo.
Briefing
O que importa para você
- Lula tem 37% e Flávio Bolsonaro 33% no primeiro turno; no segundo, 41% contra 42%.
- A margem de erro de 2 pontos percentuais torna as duas diferenças estatisticamente empatadas.
- A aprovação do governo está em 44%, contra 50% de desaprovação, abaixo do patamar de 46% citado como referência para a reta final.
- Apenas 10% dizem ter tido aumento de renda acima do custo de vida, indicador de percepção econômica que pesa na disputa.
Onde os lados divergem
- A cobertura de esquerda destaca a liderança de Lula no primeiro turno, o avanço entre mulheres e o resultado de outro instituto que o coloca à frente no segundo turno.
- A leitura de direita, ausente do conjunto analisado, se apoiaria na desaprovação de 50% do governo, na dianteira numérica do senador no segundo turno e no avanço dele entre alta renda e evangélicos.
- Há divergência sobre o efeito do aumento do Bolsa Família: indicador de mobilização de um lado, gasto sem retorno eleitoral do outro.
Onde os lados concordam
As duas coberturas tratam a disputa como empate técnico nos dois cenários: 37% a 33% no primeiro turno e 42% a 41% no segundo, com margem de erro de 2 pontos percentuais e amostra de 2.004 entrevistados. Nenhuma delas contesta a metodologia nem o registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral.
O que ainda está incerto
- Não há reação das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro aos números.
- Não se sabe se o avanço do presidente entre mulheres se mantém nas próximas rodadas.
- O efeito final do aumento do Bolsa Família sobre a intenção de voto dos beneficiários segue indefinido, assim como o desdobramento eleitoral das crises envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o banco Master.
Fontes
Diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Felipe Nunes avalia momento atual da corrida pelo Palácio do Planalto.

Nova pesquisa Quaest para presidente mostra Lula e Flávio Bolsonaro a menos duas semanas para o primeiro turno das eleições 2026
Nova pesquisa Quaest para presidente: quem lidera último levantamento? BOL
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