Flávio Bolsonaro encerra campanha na véspera do 2º turno sob inquéritos no STF
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- BBC BrasilO número que pode definir vitória de Lula ou de Flávio Bolsonaro no 2º turnoPara cientista político, abstenção e brancos e nulos têm pouca margem; Nordeste, Sudeste e conversão de eleitores adversários serão os números a observar na apuração do segundo turno das eleições presidenciais.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Estado de MinasFlávio Bolsonaro reúne aliados em motociata em BH na véspera do 2º turnoO senador participou de motociata com Nikolas Ferreira, Cleitinho e Tarcísio de Freitas na manhã deste sábado (24/10)(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Valor EconômicoFlávio Bolsonaro: Veja as propostas do candidato a presidente em seu plano de governoPolítico traz nove tópicos que contemplam saúde, educação, segurança e, principalmente, economia(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- Segundo turno no domingo, 25 de outubro, com Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados nas pesquisas.
- Minas Gerais, com 16,3 milhões de eleitores, é decisivo e foi vencido por Flávio no primeiro turno.
- O plano de governo de Flávio inclui redução de impostos, corte de ao menos dez ministérios e mudanças nas regras do Supremo Tribunal Federal.
O que ainda está incerto
- Qual será o comparecimento e o peso de brancos e nulos no segundo turno.
- Quando os dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal terão desfecho.
- Como a versão da defesa de Flávio responde a cada acusação, já que a cobertura traz apenas negativas gerais.
Na véspera do segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência em cenário de empate técnico. Flávio fez motociata em Belo Horizonte, apresentou seu plano de governo e responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, que ele nega.
A um dia do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo, 25 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) encerram as campanhas em um cenário de disputa apertada. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio ficou à frente por 2,2 milhões de votos, ou 1,8 ponto percentual.
A cobertura de centro relatou que a última pesquisa Quaest, que ouviu 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro, aponta Flávio entre 43% e 47% e Lula entre 42% e 46%, com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. Na simulação espontânea, os indecisos saltaram de 7% para 14%. Um agregador de pesquisas sugere Flávio com 47% e Lula com 45%.
A mesma cobertura mostra especialistas divididos sobre o peso da abstenção e dos votos brancos e nulos. A abstenção no primeiro turno foi de 21,08%, e historicamente ela cresce no segundo turno, com exceção de 2022. Um cientista político da Universidade Duke avalia que há pouca margem para que esses números caiam de forma decisiva. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, lembra que, em 2014, a conversão de brancos e nulos em votos válidos ajudou Dilma Rousseff a vencer. Um cálculo do professor Jairo Nicolau, da Fundação Getúlio Vargas, estima que, mesmo num cenário favorável a Lula, ele precisaria convencer cerca de 1,2 milhão de eleitores de Flávio a mudar de lado.
Na reta final, a cobertura de centro descreveu uma motociata de Flávio em Belo Horizonte, no sábado, 24 de outubro, com o deputado federal Nikolas Ferreira, o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador Romeu Zema. Minas é o segundo maior colégio eleitoral, com 16,3 milhões de eleitores, e Flávio venceu lá no primeiro turno, com 48,24% dos votos válidos contra 43,33% de Lula. O último compromisso de rua dele estava previsto para o Rio de Janeiro. Outro texto de centro detalhou o plano de governo do senador, com nove tópicos e 25 temas, e ênfase em economia, segurança e mudanças no Supremo Tribunal Federal, como o fim das competências criminais originárias da Corte e a limitação de decisões monocráticas.
Veículos de esquerda concentraram a cobertura nas suspeitas que cercam o candidato. Relatam que ele é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, que apuram suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligada ao advogado Willer Tomaz e a transações com plataformas de apostas. Citam ainda reportagem de uma revista sobre suposta sociedade indireta em uma casa de apostas, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras com movimentações apontadas como incompatíveis com a renda declarada, e a atuação de Flávio como advogado do policial acusado da morte da menina Ana Clara, em 2021. Segundo esses veículos, no debate Lula associou o adversário a milicianos. Flávio nega irregularidades e classifica as apurações como notícias falsas, e o Tribunal Superior Eleitoral mantém o registro da candidatura. Parte desse enquadramento usa linguagem abertamente adjetivada contra o candidato.
Nenhum veículo de direita aparece neste conjunto de cobertura. A defesa do candidato surge apenas pelas falas dele e de aliados reproduzidas pela cobertura de centro, como a de Cleitinho de que, em janeiro, Jair Bolsonaro vai subir a rampa junto do filho.
O que ainda não se sabe é o resultado da votação de domingo e como abstenção, brancos e nulos vão se comportar. Também não há desfecho para os inquéritos no Supremo Tribunal Federal, e a cobertura disponível não detalha a resposta de Flávio a cada acusação.
Fontes
Para cientista político, abstenção e brancos e nulos têm pouca margem; Nordeste, Sudeste e conversão de eleitores adversários serão os números a observar na apuração do segundo turno das eleições presidenciais.

O senador participou de motociata com Nikolas Ferreira, Cleitinho e Tarcísio de Freitas na manhã deste sábado (24/10)

Apenas um candidato que disputa o 2° turno é 2x investigado no STF e acumula uma série de denúncias: Flávio Bolsonaro
Político traz nove tópicos que contemplam saúde, educação, segurança e, principalmente, economia
