Fux requisita ao STF inquéritos de Moraes sobre Bolsonaro e golpe
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro
Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro
2 fontes políticas
Pelo prisma da esquerda, a decisão de Fux reabre, por via lateral, o processo que levou à condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, a pedido de uma ação de partido assinada pela própria defesa do ex-presidente. A preocupação é com o risco à responsabilização de quem atentou contra a ordem democrática.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, determinou na quinta-feira que a Secretaria Judiciária envie ao seu gabinete os inquéritos sigilosos relatados por Alexandre de Moraes que envolvem Jair Bolsonaro: fake news, milícias digitais e trama golpista. O pedido decorre de ação do Partido Progressistas, assinada por advogados de Bolsonaro, que quer anular a Operação Tempus Veritatis.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Secretaria Judiciária envie ao seu gabinete os inquéritos sigilosos relatados por Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro. O pedido ocorre em ação do Partido Progressistas que quer anular a Operação Tempus Veritatis.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, determinou na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, que a Secretaria Judiciária do tribunal envie ao seu gabinete os processos sigilosos em andamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Pela decisão, devem ser encaminhados todos os volumes, anexos, apensos e mídias dos inquéritos das fake news e das milícias digitais, além da investigação sobre a trama golpista. Todos são relatados pelo ministro Alexandre de Moraes.
O pedido de Fux ocorre no âmbito de uma ação do Partido Progressistas que pede a anulação da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal em 2024, por determinação de Moraes. Foi essa operação que deu início às investigações que terminaram na condenação de Bolsonaro e de aliados no processo da trama golpista. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
A cobertura de centro relatou que a petição foi assinada por advogados de Bolsonaro. Segundo ela, o documento sustenta, entre outros argumentos, que Moraes determinou as buscas e apreensões apenas a partir de um pedido da Polícia Federal, sem manifestação da Procuradoria-Geral da República. A ação chegou ao Supremo em abril de 2024 e estava parada. Depois de receber os autos, Fux vai analisar o pedido de anulação.
Na decisão, Fux defendeu que os autos pertencem à Corte e não ao ministro relator. Segundo a cobertura, ele escreveu que negar o acesso seria subtrair ao controle concentrado de constitucionalidade os processos do próprio tribunal. Observou também que, apesar do sigilo, as defesas dos investigados tiveram acesso a elementos do processo, e afirmou que o tribunal não pode saber menos do que as partes. Fux disse ainda que a alternativa seria decidir uma liminar com base em cópias parciais que já circulam fora dos autos, cedidas a advogado de investigado e juntadas a um processo público. Ressaltou que o pedido não antecipa juízo sobre a validade da petição e que essas questões serão enfrentadas depois de instruído o processo.
A cobertura disponível até agora vem apenas de veículos classificados como de centro. Não há, neste conjunto, texto de veículos de esquerda nem de direita. Por isso, o enquadramento de cada campo é descrito aqui só como leitura provável. Veículos de esquerda tenderiam a enfatizar o risco de a ação, assinada pela defesa de Bolsonaro, desfazer a responsabilização pela trama golpista. Veículos de direita tenderiam a enfatizar o devido processo legal, a necessidade de o tribunal conhecer os autos íntegros e o fato de a petição estar parada desde 2024.
A cobertura de centro registrou que uma decisão sobre os processos pode levar à anulação das condenações de Bolsonaro. Esse efeito, porém, é condicional e depende de uma análise de mérito que ainda não ocorreu.
O que ainda não se sabe: quando Fux vai julgar o pedido de anulação, se decidirá sozinho ou levará o caso ao plenário, e como reagirão Moraes e a Procuradoria-Geral da República. Também não está claro se a medida alcança todas as condenações já aplicadas ou apenas atos específicos da Operação Tempus Veritatis.
Ação do PP pede a anulação da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal em 2024, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Entre os processos estão o inquérito das fake news, o processo do plano de golpe e da milícia digital
