Até o momento, apenas a Revista Oeste, veículo classificado como de direita, cobriu esse anúncio, o que limita a leitura a uma única fonte editorial. Segundo o relato, a União Europeia apresentou nesta segunda-feira, em Bruxelas, um pacote inicial de quase 900 milhões de euros, equivalente a cerca de US$ 1 bilhão, destinado a financiar ações emergenciais de recuperação na Faixa de Gaza. Os recursos, que já eram compromissos assumidos por países e instituições, devem ser aplicados na retirada de escombros e na recuperação de serviços básicos, como abastecimento de água e saneamento.
A iniciativa reúne Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Suíça, além da Comissão Europeia e do Banco Europeu de Investimento. O Banco Mundial também participa do esforço, e Austrália e Canadá são esperados como novos integrantes. A comissária da União Europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Šuica, afirmou que a prioridade agora é iniciar uma etapa de recuperação inicial, mas destacou que ainda são necessárias condições de segurança no terreno para que a ajuda alcance a população. Segundo ela, o desarmamento do Hamas é condição necessária para uma reconstrução mais ampla.
Os Estados Unidos participaram do encontro por meio de representantes do Conselho da Paz, criado pelo presidente Donald Trump para auxiliar a transição e a reconstrução de Gaza no pós-guerra. Washington já havia anunciado uma contribuição de US$ 10 bilhões, mas esse valor foi apresentado como compromisso futuro, sem cronograma definido. Paralelamente, um alto funcionário das Nações Unidas acusou o Hamas de interferir nas operações de ajuda humanitária e de intimidar trabalhadores envolvidos na distribuição de assistência, o que, segundo ele, aumenta os riscos para as equipes no território.
O conflito começou em outubro de 2023, quando o Hamas atacou Israel, e um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025 reduziu a intensidade dos combates, embora confrontos de menor escala tenham continuado. Desde então, o território ficou dividido entre áreas sob controle militar israelense e regiões ainda dominadas pelo Hamas, que resiste ao processo internacional que prevê seu desarmamento e a transferência de poder a uma nova administração. A ONU estima que a reconstrução completa de Gaza levará anos e exigirá dezenas de bilhões de dólares, com a falta de materiais de construção e a escassez de equipamentos entre os principais obstáculos. O encontro em Bruxelas também contou com o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mohammad Mustafa, que discutiu reformas na administração palestina como parte das conversas sobre novos aportes.
O que ainda não se sabe é como e quando o desarmamento do Hamas seria efetivamente verificado, qual o cronograma real de liberação dos recursos já comprometidos e dos US$ 10 bilhões prometidos pelos Estados Unidos, e como a divisão territorial atual entre áreas controladas por Israel e pelo Hamas afetará a execução dos projetos de reconstrução nos próximos meses.