Lula escolhe Macaíba para supercomputador de IA de R$ 1 bilhão do governo federal
4 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
4 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

6 fontes políticas
Como decidimos →A decisão de instalar no Rio Grande do Norte a maior capacidade computacional do país é lida como política de Estado contra a concentração tecnológica, em dois sentidos. No plano interno, leva ao Nordeste um ativo científico historicamente confinado ao Sudeste, aproveitando a liderança do estado em energia eólica e solar e criando formação qualificada onde ela é escassa. No plano externo, ataca a dependência de provedores estrangeiros: hoje a maior parte do processamento de inteligência brasileira ocorre fora do país, o que entrega a empresas privadas globais o controle sobre dados, custos e regras de acesso ao conhecimento produzido aqui.
O governo federal anunciou em 20 de agosto de 2026 a compra de um supercomputador de inteligência artificial por pouco mais de R$ 1 bilhão, a ser instalado no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Macaíba.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: viés de direita.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Todos os lados registram os mesmos fatos centrais: compra de pouco mais de R$ 1 bilhão com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, instalação em Macaíba sob a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, capacidade de 7.200 petaflops contra 27 petaflops do atual Santos Dumont, execução pelo Laboratório Nacional de Computação Científica e vínculo com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. Há convergência também sobre o diagnóstico de que o país hoje processa fora a maior parte de sua carga de inteligência artificial.
O Executivo federal anunciou a compra de um supercomputador de inteligência artificial de pouco mais de R$ 1 bilhão, que será instalado em Macaíba, no Rio Grande do Norte, com capacidade de 7.200 petaflops. A esquerda, o centro e a direita enquadraram o investimento de formas distintas, e questões como prazo, fornecedores e custo de operação seguem sem resposta.
O governo federal anunciou em 20 de agosto de 2026 a compra de um supercomputador dedicado a inteligência artificial, ao custo de pouco mais de R$ 1 bilhão, que será instalado no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Macaíba, na região metropolitana de Natal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do evento e afirmou que a decisão faz parte de uma estratégia de descentralização do investimento em ciência e tecnologia, lembrando que São Paulo e Campinas também disputavam o equipamento. A execução ficará a cargo do Laboratório Nacional de Computação Científica, e o edital de concorrência para a compra será publicado no Diário Oficial da União.
Os números aparecem em toda a cobertura. A máquina deve alcançar 7.200 petaflops, o equivalente a 7,2 quintilhões de operações por segundo no formato FP16, com mais de 50 mil núcleos de processamento e consumo estimado em 4 megawatts. Para comparação, o Santos Dumont, hoje o mais potente do país, opera com 27 petaflops. Do total previsto, R$ 960 milhões vão para a aquisição e cerca de R$ 100 milhões para preparação e operação, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e do CT-Infra. A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, disse que 60% de tudo que é processado da inteligência brasileira é feito fora do país e que o edital preverá contrapartidas de transferência de tecnologia, conteúdo local, participação de fornecedores brasileiros e capacitação de 5 mil pessoas em cinco anos. A iniciativa integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que prevê R$ 23 bilhões entre 2024 e 2028, e vem acompanhada de outras duas frentes: uma infraestrutura de supercomputação no Rio de Janeiro, conduzida pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa em parceria com as chinesas Huawei e Iflytek, com investimento estimado em R$ 1,276 bilhão e operação prevista para julho de 2027, e o desenvolvimento de chips de arquitetura aberta RISC-V pelo Instituto Eldorado, em Campinas, em cooperação com o ecossistema de inovação de Barcelona. No mesmo evento foi assinado um acordo entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, o Serpro e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para estruturar uma alternativa brasileira de armazenamento e processamento de dados.
Veículos de esquerda enfatizaram soberania digital e desigualdade regional. Destacaram a escolha do Nordeste pela abundância de energia eólica e solar, a fala do presidente sobre olhar para os estados que mais necessitam, a presença da governadora Fátima Bezerra e o argumento de que concentrar processamento e guarda de dados em provedores estrangeiros expõe o país ao poder das grandes empresas de tecnologia, num momento em que respostas geradas por inteligência artificial já reduzem o tráfego dos sites que produziram o conhecimento original. A cobertura de centro tratou o anúncio como decisão de compra pública, detalhando valores, capacidade técnica, origem dos recursos e o rito do edital, sem aderir ao enquadramento de soberania, e registrou, em outra frente, o uso de inteligência artificial na disputa eleitoral de 2026, inclusive a declaração de um candidato ao Senado pelo Distrito Federal que informou ao Tribunal Superior Eleitoral ser autor de uma inteligência artificial avaliada em R$ 0,01. Veículos de direita deslocaram o foco do investimento para o retorno: em coluna econômica sobre os dados do Ideb de 2025, sustentaram que o aprendizado no Brasil segue ruim apesar da pequena melhora, que produtividade depende de educação e que estudos recentes indicam esforço grande para engajar alunos e professores no uso de inteligência artificial, com modelos que ainda precisam ser aprimorados.
Pontos centrais seguem em aberto. O edital ainda não foi publicado, não há fornecedor definido nem prazo anunciado para a entrega e o início de operação do equipamento no Rio Grande do Norte, já que só a frente do Rio de Janeiro tem data, julho de 2027. Também não foram detalhados os critérios de acesso de empresas, universidades e órgãos públicos à capacidade de processamento, o custo anual de energia dos 4 megawatts previstos, nem o mecanismo de fiscalização das contrapartidas de transferência de tecnologia e de capacitação prometidas no contrato.
Equipamento será instalado em Macaíba, terá mais de 50 mil núcleos de processamento e poderá ser utilizado por universidades, empresas, centros de pesquisa e órgãos públicos

Equipamento será um 10 dos maiores processadores do mundo e visa reduzir a dependência externa por esse tipo de tecnologia
Equipamento será um dos maiores processadores do mundo

Avanço das respostas geradas por IA reduz acessos aos sites, ameaça a diversidade de fontes e amplia o debate sobre poder das Big Techs e soberania digital.

Estudos recentes mostram que será necessário muito esforço para engajar alunos e professores no uso da IA, e que os modelos terão que ser aprimorados

Projeto foi registrado no INPI em julho deste ano
